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Visão Geral

Resumo

Âmbito e Conteúdo

Informação Administrativa

Descrição Detalhada

3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações

3.5.2 - Brasil Pré Colonial e Colonial

3.5.3 - Brasil Império

3.5.4 - Brasil Primeira República - República Velha

3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova

3.5.6 - Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República

3.5.7 - Brasil Nova República



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3.5 - Seção Coleção de Moedas | Centro de Memória e Informação Pessoal Yuri Victorino

By Yuri Victorino I da Silva

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Collection Overview

Title: 3.5 - Seção Coleção de MoedasAdicionar a Cesta.View associated digital content.

ID: CEMIP/RNC/CMO

Primary Creator: Yuri Victorino Inácio da Silva

Extent: 0.0

Forms of Material: Numismatica - Moedas

Languages: Portuguese

Abstract

Seção Coleção de Moedas - CMO contém moedas do Brasil e outras dos países dominadores do território brasileiro.

As peças estão inter-relacionadas por questões históricas, geopolíticas e econômicas ligadas ao terrritório que hoje constitui o Brasil.

Scope and Contents of the Materials

3.5 - CEMIP RNC CMO - Seção Coleção de Moedas. A Seção Coleção está dividida em sete Séries. Cada Série corresponde a um período sócio-histórico-cultural definido pela instituição.

3.5.1 - CEMIP RNC CMO BPI: Brasil Primário Indígena e Ocupações - Invasões sobre territórios indígenas - 1100/1664

3.5.2 - CEMIP RNC CMO BPCC: Brasil Pré Colonial e Colonial - 1664/1822

3.5.3 - CEMIP RNC CMO BI: Brasil Imperial - 1822/1889

3.5.4 - CEMIP RNC CMO BPR: Brasil Primeira República - 1889/1930

3.5.5 - CEMIP RNC CMO BENRN: Brasil Estado Novo e República Nova - 1930/1945 - 1945/1964

3.5.6 - CEMIP RNC CMO BRMANR: Brasil Regime Militar e Abertura e Nova República - 1964/1985 - 1985/1994

3.5.7 - CEMIP RNC CMO BNR: Brasil Nova República, 1994 - Atualidade

A coleção é provenientes de doações ou aquisição de acervos ou itens únicos. Segue cronologia histórica em:

Séries: divididas em: datação histórica, temáticas sócio/culturais.

Dossier: em personagens.

Item: metal, datação, valor e letra monetária, podendo haver outras informações.

A descrição das peças foi baseada em catálogos brasileiros e internacionais, universalmente reconhecidos.

Administrative Information

Repository: Centro de Memória e Informação Pessoal Yuri Victorino

Access Restrictions: Consulta local por agendamento


Box and Folder Listing


Browse by Series:

[Series BPI: 3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações, 1100 - 1664],
[Series BPCC: 3.5.2 - Brasil Pré Colonial e Colonial, 1656 - 1822],
[Series BI: 3.5.3 - Brasil Império, 1822 - 1899],
[Series B1R: 3.5.4 - Brasil Primeira República - República Velha, 1889 - 1930],
[Series BENRN: 3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova, 1930 - 1945 / 1945 - 1964],
[Series BRMANR: 3.5.6 - Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República, 1964 - 1985 / 1985 - 1994],
[Series BNR: 3.5.7 - Brasil Nova República, 1994 <],
[All]

Series BPI: 3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações, 1100 - 1664Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1 - CEMIP RNC CMO BPI - A Série Brasil Primário Indígena e Ocupações compreende subséries - não necessariamente estão em ordem cronológica crescente -  que abrangem o período histórico-sócio-cultural que vai aproximadamente de 1100 a 1664.

Acreditamos que durante este período (Idade Média Plena, a Baixa Idade Média, a Renascença) é que iniciou de maneira mais intensa a incursão no território indígena brasileiro. Resultado se deu devido às migrações dos povos, busca de novas terras e comércios, fruto do desenvolvimento das tecnologias marítimas e de navegação, entre outros. O desenvolvimento de tecnologias proporcionou que maiores distâncias pudessem ser alcançadas.

O mundo era Eurocentrista e/ou Afro-Eurasista. Isso porque nesta época ainda não havia obviamente a interação sistemática com as Américas - embora houvesse em pequena escala - enquanto que a interação entre os continentes proporcionou o desenvolvimento tecnológico, interação social e cultura.

Durante a Baixa Idade Média, próximo do ano 1200, verifica-se na Europa um crescimento demográfico muito acentuado e um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas. É durante este período que se iniciam e consolidam as duas estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o senhorialismo – a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus senhores, recebendo como compensação uma propriedade senhorial e o direito a cobrar impostos em determinado território. As Cruzadas, anunciadas pela primeira vez em 1095, representam a tentativa da cristandade em recuperar dos muçulmanos o domínio sobre a Terra Santa, tendo chegado a estabelecer alguns estados cristãos no Médio Oriente. A vida cultural foi dominada pela escolástica, uma filosofia que procurou unir a fé à razão, e pela fundação das primeiras universidades. A obra de Tomás de Aquino, a pintura de Giotto, a poesia de Dante e Chaucer, as viagens de Marco Polo e a edificação das imponentes catedrais góticas estão entre as mais destacadas façanhas deste período.

Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média ficaram marcados por várias guerras, adversidades e catástrofes. A população foi dizimada por sucessivas carestias e pestes; só a peste negra foi responsável pela morte de um terço da população europeia entre 1347 e 1350. O Grande Cisma do Ocidente no seio da Igreja teve consequências profundas na sociedade e foi um dos fatores que esteve na origem de inúmeras guerras entre estados. Assistiu-se também a diversas guerras civis e revoltas populares dentro dos próprios reinos. O progresso cultural e tecnológico transformou por completo a sociedade europeia, concluindo a Idade Média e dando início à Idade Moderna.

Não há duvida que no início da Idade Média a primeira tecnologia era o fabrico das embarcações. Cada vez mais fortes, resistentes e capazes de armazenar volumes sempre maiores. A bússola apareceu também nessa época, de origem chinesa. Entre outros, estes instrumentos possibilitaram a navegação nos mares desta região com maior segurança e facilidade. O que obviamente aumentou a interação entre todos os povos. A interação era extremamente interessante para alguns povos, por motivos economicos e sociais e como regra geral do comercio. A exportação encontra uma grande porta aberta. Ou seja, os povos viajavam de uma região para a outra, extraindo da natureza os bens, comprando e vendendo, assumindo responsabilidades e desenvolvendo o início do comércio internacional.

Esta interação sofria a influência de árabes, indianos, chineses, africanos, europeus, cristãos, budistas, hinduistas, muçulmanos, judeus. O grande líder destas interações não era a religião, a raça ou o poder. Eram os negócios.

Haviam leis, proteções e tratados. E as regras eram seguidas e respeitadas, pois eram sujeitas à pequenas organizações que fiscalizavam os acordos da época. Quem não cumprisse, poderia perder o direito a navegar e comercializar.

Dentre os produtos comercializados estavam a seda, as especiarias, metais como ouro, prata, cobre, madeira, animais, escravos e livros!

Com a chegada oficial dos portugueses ao Brasil em 1440, começa a extração do pau-Brasil na região litorânea, usando mão-de-obra indígena. Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira. Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.

- Ciclo do pau-brasil (1440 a 1530)

Esta época foi marcada por conflitos entre portugueses, ingleses, franceses e holandeses à costa brasileira.

Ciclo do açúcar (1530 até século XVII) - Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar. - A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis.

Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.

Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.

Entre 1581/1640 o territporio esteve sob domínio espanhol dos Reis Felipes. - A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.

Circularam várias moedas neste período, especialmente as espanholas, holandesas, francesas, inglesas e portuguesas.

Em 1583 os franceses atacam Santos e Rio de Janeiro. A partir de 1594 passam a investir contra o nordeste; em 1597, na Paraíba e no RGN, e, em 1612, iniciam com apoio da coroa francesa a fundação da França Equinocial, uma tentativa de estabelecer uma empresa colonial no maranhão.

Os ingleses atacaram Salvador em 1587 e saquearam Santos em 1591.

Início das Entradas e Bandeiras: Raposo Tavares entre 1598-1658, partiu de São Paulo em direção às regiões sul e centro-oeste do Brasil. Tinha como objetivo a captura de indígenas.

Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau.

Dossier RC: 3.5.1.1 - Os Reis Católicos Fernando II e Isabel, 1479 - 1516, 1479-1516Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.1 - CEMIP RNC CMO BPI RC - O Dossier Os Reis Católicos Isabel I de Aragão e Fernando II de Castela trata das moedas destes Reis no período relacionado.

Fernando II Rei de Castela (1474-1504) Isabel I de Aragão (1479-1516), de Sicilia (1468-1516) e Nápoles (1504-1516) foram os Reis Católicos que imergiram a Inquisição Espanhola.

O título de Reis Católicos é o nome pelo qual ficou conhecido o casal composto pela Rainha Dona Isabel de Castela e o Rei Dom Fernando II de Aragão. Concretizaram a união dinástica entre os dois reinos ibéricos, criando a Monarquia Católica, que em 1812 passaria a ser conhecida por Monarquia de Espanha.

O casamento de Dona Isabel I de Castela com Dom Fernando II de Aragão não antevia o sucesso do casal no governo de Espanha. Com efeito, apesar do contributo,da colaboração para a unificação da actual Espanha, a nobreza não era consensual no que dizia respeito à decisão sobre quem deveria ascender ao trono do país: houvera quem preferisse a Infanta Don Joana, prometida a Dom Afonso V de Portugal (que, por isso, também concorria ao trono). Porém, D. Joana era tida como filha ilegítima de D. Henrique IV de Castela, fruto de uma polémica relação da esposa do rei com um fidalgo.

Assim, Isabel I, meia-irmã do rei, faz-se proclamar rainha de Castela nas Cortes de Valladolid de 1473. Em 1479, Fernando II torna-se rei de Aragão e consuma-se a união dos dois reinos que, porém, ainda não era suficientemente forte, já que era cercado por Portugal, em plena expansão, a França dos Valois, a pequena Navarra e o reino de Granada.

Apesar de aspirações diferentes dos dois reinos — Aragão dedicava-se ao comércio graças aos seus portos dinâmicos, como Barcelona e as suas possessões em Itália, e Castela aspirava afirmar-se na Europa — souberam estes reinos, através de frutuosa diplomacia e propaganda, construir um sólido Estado que, com a sua determinação, soube financiar a odisseia marítima de Cristóvão Colombo, e preparar-se para a grande cruzada iniciada em 722: a expulsão dos muçulmanos do território ibérico.

Para este feito, recorrem a uma rígida fiscalidade que, em 1482 atinge 70% das receitas; recebem o apoio do Papa que lhes permite dispor das somas recolhidas dos fiéis e das ordens militares, e oferece recompensas e indulgências aos cruzados.

Após quatro anos de tréguas, a guerra entre Granada e Castela reacende-se em 1481, embora não passe de breve escaramuças, ofensivas e cercos. Sabe-se que em 1487 se travaram perto de Málaga duros combates, na consequência dos quais cairia a cidade nas mãos dos cristãos. Depois, ao fim de seis meses de cerco, cede Barza e, por fim, na viragem para o ano de 1492, dá-se a rendição de Granada. Cessava assim o domínio árabe na Península Ibérica, com promessas de preservação de direitos aos muçulmanos (que não viriam a ser cumpridas) e a Espanha podia agora concentrar-se na colonização das Américas.

Note-se que, desde que o Papa Alexandre VI atribuiu o tíulo de Reis Católicos a Fernando e Isabel, os Monarcas de Castela (e, desde então, de Espanha) são conhecidos pelo título de Sua Majestade Católica, pelo que, com propriedade, todos os Reis que se seguiram a D. Fernando e Dª.Isabel poderiam também ser conhecidos por este título.

Dossier DJII: 3.5.1.2 - D. João II de Portugal - O Príncipe Perfeito, 1481 - 1495Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.2 - CEMIP RNC CMO BPI DJII - Dossier D. João II de Portugal - O Príncipe Perfeito, 1481 - 1495 - Dossier que trata do período da Dinastia de D. João II.

João II foi rei da Segunda Dinastia e o decimo terceiro Rei de Portugal, era filho de Dom Afonso V, rei de Portugal e de Dona Isabel, rainha de Portugal, que nasceu em Lisboa a 05 de Maio de 1455 e morreu em Alvor a 25 de Outubro de 1495, e está sepultado na Batalha, no Mosteiro da Batalha, e casou com Dona Leonor com quem teve como descendentes legítimos: Afonso e teve como descendentes ilegítimos: Jorge.

Começou a governar em 1481 e terminou em 1495. Ainda muito jovem, foi incumbido pelo pai Dom Afonso V da regência do reino, enquanto este se ocupava das conquistas no Norte de África. Em 1471, Dom João II participou na expedição a Arzila, onde ganhou fama de valente. Quando Dom João II subiu ao trono, em 1481, queixava-se de que o seu pai apenas o deixara rei das estradas de Portugal. Queria ele dizer, de uma forma exagerada, que praticamente todo o país estava nas mãos da nobreza. A política de Dom João II foi muito diferente da de seu pai. Tudo fez para tornar mais forte e incontestada a sua autoridade de rei. À Casa de Bragança, acusada de traição na pessoa do duque Dom Fernando, que foi sentenciado à morte, foram-lhe confiscados todos os bens. Mas as acusações e mortes não pararam por aqui. Foram muitos os que não escaparam à pesada mão da «justiça joanina». Mas a grande prioridade do seu reinado foram as descobertas marítimas.

Aos descobrimentos efetuados sob a orientação de Dom João II, entre 1474 e 1495, é costume chamar «Descobrimentos joaninos». Foi uma  época muito diferente da anterior, porque as viagens passaram a obedecer a um plano preestabelecido e tinham um objetivo último – a Índia.

Em 1494, na sequência da viagem de Cristóvão Colombo, que recusara, D. João II negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos.

Morreu no ano seguinte sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado que viria a ascender ao trono como Manuel I de Portugal.

Dossier DMI: 3.5.1.3 - D. Manuel I de Portugal - o Aventuroso, 1491 - 1521Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.3 - CEMIP RNC CMO BPI DMI - Dossier D. Manuel I de Portugal - O Aventuroso, 1491 - 1521

Manuel I (Alcochete, 31 de maio de 1469 – Lisboa, 13 de dezembro de 1521), apelidado de "o Afortunado","O Venturoso" e "o Bem-Aventurado", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1495 até à sua morte. Era o filho mais novo do infante Fernando, Duque de Viseu filho do rei Duarte I, e sua esposa a infanta Beatriz de Portugal, neta do rei João I. Manuel ascendeu ao trono após a morte de seu primo o rei João II, que não tinha herdeiros legítimos e o nomeou como seu sucessor. Na realidade, foi o único a subir ao trono sem ser parente em primeiro grau ou descendente do antecessor. Para a sua coroação beneficiou da morte de todos os seis pretendentes que sobre ele teriam prioridade, inclusive do filho do Rei.

Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas, determinantes para a expansão do império português.

Foi o primeiro rei a assumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia. Em 1521, promulgou uma revisão da legislação conhecida como Ordenações Manuelinas, que divulgou com ajuda da recente imprensa.

No seu reinado, apesar da sua resistência inicial, cumprindo as cláusulas do seu casamento com Dona Maria de Aragão, viria a solicitar ao papa em 1515 a instalação da inquisição em Portugal, o que só viria a ser concedido no reinado seguinte, perante novo pedido de D. João III. Com a prosperidade resultante do comércio, em particular o de especiarias, realizou numerosas obras cujo estilo arquitetónico ficou conhecido como manuelino.

Dossier DJIII: 3.5.1.4 - D. João III de Portugal - O Piedoso, 1521 - 1557Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.4 - CEMIP RNC CMO BPI DJIII - Dossier D. João III de Portugal - O Piedoso, 1521 - 1557

João III (Lisboa, 6 de junho de 1502 – Lisboa, 11 de junho de 1557), apelidado de "o Piedoso" e "o Colonizador", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1521 até sua morte. Era o filho mais velho do rei Manuel I e sua segunda esposa a infanta Maria de Aragão e Castela, tendo ascendido ao trono apenas com dezanove anos de idade.

Herdou um império vastíssimo e disperso, nas ilhas atlânticas, costas ocidental e oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do seu pai. Durante o seu reinado, foi obrigado a negociar as Molucas com Espanha, no tratado de Saragoça, adquiriu novas colónias na Ásia - Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau e um grupo de portugueses chegou pela primeira vez ao Japão em 1543, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki.

Para fazer face à pirataria, iniciou a colonização efetiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. Ao mesmo tempo, abandonou diversas cidades fortificadas em Marrocos, devido ao custos da sua defesa face aos ataques muçulmanos. Extremamente religioso, permitiu a introdução da inquisição em Portugalem 1536, obrigando à fuga muitos mercadores judeus e cristãos-novos, forçando o recurso a empréstimos estrangeiros. Inicialmente destacado entre as potências europeias economicas e diplomáticas, viu a rota do Cabo fraquejar, pois a rota do Levante recuperava, e em 1548 teve de mandar fechar a feitoria Portuguesa de Antuérpia. Viu morrer os dez filhos que gerou e a crise iniciada no seu reinado amplificou-se sob o governo do seu neto e sucessor, o rei Sebastião de Portugal.

Dossier DS: 3.5.1.5 - D. Sebastião de Portugal - O Desejado, 1557 - 1578Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.5 - CEMIP RNC CMO BPI DS - Dossier D. Sebastião de Portugal - O Desejado, 1557 - 1578

Sebastião (Lisboa, 20 de janeiro de 1554 – Alcácer-Quibir, 4 de agosto de 1578), apelidado de "o Desejado" e "o Adormecido", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1557 até sua morte. Era filho de João Manuel, Príncipe de Portugal, e Joana da Áustria. Ele ascendeu ao trono aos três anos após a morte de seu avô o rei João III, com uma regência sendo instaurada durante sua minoridade, liderada primeiro por sua avó a rainha Catarina da Áustria e depois por seu tio-avô o cardeal Henrique de Portugal.

Sebastião assumiu o governo aos catorze anos de idade em 1568, manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias da chamada Reconquista, decidiu montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada, após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota na Batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a Espanha e ao nascimento do mito do Sebastianismo.

Dossier FII: 3.5.1.6 - Felipe II España - União Ibérica - Felipe I de Portugal, 1556 - 1598Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.6 - CEMIP RNC CMO BPI FII - Dossier D. Felipe II España - União Ibérica - Felipe I de Portugal, 1556 - 1598

Felipe II - Filho do Imperador do Sacro Império Romano-Germânico e rei das Espanhas Carlos V de Habsburgo e de D. Isabel de Portugal, governou um vasto território integrado por Aragão, Castela, Catalunha, ilhas Canárias, Maiorca, Navarra, Galiza e Valência, Rossilhão, Franco-Condado, Países Baixos, Sardenha, Córsega, Sicília, Milão, Nápoles, além de territórios ultramarinos na África (Orão, Túnis, e outros), na América e na Ásia (Filipinas). Na política externa, sua mais significativa vitória sucedeu contra os turcos otomanos: a Batalha de Lepanto, em 1571.

Nasceu no Palácio de Pimentel em Valladolid, sendo o primogênito dos seis filhos de seus pais e faleceu no El Escorial, onde jaz até os dias de hoje. Chamado ainda o Sábio e O Prudente. Foi batizado em 5 de junho, na Igreja do Convento de São Paulo, pelo arcebispo de Toledo, Dom Alfonso de Talavera. Rei consorte da Inglaterra de 1554 a 1558 como marido de Maria Tudor também foi, regente da Espanha desde 1543 se tornou rei do citado país em 1555. Felipe de Habsburgo também conde de Artois, conde da Borgonha, e conde de Charolais por 42 anos.

A partir de 1552 já se havia tornado rei como Felipe I de Nápoles, da Sicília, Sardenha, rei apenas titular de Jerusalém e duque de Milão. Em 1555 foi também rei dos Países Baixos; em 1556 conde de Holanda, conde da Zelândia, Conde de Ostrevant, Duque de Gueldres, e a partir de 1580 será também o rei de Portugal, Felipe I. Recebeu uma educação humanista, planejada por seu tutor, Juan de Zúñiga, no entanto Felipe nunca se tornaria um erudito nos padrões renascentistas. Além da sua língua nativa, o espanhol, possuía domínio sobre o português, língua da sua mãe e o latim.

Demonstrou interesse pela arquitetura e a música, além de gosto por atividades ao ar livre, como a caça. Desde os 12 anos foi preparado para os assuntos do governo e aos 16 anos ficou encarregado da regência dos reinos da Espanha, enquanto o pai administrava o Santo Império Romano-Germânico. Assumiu a coroa espanhola em 1556, depois da abdicação do pai em 1555, herdando um vasto império colonial, com uma difícil situação financeira e inimigos poderosos como a: Inglaterra, França e Países Baixos.

Dossier FIII: 3.5.1.7 - Felipe III España - União Ibérica - Felipe II de Portugal, 1598 - 1621Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.7 - CEMIP RNC CMO BPI FIII - Dossier Felipe III España - União Ibérica - Felipe II de Portugal, 1598 - 1621

Felipe III foi rei aos 20 anos, em 13 de setembro de 1598, e como Filipe II Rei de Nápoles, da Sicília, Rei titular de Jerusalém, Rei da Sardenha e Rei de Portugal. Foi ainda Duque de Milão, Conde de Artois, Conde da Borgonha, Conde de Charolais.

Segue um relato da morte do rei Filipe II, pai do rei Filipe III, na hora da morte: Filipe II, rei de Espanha, chamou seu filho (Filipe III) na hora da morte, e, depois de afastar a roupa, lhe mostrou o peito roído de vermes, dizendo: “Vê, príncipe, como se morre, e como se acabam as grandezas do mundo”. Depois exclamou: “Por que não fui eu, em vez de monarca, simples frade leigo de qualquer ordem?!” Mandou depois que lhe pusessem ao pescoço uma cruz de madeira; e, tendo disposto todas as coisas para sua morte, disse a seu herdeiro: “Quis, meu filho, que estivesses presente a este ato, para que visses como, no fim da vida, o mundo trata ainda os próprios reis. Sua morte é igual à dos mais pobres da terra. Aquele que melhor tiver vivido, esse é que achará junto de Deus mais alto favor.” E este mesmo filho, que foi depois Filipe III, ao morrer com apenas 43 anos de idade, disse: “Atendei, meus súbditos, a que no meu necrológio somente se fale do espetáculo que tendes presente. Dizei que na morte de nada serve o título de rei, a não ser para sentir-se maior tormento de o haver sido... Oxalá, em vez de ser rei, tivesse vivido em um deserto servindo a Deus!... Ir-me-ia agora apresentar com mais confiança entre seu tribunal, e não correria tamanho risco de me condenar!...” Relato retirado do livro "Preparação para morte", 13ª consideração, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Nasceu no mesmo ano em que morreu seu irmão D. Fernando, sendo jurado herdeiro seu outro irmão, D. Diego. Último filho varão da quarta esposa do pai, ficou órfão de mãe aos dois anos. Quando em 1582 seu irmão Diego morreu, e foi jurado herdeiro, era enfermiço e débil. Com ele, têm início os chamados «Áustrias Menores»: Filipe III, Filipe IV e Carlos II), os quais não puderam manter o poderio internacional alcançado por seus predecessores Carlos Ve Felipe II, e começou a perda de territórios: as Províncias Unidas em 1621 (reconhecido oficialmente em 1648), Portugal e as suas colónias em 1640 (reconhecido em 1668), e em 1659 o Rossilhão e outras praças nos Países Baixos.

Dossier FIV: 3.5.1.8 - Felipe IV España - União Ibérica - Felipe III de Portugal, 1621 - 1665Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.8 - CEMIP RNC CMO BPI FIV - Dossier Felipe IV España - União Ibérica - Felipe III de Portugal, 1621 - 1665

Filipe IV (Valladolid, 8 de abril de 1605 – Madrid, 17 de setembro de 1665) foi o Rei da Espanha de 1621 até sua morte, e também Rei de Portugal e Algarves como Filipe III até o início da Guerra da Restauração em 1640. Filipe é lembrado por seu patrocínio das artes, principalmente do pintor Diego Velázquez, e por governar o Império Espanholdurante o período da Guerra dos Trinta Anos.

Nasceu em Valladolid e morreu em Madrid e teve os cognomes de o Gordo, El Grande, o Rei Planeta. Foi, como Filipe III, rei de Portugal, de Nápoles, da Sicília, rei titular de Jerusalém, rei da Sardenha. Príncipe das Astúrias, aclamado rei de Espanha em 31 de março de 1621 aos 16 anos. Rei dos Países Baixos, foi Duque de Milão, Conde da Borgonha e Conde de Charolais, Conde de Artois.

Reinou 44 anos. Envolvida em guerras, a Espanha teve momentos difíceis. No Brasil, em 1621, favoreceu a divisão em dois Estados: o Estado do Brasil, com as capitanias ao sul do Rio Grande do Norte atual, e o Estado do Maranhão, do cabo São Roque à Amazónia.

Entregue aos dez anos ao homem forte do reino, D. Gaspar Filipe de Guzmán, conde-duque de Olivares, cuja queda aconteceria em 17 de janeiro de 1643. Adepto de política centralizadora e de submissão das províncias espanholas ao governo de Madrid, com Olivares aumentou o descontentamento de Portugal. Depois, seu valido até 1661 foi Luís de Haro, sobrinho de Olivares.

Em 14 de julho de 1619 foi jurado príncipe de Portugal. No começo do reinado, chamou D. Gaspar de Guzmán, fez dele conde-duque de Olivares, seu Ministro e homem forte, em que depositava a maior confiança e a quem encomendou a administração. Os portugueses aceitaram de bom grado a demissão do marquês de Alenquer, vice-rei de Portugal, substituindo-o por uma junta de três membros, composta do Conde de Basto, D. Nuno Álvares Portugal e o bispo de Coimbra. Promulgou decretos sobre bens da Coroa, sobre a fiscalização financeira, que feriam os interesses do povo e provocaram indignação; arrancou tributos, a título de subsídios voluntários, ameaçou fechar outra vez os Portos do Reino aos holandeses, medidas que contribuíram para a ruína de Portugal, que esperara lucrar com a atividade do novo ministro.

A trégua com as Províncias Unidas estava concluída, e a luta recomeçava, não muito desvantajosa, na Europa, onde Spínola mantinha o prestígio das armas da Espanha.

As colónias portuguesas eram menos protegidas que as de Espanha. Em 1623, Ormuz caiu em poder dos persas auxiliados pelos ingleses; em 1624, os holandeses tomaram a Bahia; Macau e a Mina repeliram os holandeses, e a Bahia foi reconquistada em 1625 por uma forte esquadra que Olivares mandou aprestar. A França, porém, aliara-se aos protestantes da Alemanha, à Dinamarca e à Holanda, e um dos planos dos aliados era o enfraquecimento da Espanha pelos repetidos assaltos às suas colónias pelas esquadras holandesas. Olivares aumentou os impostos aos diversos reinos. Olivares de tal forma o oprimiu que o povo se revolucionou. Os governadores do reino, o Conde de Basto e D. Afonso Furtado de Mendonça protestaram contra os tributos e vexações. As ordens de Olivares tinham executores em Diogo, secretário do conselho de Portugal em Madrid, e no seu parente, Miguel de Vasconcelos, nomeado escrivão de fazenda e secretário de Estado de Portugal, quando a Duquesa de Mântua, parenta do rei, foi nomeada em 1631 vice-rainha de Portugal.

A política europeia estava marcada pela influência dos cardeais Mazarino e Richelieu, que procuraram quebrar a hegemonia de Espanha na Europa. Neste período se reacendeu a guerra da Espanha com as Províncias Unidas. Apesar de todas as medidas de Filipe IV, o poderio da Holanda tornava-se cada vez maior, como o demonstra a criação da Companhia das Índias Ocidentais em 1621. Não é de estranhar, portanto, o interesse dos holandeses pelo Brasil, que levou à conquista da Bahia em 1624 e de Pernambuco em 1630. Um pouco mais tarde, os Ingleses apoderaram-se também da ilha da Jamaica.

Vasconcelos tornou-se impopular aos portugueses. Os impostos eram cada vez maiores. Olivares tivera a ideia de obrigar os portadores de títulos de divida publica a um empréstimo forçado, mandando que os tesoureiros das alfândegas retivessem um trimestre de juros aos portadores, a quem os pagavam. Com esta simplicidade entendia também Vasconcelos que se deviam cobrar os tributos. Em Évora ocorreram tumultos. O movimento propagou-se no Alentejo, Algarve, Porto e em alguns pontos do Minho.

Dossier OHMN: 3.5.1.10 - Ocupação Holandesa e Maurício de Nassau, 1624 - 1790Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.10 - CEMIP RNC CMO BPI OHMN - Dossier Ocupação Holandesa e Maurício de Nassau, 1624 - 1790

João Maurício de Nassau-Siegen - cognominado "o Brasileiro", foi conde e (após 1674)

Filho do conde João VII de Nassau, casado em segundas núpcias com Margarida de Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg, filha do duque de Schleswig-Holstein e de uma princesa da dinastia de Brunswick, João Maurício foi o décimo-terceiro filho, mas o primeiro do segundo casamento.

A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais - Aceitou o convite da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC) para administrar os domínios por ela conquistados na região Nordeste do Brasil (1636), percebendo uma ajuda de custo de 6.000 florins (equipamento) e salário mensal de 1.500 florins (que C. R. Boxer classifica como principesco), o soldo de Coronel do Exército, além de uma participação de 2% sobre os lucros. Corriam ainda por conta da WIC suas despesas de mesa e criadagem (trouxe dezoito criados), os salários do predicante Francisco Plante, de seu médico Guilherme van Milaenen, e de seu secretário Tolner.

Nassau prestou juramento perante os XIX em 4 de agosto de 1636 comprometendo-se pelo prazo de cinco anos a ser o Governador, Almirante e Capitão-General dos domínios conquistados e por conquistar pela Companhia das Índias Ocidentais no Brasil.

Dossier OFLXIII: 3.5.1.11 - Ocupação Francesa Luis XIII - O Justo, 1601 - 1643Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.11 - CEMIP RNC CMO BPI OFLXIII - Dossier Ocupação Francesa Luis XIII - O Justo, 1601 - 1643

Luís XIII (Fontainebleau, 27 de setembro de 1601 – Paris, 14 de maio de 1643), também chamado de Luís, o Justo, foi o Rei da França e Navarra de 1610 até sua morte. Era filho do rei Henrique III & IV e de Maria de Médici.

Luís ascendeu ao trono alguns meses antes de seu aniversário de dezenove anos, com sua mãe atuando como regente durante a minoridade. O mau gerenciamento do reino aliado às intrigas políticas de Maria e seus favoritos italianos, levaram o jovem rei a tomar o poder em 1617, exilando-a e aos seus seguidores.

Taciturno e desconfiado, Luís muito dependia do Cardeal de Richelieu, seu principal ministro, para governar seus reinos. O rei e o cardeal são lembrados por estabelecerem a Academia Francesa e por colocarem um fim em uma revolta na vila francesa. Seu reinado também foi marcado por conflitos contra os Huguenotes e a Espanha.

Dossier OFLXIV: 3.5.1.12 - Ocupação Francesa Luis XIV - O Rei Sol, 1643 - 1715Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.12 - CEMIP RNC CMO BPI OFLXIV - Dossier Ocupação Francesa Luis XIV - O Rei Sol, 1643 - 1715

Luís XIV (Saint-Germain-en-Laye, 5 de setembro de 1638 – Versalhes, 1 de setembro de 1715), apelidado de "o Grande" e "Rei Sol", foi o Rei da França e Navarra de 1643 até à sua morte. Seu reinado de 72 anos é um dos mais longos na história europeia. Foi um dos líderes da crescente centralização de poder na era do absolutismo europeu.

Era filho do rei Luís XIII e de sua esposa Ana da Áustria. Seu pai morreu em 1643, quando Luís tinha apenas cinco anos de idade, tendo sua mãe se instaurando regente em seu nome. Seu reinado pessoal começou em 1661, após a morte do seu principal ministro, o cardeal italiano Jules Mazarin. Luís apoiava o conceito do direito divino dos reis, continuando a política de seus predecessores de criar um governo centralizado a partir da capital. Procurou eliminar os últimos vestígios de feudalismo que ainda existiam em algumas partes da França e pacificar a aristocracia, oferecendo a muitos membros da nobreza a oportunidade de morar no seu luxuoso Palácio de Versalhes. Por esses meios, Luís se tornou um dos monarcas franceses mais poderosos da história e consolidou o sistema da monarquia absoluta que perdurou na França até à Revolução Francesa.

Seu reinado viu a França chegar à liderança das potências europeias, e lutar em três guerras diferentes: a Guerra Franco-Holandesa, a Guerra dos Nove Anos e a Guerra da Sucessão Espanhola. Ocorreram ainda os conflitos menores da Guerra de Devolução e Guerra das Reuniões. Luís acabou morrendo alguns dias antes de completar 77 anos, sendo sucedido por seu bisneto de cinco anos de idade Luís XV. Todos os outros herdeiros tinham morrido antes dele: seu filho Luís, Grande Delfim de França, o filho mais velho deste Luís, Duque da Borgonha, e o irmão mais novo de Luís XV, Luís, Duque da Bretanha.

Dossier MRE: 3.5.1.13 - Moedas Relevantes Estrangeiras - Fernando VI Sicilia 1789; Gibraltar inglesa 1802 e Barcelona Francesa Napoleão 1810, 1789 - 1810Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.13 - CEMIP RNC CMO BPI MRE - Dossier Moedas Relevantes Estrangeiras -  Fernando VI Sicilia 1789; Gibraltar inglesa 1802 e Barcelona Francesa Napoleão 1810

Reinado de Fernando VI Sicilia em 1789 - Fernando I (Nápoles, 12 de janeiro de 1751 – Nápoles, 4 de janeiro de 1825), apelidado de "Rei Narigudo", foi o Rei das Duas Sicílias desde sua unificação em 1816 até sua morte. Anteriormente ele foi Rei da Sicília como Fernando III de 1759 até 1816 e Rei de Nápoles como Fernando IV em três períodos diferentes, de 1759 até ser deposto em janeiro de 1799 pela República Partenopeia, de junho de 1799 até ser deposto novamente em 1806 por Napoleão Bonaparte, e por fim entre 1815 e 1816.

Gibraltar Inglesa - O Tratado de Amiens ou Paz de Amiens foi o acordo que pos fim a guerra entre o Reino Unido da Gran Bretanha e Irlanda e a Primera República Francesa (NAPOLEÃO) e seus aliados (Espanha e a República Batava), firmado em Amiens (França) em 25 de março de 1802.

Barcelona Espanha Francesa de Napoleão - A Guerra Peninsular (1807–1814) foi um conflito militar entre o Primeiro Império Francês e os seus aliados do Império Espanhol, contra a aliança do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e do Reino de Portugal e Algarves pelo domínio da Península Ibérica durante as Guerras Napoleónicas. O conflito teve início quando os exércitos franceses e espanhóis invadiram e ocuparam Portugal em 1807, tendo voltado em 1808 após a França se ter voltado contra a Espanha, sua aliada até então. A guerra prolongou-se até à derrota de Napoleão pela Sexta Coligação em 1814, sendo vista como uma das primeiras guerras de libertação nacional e significativa na emergência da guerrilha em grande escala.

A guerra peninsular coincide com o que os historiadores hispanófilos denominam "Guerra de Independência Espanhola", a qual teve início com o levantamento de dois de maio de 1808 e terminou em 17 de abril de 1814. A ocupação francesa destruiu o governo da Espanha, que se fragmentou em diversas juntas provinciais que se disputavam entre si. Em 1810, o reconstruído governo de nacional, as Cortes de Cádis, fortificou-se em Cádis, embora não tenha conseguido reorganizar o exército devido ao cerco de mais de 70.000 soldados franceses. Eventualmente, as forças britânicas e portuguesas asseguraram o controlo de Portugal, usando o país como ponto de partida de campanhas contra o exército francês e para o abastecimento das tropas espanholas. Ao mesmo tempo, o exército e as guerrilhas espanholas empatavam um número considerável de tropas napoleónicas. As forças aliadas, tanto regulares como irregulares, impediram os marechais franceses de subjugar as províncias espanholas rebeldes ao restringir o domíno territorial francês, fazendo com que a guerra se prolongasse por vários anos de empate.

Dossier DDI: 3.5.1.15 - D. Duarte I , 1433 - 1438Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.15 - CEMIP RNC CMO BPI DDI - Dossier D. Duarte I de Portugal - O Filósofo, 1433 - 1438

Duarte I (Viseu, 31 de outubro de 1391 – Tomar, 9 de setembro de 1438), apelidado de "o Eloquente" e "o Rei-Filósofo", foi o Rei de Portugal e Algarve de 1433 até à sua morte em 1438. Era o filho mais velho do rei João I e sua esposa a rainha Filipa de Lencastre.

Num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África. O seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações, e, em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger, o seu irmão D. Fernando foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.

Subject/Index Terms:
D. Duarte I de Portugal
País - Portugal
REIS DE PORTUGAL
Dossier DCI: 3.5.1.16 - Carlos I de Espanha, 1516 - 1558Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.16 - CEMIP RNC CMO BPI DCI - Dossier D. Carlos I de Espanha, 1516 - 1558

Carlos V & I (Gante, 24 de fevereiro de 1500 – Cuacos de Yuste, 21 de setembro de 1558) foi o Imperador Romano-Germânico como Carlos V a partir de 1519 e Rei da Espanha como Carlos I de 1516 até sua abdicação em favor de seu irmão mais novo Fernando I no império e seu filho Filipe II na Espanha.

Carlos era o herdeiro de três das principais dinastias europeias: a Casa de Habsburgo da Monarquia de Habsburgo, a Casa de Valois-Borgonha dos Países Baixos Borgonheses e a Casa de Trastâmara das coroas de Aragão e Castela. Ele governou vastos domínios na Europa central, oriental e do sul, além das colônias espanholas nas Américas. Como o primeiro monarca a governar Castela, Leão e Aragão simultaneamente, ele se tornou o primeiro Rei da Espanha. Carlos tornou-se imperador em 1519. A partir de então seu império cobria mais de quatro milhões de quilômetros quadrados pela Europa, Oriente e Américas. Grande parte de seu reinado foi dedicado às guerras italianas contra a França, sendo militarmente bem sucedidas apesar dos enormes gastos, levando a criação do primeiro exército profissional europeu: o Terço. Suas forças recapturaram Milão e o Franco-Condado dos franceses depois de uma decisiva vitória na Batalha de Pavia em 1525, forçando o rei Francisco I de França a formar uma aliança franco-otomana. Solimão, grande rival de Carlos, conquistou a parte central da Hungria em 1526 após derrotar os cristãos na Batalha de Mohács. Entretanto, o avanço otomano parou depois de não conseguirem capturar Viena em 1529.

Além de suas realizações militares, Carlos é mais conhecido por seu papel contra a Reforma Protestante. Vários príncipes germânicos abandonaram a Igreja Católica e formaram a Liga de Esmalcalda para poderem desafiar a autoridade de Carlos com força militar. Não desejando que guerras religiosas chegassem em seus domínios, ele forçou a convocação do Concílio de Trento que iniciou a Contrarreforma. A Companhia de Jesus foi estabelecida por Inácio de Loyola durante seu reinado para combater o protestantismo de forma pacífica e intelectual. No Novo Mundo a Espanha conquistou os astecas do México e os incas do Peru, estendendo seu controle por grande parte da América Central e do Sul. Carlos proveu Fernão de Magalhães com cinco navios, cuja viagem acabou se tornando a primeira circunavegação da Terra e criou as fundações para colonização das Filipinas.

Apesar de sempre em guerra, Carlos preferia a paz. "Não cobiça territórios", escreveu Marcantonio Contarini em 1536, "mas o mais ganancioso de paz e tranquilidade". Carlos abdicou em 1556 de todos os seus títulos. A Monaquia de Habsburgo passou para seu irmão Fernando enquanto o Império Espanhol ficou com seu filho Filipe. Os dois impérios permaneceriam aliados até o século XVIII. Carlos tinha apenas 54 anos na época de sua abdicação, porém estava fisicamente exausto depois de governar energicamente por 34 anos e procurava paz de um monastério, onde morreu dois anos depois.

Subject/Index Terms:
Carlos I de Espanha
Juana e Carlos I de Espanha
País - Espanha
Reis da Espanha
Creators:
Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier JI: 3.5.1.17 - Jaime I de Aragão da Espanha, 1213 - 1257Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.17 - CEMIP RNC CMO BPI JI - Dossier Jaime I de Aragão da Espanha, 1213 - 1257

Jaime era filho de Pedro II de Aragão, o Católico, e Maria de Montpellier. Esta, por sua vez, era filha de Guilherme VIII de Montpellier, senhor de Montpellier, e Eudóxia Comnena, uma sobrinha-neta do imperador bizantino Manuel II Comneno. A relação dos seus pais fora sempre atribulada, tendo, o Católico, tentado, e fracassado, dissolver o matrimónio para se casar novamente. Os problemas do casamento geraram a seguinte lenda, negada pelo próprio Jaime na sua biografiaLivro dos Feitos (Llibre dels feyts em catalão antigo), a primeira das quatro grandes crónicas reais catalãs:

Pedro II tinha várias amantes e, como não consumava o matrimónio com Maria, não havia um herdeiro para o trono. Para solucionar este problema, a nobreza e o clero de Aragão urdiram um plano que consistia em oferecer uma nova amante ao rei, que era nem mais nem menos que a sua própria esposa. Levaram-na uma noite aos aposentos do monarca para passar a noite, ocultada pela obscuridade. Pedro descobriu o engano pela manhã e saiu furioso do paláciopara nunca mais voltar, mas, como resultado dessa noite, nasceu o herdeiro. Maria de Montpellier tinha, também, acendido doze velas com os nomes dos apóstolos, com a promessa de que a que se apagasse por último daria o nome a seu filho. Essa acabou por ser a de São Tiago, também chamado Jaime.

Quando o seu pai Pedro II de Aragão morreu na batalha de Muret em 1213, Jaime ficou em poder de Simão de Monforte, o líder da cruzada albigense e general inimigo das forças aragonesas. Só depois de um ano de reclamações, e por mandato do papa Inocêncio III, o jovem príncipe foi devolvido aos seus súbditos. Durante a sua minoridade, esteve sob a tutela dos Templários no castelo de Monzón, e o regente de Aragão foi o conde Sancho Raimundes, filho de Raimundo Berengário IV de Barcelona e tio-avô de Jaime.

Aos seis anos, foi jurado rei nas Cortes de Lérida de 1214. Em Setembro de 1218 foram celebradas pela primeira vez em Lérida as Cortes gerais de aragoneses e catalães, nas quais foi declarada a sua maioridade. Com a morte da sua mãe em 1219, herdou o senhorio de Montpellier. Em 1241, por testamento do seu primo Nuno Sanches, herdaria os condados de Rossilhão e Cerdanha e o viscondado de Fenouillèdes na França.

Durante os quinze primeiros anos do seu reinado, Jaime esteve envolvido em diversos conflitos contra a nobreza aragonesa, que chegou inclusivamente a aprisioná-lo em 1224. Em 1227, enfrentou uma nova rebelião nobiliárquica, encabeçada pelo infante Fernando, seu tio. Esta terminou graças à intervenção papal, através do arcebispo de Tortosa, com a assinatura da concórdia de Alcalá em Março de 1227. Este tratado marcou o triunfo da monarquia sobre os nobres revoltosos, dando-lhe a estabilidade necessária para iniciar as campanhas contra os muçulmanos e o próprio apaziguamento das reclamações da nobreza.

Subject/Index Terms:
Reis da Espanha
País - Espanha
Jaime I de Aragão da Espanha
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Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier DSII: 3.5.1.19 - D. Sancho II de Portugal - o Piedoso, 1223 - 1247Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.19 - CEMIP RNC CMO BPI DSII - Dossier D. Sancho II de Portugal - o Piedoso, 1223 - 1247

Quarto rei de Portugal. Nasceu em Coimbra, filho de D. Afonso II e de D. Urraca.

Retomou as negociações já iniciadas com o seu pai para uma reconciliação do poder estatal com o poder eclesiástico. O rei morrera excomungado e o reino estava interdito. Finalmente estabeleceu-se uma concórdia com 10 artigos.

A partir de 1226 iniciou a campanha do Alentejo, conquistando Elvas, Jerumenha, Serpa, Aljustrel, Mértola, Aiamonte a provalvelmente Cacela a Tavira. Como guerreiro foi digno continuador de D. Afonso Henriques, mas foi mau administrador.

Foram frequentes durante o seu reinado as lutas entre os ricos-homens e os homens da Igreja, tendo o bispo do Porto feito queixas do rei ao papa. O papa em bula enviada aos barões, concelhos das cidades e vitas a outros lugares, aconselha a chefia do reino a alguém activo a prudente.

Foi nomeado o príncipe D. Afonso, futuro D. Afonso III. A Igreja dispôs assim da nação portuguesa. Houve ainda, no início de 1246 guerra civil entre os partidários do rei a do príncipe D. Afonso.

Retirou-se para Toledo.

Subject/Index Terms:
País - Portugal
D. Sancho II de Portugal - o Piedoso - 1223 - 1247
REIS DE PORTUGAL
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Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier DAIII: 3.5.1.20 - D. Afonso III de Portugal - O Bolonhês, 1248 - 1279Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.20 - CEMIP RNC CMO BPI DAIII - Dossier D. Afonso III de Portugal - O Bolonhês, 1248 - 1279

Afonso III (Coimbra, 5 de maio de 1210 -  Alcobaça, 16 de fevereiro de 1279), apelidado de "o Bolonhês" por seu casamento com Matilde II, Condessa de Bolonha, foi o Rei de Portugal de 1248 até sua morte em 1279, e também o primeiro monarca português a utilizar o título de Rei de Algarve. Além disso foi Conde de Bolonha de 1238 até 1253 em direito de sua esposa. Era o segundo filho do rei Afonso II e sua esposa Urraca de Castela tendo ascendido ao trono depois de depôr seu irmão mais velho Sancho II.

Dossier DAV: 3.5.1.21 - D. Afonso V de Portugal - O Africano, 1438 - 1481Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.21 - CEMIP RNC CMO BPI DAV - Dossier D. Afonso V de Portugal - O Africano, 1438 - 1481

Décimo terceiro rei de Portugal. Filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão.

O seu reinado compreendeu três grandes períodos. O primeiro vai da elevação ao trono (1438) à batalha de Alfarrobeira. D. Duarte confiara por testamento a regência à rainha viúva; mulher e castelhana, era impopular no reino, sendo apoiada por D. Afonso, duque de Barcelos e pela nobreza nortenha. D. Pedro, duque de Coimbra, apoiado por seus irmãos e pelas cidades, é eleito regente em Cortes (1439) e mantido no governo quando D. Afonso V atinge a maioridade (1446). Só em 1448 se turvam as relações entre ambos, devido às intrigas do conde de Barcelos; D. Pedro retira-se para Coimbra e é morto em Alfarrobeira (1449).

A segunda fase caracteriza-se pelos feitos militares de D. Afonso V no norte de África, que lhe valem o epíteto de Africano: rei-cavaleiro conquista Alcácer Ceguer (1458), ataca Tanger (1460, 1462, 1464), toma Arzila (1471) e Larache, juntando ao título de «rei de Portugal e dos Algarves» o de «aquém e além-mar em África».

O último período é dominado pela política peninsular: vago o trono de Castela pela morte de Henrique IV, Afonso V defende os direitos de sua sobrinha D. Joana, a Beltraneja, com quem celebra esponsais, contra os reis católicos. A batalha de Toro é-lhe desfavorável; decide passar a França para obter, nos termos do acordo de 8 de setembro de 1475, o apoio de Luís XI, que lho recusa, devido à guerra com o duque de Borgonha. Afonso V falha na mediação que tenta entre ambos; de regresso, pensa ir a Jerusalém e abdica, mas reconsidera. E quando Luís XI assina um tratado de amizade com Fernando e Isabel, Afonso V reconhece-Ihes a realeza castelhana pelo tratado de Alcáçovas (1479).

Durante o reinado de Afonso V abranda a descoberta de África (vai-se do Rio do Ouro ao Cabo de Santa Catarina) e o poderio da nobreza põe em perigo a estabilidade do Estado. Afrouxaram as relações com Borgonha e estabeleceram-se contactos com a Bretanha. Floresceram na sua corte Mateus de Pisano, Fernão Lopes, Azurara, Nuno Gonçalves, cardeal Alpedrinha, Vasco Fernandes de Lucena. Na regência de D. Pedro coligiram-se as Ordenações Afonsinas.

Dossier FI: 3.5.1.22 - Felipe I  de España - 1504 - 1506 , 1504 - 1506Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.22 - CEMIP RNC CMO BPI FI - Dossier Felipe I de España - 1504 - 1506

Filho de Maximiliano I de Habsburgo, Imperador Romano-Germânico, e de Maria, Duquesa da Borgonha, nasceu durante o reinado de seu avô Frederico III. Era o herdeiro do Sacro Império Romano Germânico (que de fato, nunca chegou a herdar) e, por parte de sua mãe, herdeiro da maior parte do ducado da Borgonha e dos Países Baixos como Filipe IV.

Em 1482, após a morte de sua mãe, ele conseguiu o ducado de Borgonha sob a tutela de seu pai. Um período de turbulência se seguiu que testemunhou hostilidades esporádicas entre, principalmente, as grandes cidades de Flandres (especialmente Gante e Bruges) e os partidários de Maximiliano.

Durante este interregno, Filipe ficou preso em eventos e até foi brevemente sequestrado em Bruges, como parte da campanha flamenga para apoiar as suas reivindicações de maior autonomia, que arrancara de Maria em um acordo conhecido como o grande privilégio de 1477. Até o início da década de 1490, nem o apoio da França para a cidade de Franco, em Flandres, nem apoio imperial do avô de Filipe, o imperador Frederico III comprovou-se decisivo. Os dois lados chegaram a um acordo no Tratado de Senlis, em 1493, quando o imperador Frederico morreu e o pai de Filipe tornou-se o novo imperador. Estas lutas internas suavizadas pelo poder que os dois lados concordaram em fazer no décimo quinto aniversário de Filipe no ano seguinte.

Ao se casar com a infanta Joana de Castela, filha dos Reis Católicos (Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela), tornou-se o primeiro membro da casa de Habsburgo a ser rei de Castela. Pela morte de Isabel (1504), Joana herda o trono de Castela, tornando-se Joana I de Castela. Todavia, devido à sua instabilidade mental, a regência foi entregue ao marido, Filipe,[1] que assim se tornou, pouco tempo antes de sua morte, o primeiro monarca Habsburgo da Espanha.

Filipe morreu repentinamente em Burgos, aparentemente de febre tifóide, em 25 de setembro de 1506, apesar de um envenenamento (assassinato) ser amplamente falado na época, e é o que sua mulher acreditava ser. Sua esposa supostamente se recusou a permitir que o seu corpo fosse enterrado por um tempo. Filipe está sepultado na Capela Real de Granada, ao lado de sua esposa, e seus sogros Isabel I e Fernando II. Ele nunca chegaria a se tornar Imperador Romano-Germânico, pois morreu antes do pai. Porém seu filho, o Carlos V acabaria por reunir os legados dos Habsburgo, da Borgonha, de Castela e de Aragão.

Dossier DAF: 3.5.1.23 - D. Afonso I de Portugal , 1128 – 1185Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.23 - CEMIP RNC CMO BPI DAF - Dossier D. Afonso I de Portugal - O Fundador, 1128 - 1185

Afonso I (25 de julho de 1109 – 6 de dezembro de 1185), também chamado de Afonso Henriques, e apelidado de "o Fundador ou Conquistador", foi o primeiro Rei de Portugal . Anteriormente servindo como Conde de Portucale de 1112 até sua independência do Reino da Galiza. Era filho de Henrique, Conde de Portucale e sua esposa Teresa de Leão, que, a morte do conde Henrique, "ascende rapidamente ao governo do condado, o que confirma o carácter hereditário que o mesmo possuía".

Após a morte de seu pai em 1112, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe, que se aliara ao nobre galego Fernão Peres de Trava. Pretendendo assegurar o domínio do condado armou-se cavaleiro e após vencer a sua mãe na batalha de São Mamede, em 1128, assumiu o governo.[2] Concentrou então os esforços em obter o reconhecimento como reino. Em 1139, depois da vitória na batalha de Ourique contra um contingente mouro, D. Afonso Henriques proclamou-se Rei de Portugal com o apoio das suas tropas. Ao contrário do que dizem sobre o Tratado de Zamora só tornou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão. A independência portuguesa foi reconhecida, em 1179, pelo papa Alexandre III, através da bula Manifestis Probatum e ganhou o título de rex (rei).

Com o apoio de cruzados do norte da Europa conquistou Lisboa em 1147. Com a pacificação interna, prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para sul, desde Leiria ao Alentejo, mais que duplicando o território que herdara. Os muçulmanos chamaram-lhe Ibn-Arrik ("filho de Henrique", tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali ("o Português").

Dossier DAFII: 3.5.1.24 - D. Afonso II - O Gordo , 1211 – 1223Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.24 - CEMIP RNC CMO BPI DAFII - Dossier D. Afonso II - O Gordo, 1211 - 1223

Afonso II (Coimbra, 23 de abril de 1185 – Coimbra, 25 de abril de 1223), apelidado de Afonso, o Gordo, foi o Rei de Portugal de 1211 até sua morte. Era filho do rei Sancho I e sua esposa Dulce de Aragão.

D. Afonso II começou a reinar em 1212, após a morte de seu pai e, apesar de ser um homem debilitado fisicamente devido a uma doença variante da lepra, ele reinou de uma forma bastante inovadora para a época, centralizando em si os destinos do país.

Quando o seu pai morreu, deixou em testamento às suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha alguns castelos no centro do país (Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer) e também as respetivas vilas, termos, acaidarias e rendimentos, designado-as rainhas dessas terras.

Assim, as infantas procuraram o reconhecimento da independência das suas terras, reunindo também tropas que se aliaram às suas causas.

Por isso, Afonso II teve de enfrentar uma forte oposição da nobreza e principalmente das suas irmãs conseguindo, no entanto, o reconhecimento da sua soberania por parte da Santa Sé, que concedeu no entanto poderes às infantas sobre as terras que eram suas por direito mas que pertenciam ao reino de Portugal, ficando assim o assunto resolvido.

Logo em 1211, no primeiro ano do seu reinado, D. Afonso II convoca as primeiras cortes portuguesas, as famosas Cortes de Coimbra.

Aí foram promulgadas as primeiras leis portuguesas visando principalmente temas como a propriedade privada, o direito cívil e a cunhagem da moeda.

Outra decisão resultante destas cortes foi o envio de embaixadores portugueses a diversos países europeus com o objetivo de estabelecer tratados comerciais.

Visto que as leis promulgadas centralizavam o poder no Rei, sendo que foi D. Afonso II quem nunca permitiu que existisse em Portugal um verdadeiro regime feudal, estas enfraqueciam muito a nobreza e o Clero.

Foi também nas Cortes de Coimbra que surgiu a primeira lei de desamortização. Esta lei decretava a proibição dos mosteiros e ordens religiosas de adquirirem bens fundiários, impedindo assim o clero, que nesta altura possuía já muito poder no país, de centralizar excessivo poder nas suas mãos.

Assim, com a existência de Portugal já firmemente estabelecida, Afonso II procurava minar o poder do clero, aplicando parte das receitas das igrejas em função de causas de utilidade nacional.

Esta atitude levou a um conflito diplomático entre a Santa Sé e Portugal, acabando D. Afonso II por ser excomungado pelo Papa Honório III.

D. Afonso II prometeu retificar os seus erros contra a Igreja, mas durante a sua vida nunca se preocupou muito com isso, acabando por morrer ainda excomungado.

O reinado de D. Afonso II ficou marcado por um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista de seu pai e do seu avô. D. Afonso II não se preocupou em contestar as fronteiras de Portugal com a Galiza e Leão, nem procurou expandir o país para o sul.

Ainda assim, durante o seu reinado, mas não por sua iniciativa, Alcácer do Sal foi tomada aos Mouros em 1217, numa iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa. D. Afonso II preferiu antes consolidar a estrutura económica e social do país.

Mesmo assim, apesar de não ter tido preocupações militares com a expansão do território, D. Afonso II enviou tropas portuguesas para combaterem bravamente ao lado dos aragoneses, castelhanos e franceses, na célebre batalha de Navas de Tolosa, na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.

Em 1220, D. Afonso II avançou com as Inquirições, que tinham como objetivo fazer um registo dos bens da coroa, principalmente nas zonas onde a usurpação dos bens régios era mais fácil e frequente.

Ainda em 1220, D. Afonso II lançou também as Confirmações, que tinham como objetivo ratificar todas as concessões e doações dos sucessores do rei, sendo que também aí foram enfraquecidos os poderes não reais.

Uma das principais inovações do reinado de D. Afonso II, foi a elaboração do primeiro registo oficial dos documentos régios, permitindo assim uma melhor organização dos serviços de chancelaria.

Em 1223, quando tinha 57 anos, morreu em Santarém D. Afonso II, deixando um país sem as suas fronteiras ainda definidas, mas ficando o país muito mais organizado e com bases para se poder expandir de forma consistente, como viria a acontecer.

Quando morreu, D. Afonso II ainda não tinha resolvido o seu diferendo com o Papa e permanecia excomungado. No entanto, logo após o início do reinado do seu filho D. Sancho II, o conflito com a Igreja foi resolvido, e D. Afonso II pôde finalmente descansar “em paz” no Mosteiro de Alcobaça.

Series BPCC: 3.5.2 - Brasil Pré Colonial e Colonial, 1656 - 1822Adicionar a Cesta.

3.5.2 - CEMIP RNC CMO BPCC Série BPCC: Brasil Pré Col. e Colonial, 1656 - 1822

A Série Brasil Pré Colonial e Colonial comprenede subséries que abrangem o período histórico-sócio-cultural, que compreende de 1656 a 1822.

- Entradas e Bandeiras - Bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva - 1672-1740 - Jazidas de Ouro e Pedras Preciosas e Bandeira de Domingos Jorge Velho - 1615-1703 - Nordeste para o Sertão - Sertanistas de contato - Bandeirantes eram contratados para combater quilombos e tribos que atacavam cidades e engenhos.

- Nos séculos XVI e XVII, os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, escravos fugitivos e metais preciosos. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de Tordesilhas. Ciclo do ouro (século XVIII) - Em meados do século XVIII começam a serem descobertas as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais. - O centro econômico desloca-se para a região Sudeste. - A mão-de-obra nas minas, assim como nos engenhos, continua sendo a escrava de origem africana. - A Coroa Portuguesa cria uma série de impostos e taxas para lucrar com a exploração do ouro no Brasil. Entre os principais impostos estava o quinto. - Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de empregos e desenvolvimento econômico. - A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro. - No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: Aleijadinho.

Dossier DAVI: 3.5.2.1 - D. Afonso VI de Portugal - O Vitorioso, 1656 - 1667Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.1 - CEMIP RNC CMO BPCC DAVI - Dossier  D. Afonso VI de Portugal - O Vitorioso, 1656 - 1667

Afonso VI (Lisboa, 21 de agosto de 1643 – Sintra, 12 de setembro de 1683), apelidado de "o Vitorioso", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1656 até sua morte, o segundo monarca português da Casa de Bragança. Era filho do rei João IV e a sua esposa Luísa de Gusmão, com sua mãe servindo como sua regente desde sua ascensão até 1662 quando foi removida por Afonso e seu favorito Luís de Vasconcelos e Sousa, 3.º Conde de Castelo Melhor.

Seu reinado viu o final da Guerra da Restauração e o reconhecimento da Espanha da independência de Portugal. Afonso também negociou alianças com a França através de seu casamento com Maria Francisca de Saboia. Entretanto, ele era fisicamente e mentalmente fraco, fazendo com que seu irmão mais novo Pedro, Duque de Beja, conspirasse em 1668 para declará-lo incapaz. Pedro tornou-se regente do reino, anulou o casamento de Afonso e casou-se com Maria Francisca. Ele passou o resto de seu reinado praticamente como um prisioneiro.

Dossier DPPR: 3.5.2.2 - D. Pedro Príncipe Regente de Portugal, 1667 - 1683Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.2 - CEMIP RNC CMO BPCC DPPR- Dossier D. Pedro Príncipe Regente de Portugal, 1667 - 1683

D. Pedro II assumiu o trono de Portugal (1683), sucedendo ao irmão Afonso VI, embora já estivesse exercendo as funções de regente do reino a 15 anos (1668-1683), devido à instabilidade mental do irmão.

Dossier DPII: 3.5.2.3 - D. Pedro II de Portugal , 1684 - 1706Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.3 - CEMIP RNC CMO BPCC DPII - Dossier D. Pedro II de Portugal - O Pacífico, 1684 - 1706

Nasceu em Coimbra, em 1648. Era irmão de D. Afonso VI. Casou com a cunhada, D. Maria Francisca de Sabóia, e, pela segunda vez, com D. Maria Sofia de Neuburgo. Foi cognominado de “O Pacífico” por ter assinado o tratado de paz com a Espanha, em 1668, pondo termo à Guerra da Restauração. Faleceu em 1706 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. Pedro II reuniu as cortes em 1697 para garantir a sucessão ao trono de seus filhos. D. João, o filho mais velho do rei, foi jurado herdeiro de seu pai. Foram as últimas cortes que se realizaram em Portugal pelo período de mais de um século.

Estabeleceu-se o absolutismo, isto é, os reis ficaram senhores absolutos do poder. No reinado de D. Pedro II foi assinado um acordo comercial com a Inglaterra, conhecido por Tratado de Methwen. Por esse acordo era favorecida a entrada em Portugal de lanifícios ingleses e, na Inglaterra, facilitando o negócio dos vinhos do Porto, os quais nas suas alfândegas pagariam direitos muito reduzidos. Deste contrato não foram colhidas as vantagens que se esperavam (1703).

Dossier DJV: 3.5.2.4 - D. João V de Portugal, 1706 - 1750Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.4 - CEMIP RNC CMO BPCC DJV - Dossier D. João V de Portugal - O Magnânimo, 1706 - 1750

D. João V de Portugal - O Magnânimo, 24.° rei de Portugal. - Nasceu em Lisboa a 22 de outubro de 1689, onde também faleceu a 31 de julho de 1750. Era segundo filho de D. Pedro II, e de sua segunda mulher, a rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo.

Falecendo seu irmão mais velho, do mesmo nome João, a 30 de agosto de 1688, tendo apenas um mês de vida, foi proclamado príncipe herdeiro em 1 de dezembro de 1697.

Filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo, o Magnânimo recebeu o nome de João Francisco António José Bento Bernardo. Casado, em 1708, com D. Maria Ana de Áustria, filha do imperador romano-germânico Leopoldo I, teve seis descendentes legítimos, entre os quais Maria Bárbara (mulher do futuro Fernando VI de Espanha), José (futuro D. José, seu sucessor no trono português) e Pedro (D. Pedro III, marido de D. Maria I).

D. João V manteve múltiplos casos amorosos extramatrimoniais – célebre foi a relação com Madre Paula, freira e depois superiora do Convento de Odivelas – e teve filhos ilegítimos, como os três Meninos de Palhavã.

A relação que o monarca manteve com alguns familiares não foi das melhores. Não via com bons olhos o seu primogénito D. José, preferindo D. Pedro, o qual tinha uma personalidade mais apagada. E, ao que constava, o seu relacionamento com o pai e com o irmão D. Manuel não foi de grande afeto.

A sua personalidade recaía sobre duas facetas predominantes. Por um lado, o seu comportamento aventureiro e libertino, e, por outro, a firme postura com que interveio na direção dos negócios públicos. Detinha uma admirável inclinação para os negócios, uma memória prodigiosa e um espírito vivo e sublime. Apreciava divertimentos como a caça, possuindo destreza tanto na lança como na espingarda, mas a leitura era a sua ocupação predileta.

A formação do jovem D. João foi entregue a professores jesuítas. O seu primeiro mestre foi o padre Francisco da Cruz da Companhia de Jesus. Para as suas lições de escrita foi escolhido o padre Caetano Lopes e para as de latim o padre João Seco. A disciplina de matemática ficou a cargo do padre Luís Gonzaga. D. João interessou-se tanto por esta última área que mesmo depois de ter subido ao trono continuou a estudá-la. Adquiriu também formação religiosa, bem como conhecimentos arqueológicos.

Poliglota, D. João V sabia na perfeição várias línguas: latim, espanhol, francês e italiano e, claro, o português, que falava da forma mais pura e eloquente. Eram-lhe reconhecidos vários atributos. Era amável, enérgico, profundamente religioso e ciente das suas obrigações e deveres.

O Magnânimo foi aclamado Rei de Portugal aos 17 anos, a 1 de janeiro de 1707, na sequência da morte do pai. Jurando respeitar os costumes e os privilégios dos povos, procurou rodear-se de figuras com experiência, destacando-se o cardeal da Mota, seu principal ministro e braço-direito.

O seu reinado – um dos mais longos da história da monarquia portuguesa – suscitou opiniões contraditórias. Para uns, o seu desempenho foi notável, mas para outros demonstrou uma má administração das riquezas provenientes da descoberta e da exploração das minas de ouro e de pedras preciosas no Brasil.

Quando subiu ao trono, o país estava envolvido na Guerra da Sucessão Espanhola e o Tesouro encontrava-se em rutura. Foi, sem dúvida, uma prova de fogo para o novo monarca.

A sua atuação externa foi pautada por uma neutralidade face às questões políticas da Europa. Entendia que a melhor atitude para recuperar o prestígio internacional era promover a paz e, por isso, firmou-a com o Tratado de Utreque. Esta situação de paz só veio a ser interrompida quando o monarca respondeu ao apelo do papa para ajudar na guerra contra os turcos, tendo Portugal desempenhado um papel decisivo na Batalha de Matapão, em 1717.

Mas se por um lado D. João V favoreceu a neutralidade no jogo das relações internacionais, por outro, consciente do seu valor, não deixou ser comandado por outras nações. Cortou relações diplomáticas, durante alguns anos, com a França e desentendeu-se com a Espanha, em consequência de uma ofensa ao embaixador de Portugal em Madrid.

Graças ao esforço financeiro e à sua persistência, o monarca conseguiu que a Santa Sé concedesse a Portugal a paridade diplomática face aos outros grandes estados da Europa e que, em 1748, o papa Bento XIV lhe atribuísse a si e aos seus sucessores o título de Fidelíssimo.

O Brasil mereceu de o Magnânimo uma atenção especial. Além de ter consolidado as fronteiras do território brasileiro, enviou famílias lusas para assegurar o povoamento, formou quadros administrativos na própria colónia e impulsionou o desenvolvimento económico.

Em Portugal, a realidade já não era tão promissora. Nesse período, a nível interno, sentia-se a crise da agricultura, a ineficácia das iniciativas industriais e a dependência das importações. Essa situação económica foi favorecida pelo ouro que chegava do território brasileiro, mas não de forma suficiente. De acordo com alguns historiadores, D. João V, em vez de empregar as riquezas vindas do Brasil no desenvolvimento da indústria e da agricultura, esbanjava-as em doações, edifícios e noutras áreas menos importantes para o fomento do país.

Apesar de muitos considerarem que a sua atuação foi insuficiente para a expansão económica de Portugal, é inegável que o monarca levou a cabo medidas importantes, como, por exemplo, a instalação de algumas indústrias e a reforma da administração pública.

Um dos fatores que distinguiu o seu reinado dos anteriores foi a faustosa diplomacia portuguesa em questões de protocolo. De acordo com a sua personalidade e com o propósito da glorificação nacional, D. João V investia quantias exorbitantes em atos protocolares. Por exemplo, obedecendo a uma ordem do monarca, o embaixador em França, o conde da Ribeira Grande, entrou em Paris lançando moedas de ouro com a efígie do rei à população. Este tipo de iniciativas revelavam a preocupação de o Magnânimo em evidenciar a ostentação e a prosperidade de Portugal.

Apesar do seu reinado ser conhecido pelos gastos exorbitantes, o monarca também enriqueceu culturalmente o país. Entre os edifícios mandados construir pelo rei destacam-se o Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, a Capela de São João Baptista, na Igreja de São Roque, em Lisboa, e o Palácio e Convento de Mafra. Esta última obra emblemática – símbolo máximo da riqueza desse reinado – foi erguida em cumprimento do voto que o monarca fizera pelo nascimento de D. Pedro, primeiro filho varão que veio a morrer ainda em criança. Estes foram alguns dos seus testemunhos de luxo e esplendor, que deram nome a uma fase da arte portuguesa denominada "barroco joanino".

A formação intelectual e a modernização do ensino também mereceram uma consideração especial por parte de D. João V. Fundou a Academia Real da História, em Lisboa, a Academia de Portugal, em Roma, e o observatório astronómico do Colégio de Santo Antão. Em 1713, criou a Escola do Seminário da Patriarcal, que veio a ser uma das mais importantes instituições de ensino da música em Portugal.

O avanço científico e técnico não foi esquecido pelo rei e, por isso, contratou professores estrangeiros e incentivou os estudos da matemática, das ciências naturais e da medicina. Além disso, impulsionou experiências tecnológicas, como, por exemplo, o engenho voador – Passarola – do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão.

Amante da música e da literatura, o Magnânimo impulsionou diversos serões musicais e literários. Incentivou a vinda de autores estrangeiros, a compra de livros, a construção de bibliotecas e introduziu a ópera italiana em Portugal.

No início da década de 40, o monarca ficou hemiplégico, vítima de uma apoplexia, mas mesmo perdendo alguma capacidade de trabalho prosseguiu com os seus deveres. Mas, inevitavelmente, o Estado sofreu com a doença do rei. Quando morreu, em 1750, deixou uma corte luxuosa e obras grandiosas que refletiam a sua imagem, daí a designação ao "estilo D. João V". O Magnânimo está sepultado no Mosteiro de São Vicente de Fora.

Dossier DJI: 3.5.2.5 - D. José I, 1750 - 1777Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.5 - CEMIP RNC CMO BPCC DJI - Dossier D. José I de Portugal - O Reformador, 1750 - 1777

D. José I de Portugal - Nasceu em Lisboa, a 6 de Junho de 1714, e faleceu na Ajuda a 24 de Fevereiro de 1777. Era filho de el-rei D. João V, a de sua mulher, a rainha D. Maria Ana de Áustria. O reinado de D. José foi marcado pelo governo de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal e durou entre 1750 e 1777. Durante o seu reinado travou-se guerra com a Espanha e a França, expulsaram-se os Jesuítas, fez-se a reforma da Inquisição e execução de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei e criaram-se grandes companhias. O fim do seu reinado é marcado por uma grande crise econômica. Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo econômico e educativo, no sentido de adaptar o país às grandes transformações que se tinham operado. Entre várias medidas tomadas funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória, reforma-se o ensino superior e cria-se o ensino secundário.

Tem o cognome de “O Reformador”, por se dizer que no seu tempo foram introduzidas algumas modificações na maneira de governar, embora a sua atividade reformadora seja de atribuir mais ao seu ministro Marquês de Pombal, Depois do terramoto em 1755, que destruiu a maior parte da capital seguindo-se a fome e epidemias, o rei deu ao ministro o domínio do governo. Rapidamente reconstruiu a Lisboa e tomou acertadas medidas de proteção a quem tinha sofrido com o terramoto. Por causa dele, Portugal transformou-se num país moderno, devido à reorganização das leis, da economia e da sociedade portuguesa. Foram fundadas novas escolas de marinha, comércio ou militares. Os professores tiveram que ensinar o latim grátis e nas maiores cidades ensinou-se também a retórica, filosofia ou grego. No Brasil os índios foram declarados livres e foi proibida a sua escravidão ao mesmo tempo que também os escravos que entrassem em Portugal se tornavam livres. Desapareceram as diferenças existentes entre os cristãos-velhos e os novos, (descendentes dos judeus). Quem se opunha a estas mudanças era perseguido e por vezes morto. Criaram-se grandes companhias, fábricas, reformaram-se universidades e aumentaram os rendimentos do estado. Podemos dizer que o grande feito de D. José I foi ter nomeado Marquês de Pombal ministro, que embora tivesse bastante inimigos, com a sua administração enérgica conseguiu muitas reformas que em muito melhoraram o país.

Dossier DMIPIII: 3.5.2.6 - D. Maria I e Pedro III, 1777 - 1786Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.6 - CEMIP RNC CMO BPCC DMIPIII - Dossier D. Maria I e Pedro III de Portugal, 1777 - 1786

D. Pedro II de Portugal em 6 de junho de 1760, contraiu matrimónio com D. Maria, uma união promovida por D. José. Apesar da grande diferença de idades (D. Maria tinha apenas 26 anos e D. Pedro, 43), a amizade que nutriam um pelo outro contribuiu para que este fosse um casamento feliz, em que o casal estava unido por uma grande afeição.

Durante o reinado de D. José, o casal viveu no Palácio de Queluz, uma construção sumptuosa mandada erguer por D. Pedro. Este afastamento foi ditado pela grande animosidade que o casal nutria pelo marquês de Pombal, tendo este chegado a tentar afastar D. Maria da sucessão do trono.

Quando a princesa subiu ao trono, chamou para junto de si o marido, com o intuito de o aproximar do governo de Portugal. Contudo, D. Pedro III dedicou-se, quase exclusivamente, às questões religiosas e exerceu pouca influência na governação do país durante os nove anos que reinou.

Dossier DMI: 3.5.2.7 - D. Maria I, 1786 - 1799Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.7 - CEMIP RNC CMO BPCC DMI - Dossier D. Maria I de Portugal - A Piedosa e Louca, 1786 - 1799

Rainha de Portugal, a primeira rainha que por si só governou e empunhou o ceptro, por não haver príncipe varão, e não existir em Portugal a lei sálica, que afastava as mulheres do governo do estado.

Nasceu em Lisboa a 17 de dezembro de 1734, faleceu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1816. Era filha do rei D. José I, e de sua mulher, a rainha D. Mariana Vitória.

Mais tarde sucedendo ao seu pai, D. José I, foi rainha de Portugal desde 24 de Março de 1777 até ao dia da sua morte a 20 de Março de 1816. Além de ter sido rainha de Portugal, D. Maria I foi também princesa do Brasil, princesa da Beira e duquesa de Bragança. Ficou conhecida por A Piedosa ou A Pia devido á sua devoção religiosa, que demonstra quando manda construir a Basílica da Estrela em Lisboa. No Brasil era chamada por Dona Maria, A Louca, por causa de sua doença mental que lhe foi manifestada nos últimos 24 anos da sua vida, depois da morte do seu filho que ela recusou vacinar contra a varíola, por causa da sua devoção à religião.

D. Maria I foi a primeira rainha que reinou em Portugal. Iniciou um período que ficou conhecido por a Viradeira, o seu primeiro acto como rainha foi a demissão e exílio da corte de Marquês de Pombal pois nunca perdoou a forma como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras.

O seu reinado ficou marcado por uma grande actividade legislativa, sobretudo em relação à gestão económica. Propôs restrições ao monopólio da Companhia do Vinho do Porto, suprimiu a Companhia do Maranhão. Impulsionou novas manufacturas e assinou um tratado de amizade, navegação e comércio com a Rússia. Desenvolveu também a cultura e as ciências, com o envio de missões científicas para a Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique. Criou instituições em Lisboa como a Real Academia das Ciências, a Aula Régia de Desenho. Fundou a Academia Real de Marinha e a Real Biblioteca Pública. E ainda criou a lotaria para alargar os serviços da Misericórdia de Lisboa. No Porto criou a Aula Pública de Debucho e Desenho. A nível da assistência, fundou a Casa Pia de Lisboa uma das suas medidas mais importantes.

Mais tarde, por causa da sua doença mental, a 10 de Janeiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o seu filho tomasse conta dos assuntos do Estado. A sua doença agravasse com a morte do seu marido D. Pedro III em 1786, e do seu filho, o príncipe herdeiro José em 1788, que morreu aos 26 anos. O que faz com que o seu filho João assuma a regência: D. João VI de Portugal.

Dossier DJPR: 3.5.2.8 - D. João Príncipe Regente, 1799 - 1816Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.8 - CEMIP RNC CMO BPCC DJPR -  Dossier D. João Príncipe Regente de Portugal, 1799 - 1816

Príncipe Regente do Brasil foi o título do herdeiro do trono do Reino do Brasil, um dos constituintes do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, entre 1816 e 1825, que tomasse posse por motivos que impossibilitassem o mandato do rei legítimo.

Dom João VI (1767-1826) foi Rei de Portugal. Começou a governar a partir de 1792, em consequência da insanidade mental de sua mãe D. Maria I. Se tornou Príncipe Regente a partir de 13 de julho de 1799.

Dom João Maria de Bragança (futuramente Dom João VI) foi nomeado Príncipe-regente do Reino do Brasil, um dos constituintes do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Recebeu este título por pouco tempo (aquando da elevação do então Estado do Brasil a reino unido com Portugal), até a morte de Dona Maria I, alcunhada a louca. Com o falecimento desta, Dom João VI recebeu o título de Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Com a presença da corte, tanto em Portugal, como no Brasil, os bancos, as repartições entre outras coisas publicas não poderiam fechar, dificultando a recolonização, alem disso, a maioria do povo não aceitaria voltar "do vinho para a água".

Dossier DJVI: 3.5.2.9 - D. João VI Imperador e Rei do Reino Unido Portugal, Brasil e Algarves , 1818 - 1822Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.9 - CEMIP RNC CMO BPCC DJVI - Dossier D. João VI Imperador e Rei do Reino Unido Portugal, Brasil e Algarves - O Clemente, 1818 - 1822

Dom João VI (1767-1826) foi Rei de Portugal. Começou a governar a partir de 1792, em consequência da insanidade mental de sua mãe D. Maria I. Se tornou Príncipe Regente a partir de 13 de julho de 1799. No dia 6 de fevereiro de 1818 foi coroado Rei de Portugal, dois anos após a morte de sua mãe. Veio para o Brasil tão logo soube da notícia que as tropas de Napoleão comandadas pelo general Junot caminhavam em direção à Portugal. O Brasil que até então era uma colônia, passou a ser a sede da monarquia portuguesa. Dom João permaneceu no Brasil entre 1808 e 1821.

Dom João VI (1767-1826) nasceu em Lisboa no dia 13 de maio de 1767, no Palácio Real da Ajuda. Era filho de D. Pedro III e D. Maria Izabel. Em 8 de maio de 1785 casa-se com D. Carlota Joaquina, filha de Carlos IV, rei da Espanha. Teve nove filhos, entre eles, Pedro, futuro Imperador do Brasil. Com a morte de seu irmão mais velho, Dom João torna-se herdeiro da coroa portuguesa. No dia 10 de fevereiro de 1792, com a insanidade mental de sua mãe confirmada, passa a governar o País. Só foi nomeado Príncipe Regente no dia 13 de julho de 1799.

Dom João governou Portugal desde 1792 e enfrentou várias dificuldades, principalmente na Revolução Industrial na Europa e na Revolução Francesa, no final do século XVIII e início de século XIX. O Imperador francês Napoleão Bonaparte no objetivo de conquistar a hegemonia europeia determinou que tropas comandadas pelo general Andoche Junot invadissem Portugal. Logo que soube do plano de invasão, Dom João determinou que a família real embarcasse imediatamente para o Brasil.

No dia 29 de novembro de 1807 saiu de Portugal uma frota composta por quinze navios da esquadra real e outros navios mercantes, levando a família real, fidalgos e funcionários em direção ao Brasil. No dia 22 de janeiro de 1808 Dom João chega a Salvador. O Brasil que até então era uma colônia, passou a ser a sede do governo português. Em 28 de janeiro de 1808, seis dias após sua chegada em Salvador, Dom João assina a carta régia, decretando a abertura dos portos brasileiros ao comércio exterior.

Dom João VI e a comitiva saem da Bahia, no dia 7 de março de 1808, em direção a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde é recebido com festas. Dando continuidade a medidas importantes, decretou no dia 1 de abril, por meio de alvará, a liberdade industrial no Brasil, revogando o alvará de 1785, de D. Maria I, que proibia o estabelecimento de fábricas no Brasil.

Deve-se a Dom João VI a criação da Escola Médico-Cirúrgica da Bahia, da Escola Anatômica Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro, da Academia Real Militar, do Jardim Botânico, do Arquivo Militar, da Biblioteca Real, da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro, da Imprensa Régia (o primeiro jornal publicado foi a Gazeta do Rio de Janeiro e a primeira revista foi O Patriota). A criação de importantes movimentos militares proporcionaram a ampliação das fronteiras brasileiras.

No dia 16 de fevereiro de 1815, foi oficialmente reconhecida a elevação do Brasil a categoria de "Reino Unido a Portugal e Algarves", deixando de ser colônia de Portugal. Dom João só é coroado rei de Portugal no dia 6 de fevereiro de 1818, no Rio de Janeiro, após a morte de D. Maria I, que faleceu em 20 de fevereiro de 1816.

Portugal finalmente conseguiu se livrar de Napoleão, com a ajuda militar que recebeu dos ingleses, mas a ausência da Família Real, a grave situação econômica e o domínio de uma ditadura militar inglesa, comandada por Beresford, fez surgir em 1820, na cidade do Porto, a Revolução Liberal do Porto. Pretendiam os revolucionários portugueses: a constitucionalização do país, a expulsão de Beresford, o retorno de Dom João VI e a re-colonização do Brasil.

Vitoriosos, os rebeldes formaram a Junta Provisória do Governo Supremo do Reino. Os acontecimentos levaram Dom João VI a fazer o juramento prévio da Constituição e no dia 7 de março anunciou sua partida e, através de decreto, atribuía a D. Pedro a regência do Brasil. A tumultuosa partida de Dom João VI deu-se no dia 26 de abril de 1821. Chegando a Portugal Dom João VI foi obrigado a assinar a Constituição.

João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís Antônio Domingos Rafael de Bragança (Dom João VI) faleceu no Paço da Bemposta, em Lisboa, no dia 10 de março de 1826.

Dossier FV: 3.5.2.10 - Felipe V España, Nápoles e Sicília, 1683 - 1746Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.10 - CEMIP RNC CMO BPCC FV -  Dossier Felipe V España, Nápoles e Sicília, 1683 - 1746

Filipe V (Versalhes, 19 de dezembro de 1683 – El Escorial, 9 de julho de 1746) foi o Rei da Espanha em duas ocasiões diferentes, primeiro de 1700 até sua abdicação em janeiro de 1724 em favor de seu filho Luís I, e depois ao assumir o trono novamente em setembro de 1724 até sua morte. Era filho de Luís, Delfim da França e sua esposa Maria Ana Vitória da Baviera.

Filipe era o neto do rei Luís XIV de França. Seu pai tinha a reivindicação mais forte ao trono espanhol quando este ficou vago em 1700 com a morte do rei Carlos II. Entretanto, como ele e seu irmão Luís, Duque da Borgonha, não podiam perder seu lugar na sucessão francesa, Filipe foi nomeado sucessor de Carlos. Como a união da França e da Espanha sob um único monarca poderia desequilibrar o poder na Europa, as outras potências tomaram passos para impedir isso. Sua ascensão ao trono espanhol causou a Guerra da Sucessão Espanhola durante catorze anos, terminando apenas com o Tratado de Utrecht que proibia que os dois reinos fossem unidos.

Dossier DJIV: 3.5.2.11 - D. João IV , 1645 - 1656Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.11 - CEMIP RNC CMO BPCC DJVI -  Dossier D. João IV de Portugal - O Restaurador, 1645 -1656

D. João IV de Portugal - João IV (Vila Viçosa, 19 de março de 1604 – Lisboa, 6 de novembro de 1656), apelidado de João, o Restaurador, foi o Rei de Portugal e Algarves de 1640 até à sua morte, e Duque de Bragança entre 1630 e 1645. D. João IV foi o líder da Guerra da Restauração pela conquista e reconhecimento da independência de Portugal do controlo da Espanha.

Já por algum tempo, Portugal era praticamente uma província espanhola debaixo do reinado de D. Filipe III de Portugal, ou D. Filipe IV de Espanha. O rei vivia em Espanha, sendo representado em Portugal pela Vice-Rainha D. Margarida. O descontentamento dos portugueses era generalizado, visto que o país não estava sendo governado com justiça e as colônias portuguesas eram constantemente vítimas de ataques de outros países. Isso fez com que todas as classes portuguesas viessem a desejar a restauração da independência portuguesa. Mas foi a partir de 1636 que D. João começou a configurar como a pessoa desejada para substituir D. Filipe III no trono português. Em Novembro de 1640, um grupo de conjurados planeou a revolução. Assim, no dia 1 de Dezembro de 1640, findou o domínio filipino que durava 60 anos. D. João chegou a Lisboa onde foi recebido com simpatia e entusiasmo pelo povo e também pelos representantes da nobreza e do clero, sendo mais tarde, no dia 15 de Dezembro aclamado solenemente como D. João IV, rei de Portugal.

Dossier CII: 3.5.2.12 - Carlos II da Espanha, 1661 - 1700Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.2.12 - CEMIP RNC CMO BPCC CII - Dossier Carlos II da Espanha - O Enfeitiçado, 1661 - 1700

Carlos II (Madrid, 6 de novembro de 1661 – Madrid, 1 de novembro de 1700), também conhecido como Carlos, o Enfeitiçado, foi o Rei da Espanha de 1665 até sua morte, sendo o último monarca espanhol da Casa de Habsburgo. Seus domínios incluíam os Países Baixos Espanhóis e o império espanhol de além-mar, indo das Américas até as Índias Orientais Espanholas. Ele tinha deficiências físicas, intelectuais e emocionais, e por consequência seu reinado foi ineficiente.

Carlos morreu sem herdeiros em 1700, com todos os potenciais sucessores Habsburgo tendo morrido antes dele. Ele nomeou em seu testamento seu sobrinho-neto Filipe, Duque de Anjou, como seu sucessor. Filipe era neto de sua meia-irmã Maria Teresa da Áustria, primeira esposa do rei Luís XIV de França. Já que as outras potências europeias viam a possível relação dinástica entre a Espanha e a França como uma perigosa mudança de equilíbrio de poder, com a Guerra da Sucessão Espanhola começando pouco depois de sua morte.

Subject/Index Terms:
Reis da Espanha
País - Espanha
Carlos II da Espanha
Creators:
Yuri Victorino Inácio da Silva
Series BI: 3.5.3 - Brasil Império, 1822 - 1899Adicionar a Cesta.

3.5.3 - CEMIP RNC CMO BI Série BI: Brasil Império, 1822 - 1899 – Esta Série é composta por dois Dossiers: D.Pedro I e D.Pedro II. A Fase Imperial do Brasil.

A Série Brasil Imperial abarca subséries que abrangem o período histórico-sócio-cultural de 1822 a 1899. Brasil Imperial é um período da história brasileira entre 7 de setembro de 1822 (Independência do Brasil) e 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República). Neste período, o Brasil foi governado por dois monarcas: D. Pedro I e D. Pedro II.

RÉIS (MIL-RÉIS) (de 08/10/1833 a 31/10/1942) O MIL-RÉIS foi oficializado em 08.10.1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.

Dossier DPI: 3.5.3.1 - D. Pedro I, 1822 - 1831Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.3.1 - CEMIP RNC CMO BI DPI - Dossier D. Pedro I, 1822 - 1831

Com a Independência em 1822, o Brasil não era mais colônia de Portugal. Iniciava-se então uma nova fase da história brasileira, denominada Brasil Império.

O Primeiro Reinado (1822-1831) se constituiu como marco inicial dessa nova fase. D. Pedro I foi aclamadoImperador do Brasil no ano da Independência e permaneceu como maior chefe do país até 1831, ano de sua abdicação.

A história do Primeiro Reinado foi marcada por fatos importantes para a política brasileira, como a Assembleia Constituinte (1823), a Constituição de 1824, a Confederação do Equador (1824), a Guerra da Cisplatina, em 1825, e a abdicação de D. Pedro I (1831).

No ano de 1822, D. Pedro I já havia convocado a Assembleia Constituinte, mas esta somente se reuniu em 1823. O principal objetivo da convocação seria a elaboração de uma Constituição para o Brasil, ou seja, a criação de um conjunto de leis que asseguraria os direitos do governo e da população brasileira. Somente membros da elite (latifundiários, comerciantes, militares...) participaram da elaboração da Constituição de 1824.

Essa constituição, ou seja, a primeira Constituição do Brasil, tinha um caráter elitista e excludente: deu total poder a D. Pedro I, enquanto o direito de votar e de se candidatar ficaria restrito a quem tivesse uma renda mínima por ano.

Inconformados com o caráter elitista da Constituição de 1824 e com o uso de um poder centralizador por parte de D. Pedro I, representantes de algumas províncias do nordeste (mais precisamente em Pernambuco, onde eclodiu a Confederação do Equador, movimento contra a tirania do imperador) defendiam a federação de algumas províncias do nordeste e a separação destas do Brasil. O movimento foi sufocado com extrema violência pela tropa imperial.

Durante o Primeiro Reinado, outro fato importantíssimo na história do Brasil foi a Guerra da Cisplatina (1825). O conflito teve início quando um grupo de dirigentes da província Cisplatina declarou a separação do Brasil e a sua incorporação à República Argentina. D. Pedro declarou guerra à Argentina e o exército brasileiro foi derrotado causando grandes prejuízos pelos enormes gastos e grande número de soldados mortos. A Inglaterra interveio no conflito, pressionando o Brasil e a Argentina a assinar um acordo de paz. Assim, a província Cisplatina declarou sua independência desses dois países, tornando-se a República do Uruguai.

A abdicação de D. Pedro aconteceu no ano de 1831, tanto pela pressão política que o imperador sofria da elite e populares brasileiros, quanto pela tentativa de assegurar os direitos de sua filha, Maria da Glória, pois, com a morte de D. João VI, a Coroa portuguesa iria, por direito, a D. Pedro I, que preferiu abdicar o trono português em benefício da filha e deixou o trono brasileiro para seu filho Pedro de Alcântara, que se encontrava então com cinco (5) anos de idade. Assim terminava o Primeiro Reinado.

Dossier DPII: 3.5.3.2 - D. Pedro II, 1831 - 1889Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.3.2 - CEMIP RNC CMO BPCC DPII - Dossier D. Pedro II, 1831 - 1889

D. Pedro II Imperador do Brasil reinou por quase 50 anos.

Em 7 de abril de 1831, com a abdicação do Pai D. Pedro I, foi aclamado segundo imperador, aos 5 anos de idade. José Bonifácio de Andrada e Silva é seu tutor ate 1833, quando substuido por Manuel Inácio de Andrade Souto Maior.

D. Pedro II teve a sua maior idade declarada em 23 de julho de 1840. Seu reinado terminou 48 anos depois com a República. Foi um dos mais conturbados períodos da história do Brasil.

Ocorreram nesta fase uma série de rebeliões que proporcionaram a criação de carimbos locais. Foram elas,

ICÓ (carimbo Ceará, 1829-1832) a Cabanagem - (carimbo Pará, 1835-1840), a Balaiada - (carimbo Maranhão); a Sabinada na Bahia e a Guerra dos Farrapos - (carimbo Farroupilha, RGS, 1835-1845).

[Foram tomadas ações para conter a quantidade de moedas falsificadas. As medidas de recolhimento iniciada na Bahia perdurou o Primeiro Reinado em todo o país em 1833.

Também procedeu-se a carimbagem destas moedas, reduzindo seus valores e restringindo suas áreas de circulação regional.

Em 1835, determinou-se a aplicação de um CARIMBO GERAL visando a unificação das moedas.

Series B1R: 3.5.4 - Brasil Primeira República - República Velha, 1889 - 1930Adicionar a Cesta.

3.5.4 - CEMIP RNC CMO B1R Série B1R: Brasil República Velha, 1889 - 1930 - Esta Série comporta nove Dossiers correspondente ao período da República Velha.

Republica padrão Réis, 1889 - 1912; MCMI, XX,X e V GRAMAS, Estrelas Ligadas, Estrelas Soltas, Cuproníquel, 1º Centenário da Independência, Nova Série da Inflação Fortuna ou Abundância,

A Série Brasil Primeira República - República Velha abarca subséries que abrangem o período histórico-sócio-cultural de 1889 a 1930.

RÉIS (MIL-RÉIS) (de 08/10/1833 a 31/10/1942) O MIL-RÉIS foi oficializado em 08.10.1833, através da Lei n° 59 assinada no 2° Império, pela Regência Trina durante a menoridade de D.Pedro II. Mil-réis passou a designar a unidade monetária e réis os valores divisionários.

A Primeira República Brasileira se estendeu desde a proclamação da República, em 15.11.1889, até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha, Washington Luís.

Dossier RPR: 3.5.4.1 - Republica padrão Réis, 1889 - 1912Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.1 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R RPR - Dossier Republica Padrão Réis, 1889 - 1912

Deodoro da Fonseca - Primeiras Moedas da república - Primeira Série

20.000 - 10.000 Ouro

2.000 - 1.000 - 500 réis Prata

200 réis - 100 réis Cuproníqual

40 réis e 20 réis Bronze

O Decreto nº 54B, de 13 de dezembro de 1889.

O Marechal Deodoro da Fonseca, Chefe de Governo Provisório, constituido pelo Exército e Armada, em nome da Nação, por ter se extinto o sistema Monárquico representativo e achar-se estabelecida a forma republicana, torna-se necessário alterar o cunho das moedas de ouro, prata níquel e bronze em circulação resolve aprovar desenhos que com estes baixam, proposto pelo diretor interino da casa da Moeda do Brasil para servir de tipo para abertura dos cunhos da primeira edição republicana das referidas moedas, (...)

Dossier MCMI: 3.5.4.2 - MCMI, 1898Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.2 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R MCMI - Dossier Republica padrão Réis MCMI, 1898

2ª Série: Algarísmos Romanos MCMI

LEI nº 559, de 31 de dezembro de 1898 - [...] Art.3º [...]IV. A manda cunhar no estrangeiro, com quem maiores vantagens oferecer, a soma de 20.000:000$000 em moedas de níquel, dos valores de 400, 200 e 100 réis, pesando respectivamente 12, 8 e 5 gramas. A liga monetária será a mesma das atuais moedas desta espécie; [...]

Campos Sales:

1900 - Série de moedas comemorativas dos 400 anos do Descobrimento do Brasil

1901 - Grande tiragem de moedas de cuproníquel com data grafada em algarismos romanos

Dossier X Gramas: 3.5.4.3 - XX,X e V GRAMAS, 1906 - 1912Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.3 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R X GRAMAS - Dossier Republica padrão Réis XX,X e V GRAMAS, 1906 - 1912

III - SÉRIE COM NOVOS TIPOS XX; X E V GRAMAS - LEI Nº 1841 DE 31 DE DEZEMBRO 1907

Em seu artigo 30º, estabelece em dois parágrafos:

6º A abrir os necessários créditos para prosseguir na cunhagem de moedas de prata destinadas à substituição das notas do Tesouro de 2$000, 1$000 e $500. 7º A mandar fazer novos cunhos para as moedas de prata, que terão no anverso a inscrição Estados Unidos do Brazil e a era do cunho e no reverso, a legenda Ordem e Progresso, o peso em algarismos romanos, o valor e a palavra réis por extenso. A lei no 1453 de 30 de dezembro 1905 fixou a novo título em 900 milésimos para as moedas de 2$000, 1$000 e 500 réis. A Lei no 1841 de 31 de dezembro 1907 autorizou a cunhagem das moedas de prata para substituir as cédulas de 2$000, 1$000 e 500 réis. A legenda no anverso deveria ser ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL (Brasil com Z). A lei no 2035 de 29 de dezembro 1908 desmonetizou as moedas de prata de 2$000, 1$000 e 500 réis, de título 917%, do antigo cunho, e fixou o prazo para a troca. A lei no 2050 de 31 de dezembro 1908 mandou fabricar novos cunhos para as moedas de prata e abriu o necessário crédito para a cunhagem. Para o anverso foi determinada a inscrição ESTADOS UNIDOS DO BRASIL (Brasil com S). Todas as moedas conhecidas, em todas as datas de 1906 a 1909, têm a inscrição do dístico BRASIL com S. Através do Decreto no 7.274, de 31 de Dezembro de 1908, o presidente da República dos Estados Unidos do Brazil, usando da autorização contida no art. 30, 1106, da Lei no 1841, de 31 de dezembro de 1907, resolve abrir ao Ministério da Fazenda o crédito de 655:637$370 réis para custear as despesas com a cunhagem de moedas de prata. Tudo somado, alguns numismatas - incluindo Eugênio Vergara Caffarelli em seu livro "as moedas do Brasil desde o reino unido 1818-1992" hipotizaram que as moedas com as datas 1906 e 1907 foram cunhadas no ano 1908 ou 1909, o que além de provável, examinando a documentação, nos parece viável.

O anverso dos três valores é o mesmo: Busto feminino voltado à esquerda, com barrete frígio, representando a República e a liberdade. Junto à orla, a inscrição "REPUBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL" e a data entre duas estrelas. O reverso, também é praticamente o mesmo nos três exemplares, mudando apenas o valor encimando a palavra REIS, ambos entre dois ornamentos de traços horizontais. Junto à orla, a legenda "ORDEM E PROGRESSO"; entre duas estrelas, o peso escrito com algarismos romanos, acompanhado da palavra GRAMAS.

Fonte: Moedas Brasileiras Catálogo Oficial - Ridrigo Maldonado 2ª Edição.

Dossier EL: 3.5.4.4 - Estrelas Ligadas, 1912Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.4 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R EL - Dossier Republica padrão Réis Estrelas Ligadas, 1912

IV - SÉRIE ESTRELAS LIGADAS - NOVOS TIPOS DE 2$000, 1$000 E 500 RÉIS LEI Nº 2544 DE 4 DE JANEIRO 1912 Devido à escassez de moedas de 2$000 e 1$000 réis foi autorizada a cunhagem de novas moedas de prata para facilitar o troco das cédulas de 20$000, 10$000 e 5$000 réis, alterando o desenho do cunho. Também foram cunhadas novas moedas de 500 réis do novo cunho. No anverso dos três valores, circundando a cabeça feminina, as 21 estrelas representativas das antigas províncias, agora transformadas em estados com a República, foram ligadas com um traço o que acabou, no meio numismático, dando o nome "ESTRELAS LIGADAS" à série. Junto à orla, a legenda REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL e a data. No reverso dos três valores, o escudo das Armas Nacionais sobre o valor acompanhado da palavra RÉIS, circundados por um ramo de tabaco à esquerda e de café à direita, com um pequeno ornamento horizontal abaixo. Junto à orla, a legenda ORDEM E PROGRESSO.

Dossier ES: 3.5.4.5 - Estrelas Soltas, 1913Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.5 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R ES - Dossier Republica padrão Réis Estrelas Soltas, 1913

IV - SÉRIE ESTRELAS LIGADAS - NOVOS TIPOS DE 2$000, 1$000 E 500 RÉIS LEI Nº 2544 DE 4 DE JANEIRO 1912 Devido à escassez de moedas de 2$000 e 1$000 réis foi autorizada a cunhagem de novas moedas de prata para facilitar o troco das cédulas de 20$000, 10$000 e 5$000 réis, alterando o desenho do cunho. Também foram cunhadas novas moedas de 500 réis do novo cunho. No anverso dos três valores, circundando a cabeça feminina, as 21 estrelas representativas das antigas províncias, agora transformadas em estados com a República, foram ligadas com um traço o que acabou, no meio numismático, dando o nome "ESTRELAS LIGADAS" à série. Junto à orla, a legenda REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL e a data. No reverso dos três valores, o escudo das Armas Nacionais sobre o valor acompanhado da palavra RÉIS, circundados por um ramo de tabaco à esquerda e de café à direita, com um pequeno ornamento horizontal abaixo. Junto à orla, a legenda ORDEM E PROGRESSO.

Dossier CN: 3.5.4.6 - Cuproníquel, 1918 - 1935Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.6 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R CN Dossier Republica padrão Réis Cuproníquel, 1918 - 1935

VI - SÉRIE EM CUPRONÍQUEL - $400, $200, $100, $50 E $20 RÉIS A lei nº 3454 de 6 de janeiro 1918, em seu artigo 162, inciso IV, autorizou a cunhagem de Decreto no 13.198, de 25 de Setembro de 1918, conforme o estabelecido no documento anterior autoriza o ministro da Fazenda a emitir a importância de, em moedas divisionárias de liga de níquel e cobre cunhadas na Casa da Moeda. O Decreto no 3545 de 2 de outubro 1918 autorizou a abertura de crédito de para a modificação da inscrição das moedas divisionárias de prata e níquel conservando o peso e a composição das atuais, e cunhagem de novas moedas de cuproníquel nos valores 50 e 20 réis, com os pesos respectivamente de três e dois gramas e os módulos de 17,0 e 15,5 milímetros. Autoriza o recolhimento das moedas de níquel cunhadas sob regimen dos Decreto no 1.817 de 3 do setembro de 1870, e Decreto no 4.822 de 18 de novembro de 1871, e bem assim das moedas de bronze de 40, 20 e 10 réis, fixando um prazo para o fim da sua circulação. Em seguida foram cunhadas em níquel moedas de 20, 50, 100, 200 e 400 réis. No anverso dos cinco valores, cabeça feminina com barrete frígio sobre cabeleira ornada terminada em laço, representando a República e a Liberdade. AO seu redor, as 21 estrelas representativas das antigas províncias. No reverso, o valor sobreposto à palavra RÉIS, circundados por um colar de pérolas, à exceção do valor 20 réis circundado por ornamentos. Junto à orla, a legenda REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL e a data entre estrelas, à exceção do valor 20 réis. A composição de todas as moedas é de 750% de cobre e 250% de níquel.

Dossier IND: 3.5.4.7 - 1º Centenário da Idependência, 1922Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.7 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R IND Dossier Republica padrão Réis 1º Centenário da Independência, 1922

VII - SÉRIE DO 1º CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA O Decreto nº 4.182 de 13 de novembro de 1920 autorizou, em seu artigo 2, a cunhagem de moedas de 500, 1000 e 2000 réis de prata. Art. 20 poderá o Governo aplicar à cunhagem de moedas de quinhentos, mil e dois mil réis, a prata que possuir e for adquirindo; este serviço será feito na Casa da Moeda. S 10 A despesa correspondente ao custo da prata será escriturada sob o título "Conversão de espécie" S 20 A moeda subsidiária que for cunhada, só será posta em circulação depois que tiver sido incinerada igual quantia em papel-moeda. O Decreto nº 4.555 de IO de agosto 1922, em seu artigo 146, no1, autorizou a cunhagem de moedas de 500 e 1000 réis para comemorar o Centenário da Independência do Brasil Devido à crise econômica que se abateu sobre o país, o decreto limitou a cunhagem à liga de cobre e alumínio, dada a impossibilidade de cunhar moedas de prata com este valor. O Decreto nº 15.620 de 19 de agosto de 1922 estabeleceu as características das moedas de 500 e 1000 réis, e o Decreto no 15.728 de 12 de outubro de 1922 autorizou a cunhagem de moedas de prata de 2000 réis com o título 900/1000. O Decreto nº 15.936 de 24 de janeiro de 1923 reduzia o título das moedas de 2000 réis para 5000/00. Por esse motivo existem moedas de 2000 réis com o título 900%0, cunhadas ate o final de 1922, e moedas de 2000 réis com o título 500 0/00, cunhadas a partir de 6 de janeiro de 1923. As moedas de 500 e 1000 réis, com o erro BBASIL, são provavelmente exemplares do primeiro cunho. Na época o gravador Augusto Giorgio Girardet trabalhava como professor de gravura na Casa da Moeda. Na grande agitação nas oficinas, a retifição do erro no molde de gesso foi esquecida e o modelo com o erro foi utilizado para fabricar os cunhos. O episódio foi decisivo para o afastamento imediato de Girardet da Casa da Moeda. Seus reiterados pedidos de reforma da seção de gravura, cujos melhoramentos ele julgava indispensáveis, contribuíram para o seu afastamento. A Casa da Moeda finalmente encontrou um pretexto para demiti-lo.

Subject/Index Terms:
Gravador - Augusto Giorgio Girardet
Dossier IFA: 3.5.4.8 - Inflação Fortuna ou Abundância, 1924 - 1934Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.8 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R IFA Dossier Republica padrão Réis - Nova Série da Inflação Fortuna ou Abundância, 1924 - 1934

Material:bronze alumínio - Diâmetro:26,7 mm - 1000 Réis - Peso:8,00 g - Espessura:2,10 mm - Bordo:serrilhado - Titulagem:Cu 910, Al 90 - reverso moeda (EH)

Material:bronze alumínio - Diâmetro:22,5 mm - 500 Réis - Peso:4,00 g Espessura: 1,50 mm Bordo: serrilhado Titulagem:Cu 910, Al 90 Eixo: reverso moeda(EH) - 1924-1925-1927-1928-1929-1930-1931-1924-1927-1928-1930

Em 1914, foi elaborado um ensaio para uma moeda de 2000 réis, com a figura da abundância - inspirada na obra Semeuse, de Roty - que acabou sendo utilizadas nas moedas de 500 e 1000 réis de 1924 a 1931. O autor do ensaio foi João da Cruz Vargas e, sua sigla JV, aparece nessas moedas.

Difícil de notar, o monograma JV - se assemelha mais a um Y deitado pois o J está sobreposto ao V -, aparece em baixo relevo, ao lado direito do exergo, encostado à orla e um pouco abaixo da boca da cornucópia.

Esse detalhe, sendo em baixo relevo na moeda, existe em forma de fios finíssimos em alto relevo no cunho e, estando encostado no bordo, onde é maior a distenção do metal durante a cunhagem, se gasta rapidamente a ponto de desaparecer.

Com isso, são encontradas moedas sem a sigla tornando-se uma variação apreciada pelos colecionadores. A quantidade de moedas sem sigla é muito inferior às com sigla.

O monograma JV aparece, também, no anverso da moeda. Dessa vez em alto relevo e já mais visível e protegido contra desgaste.

VIII - REFLEXO DA INFLAÇÃO - NOVA SÉRIE (1924-1934) Estas moedas fazem parte da nova série para circulação, em cupro-níquel, mínio e prata. A Lei nº 3454 de 6/1/1918 autorizou a cunhar moeda divisionária em liga de níquel e cobre (bronze-alumínio). O decreto nº 3545 de 2/10/1918 abriu um crédito de 10:000$000 réis para a cunhagem de novas moedas de 20 e 50 réis de níquel e para modificar as moedas de prata. Em seguida foram cunhadas em níquel moedas de 20, 50, 100, 200 e 400 réis. As moedas novas de 500 e 1000 réis foram cunhadas em conformidade com lei no. 4783 de 31 de dezembro 1923 até a importância de 15:000$000. A mesma lei autorizou a cunhagem de moedas de 2000 réis de prata até 20:000$000 réis. Em 1914 foi elaborado um ensaio para uma moeda de 2000 réis com a figura da abundância que acabou sendo utilizada, também, nas moedas de 500 e 1000 réis desta série. O gravador foi João da Cruz Vargas (sigla JV nas moedas de 500 até 2000 réis). As características das moedas de 500, 1000 e 2000 réis foram estabelecidas pelo decreto nº 16.409 de 12 de março 1924. Durante a primeira guerra mundial, o Brasil aproveitou a "oportunidade" para realizar grandes e rápidos negócios, elevando os preços dos produtos de exportação. Após a guerra os preços dos produtos, especialmente o preço do café, caíram e a moeda brasileira começou a desvalorizar, fazendo o país entrou em crise. O problema gerado durante a gestão dos ministros da Fazenda Afonso Celso de Assis Figueiredo (Visconde de Ouro Preto) e Rui Barbosa, na passagem da monarquia para a República, sob a justificativa de estimular a industrialização no País, adotaram uma política baseada em créditos livres aos investimentos industriais garantidos por farta emissão monetária. A crise que ficou conhecida como "encilhamento" deu início à desvalorizaçã0 da moeda que agora se fazia sentir com toda sua força.

Creators:
Yuri Victorino Inácio da Silva (Curador - Proprietário - Administrador)
Dossier 4CDB: 3.5.4.9 - 4º Centenário do Descobrimento do Brasil, 1900Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.4.9 - CEMIP RNC CMO BPCC B1R 4CDB Dossier República Padrão Réis - Série Comemorativa 4º Centenário do Descobrimento do Brasil.

4º. Centenário do Descobrimento do Brasil - 1900

Por ocasião do 4º. centenário do descobrimento do Brasil, em 1900, foi lançada a primeira série de moedas comemorativas da República. As 4 moedas, nos valores de 400, 1000, 2000 e 4000 réis, foram confeccionadas em prata.

A cunhagem foi autorizada pela Lei n°. 559 de 31 de dezembro 1898, todas cunhadas em padrão oficial. A Lei n°. 1453 de 30 de dezembro de 1905 "desmonetizou" essas moedas, sendo fixado a novo título(1) em 900 milésimos para as moedas de 500, 1000 e 2000 réis.

A produção foi entregue à Comissão Central do Centenário, que era responsável pelos festejos da efeméride, sendo as peças colocadas à venda em valores acima do facial com o intuito de bancar os festejos do evento. Elas tinham amplo poder liberatório, mas não entraram em circulação diretamente. Provavelmente foram as primeiras moedas do Brasil feitas para colecionadores.

400 réis400 réis

400 réis, prata, 23 mm - Em evidência, a Cruz da Ordem de Cristo

1000 réis1000 réis

1000 réis, prata, 30 mm - A República e o progresso

2000 réis2000 réis

2000 réis, prata, 37 mm - Caravela de Cabral sob o Cruzeiro do Sul

4000 réis4000 réis

4000 réis, prata, 50 mm - Pedro Álvares Cabral, descobridor do Brasil. No outro lado, as armas portuguesas em 1500 e brasileiras em 1900. Até então, a maior moeda já produzida no Brasil

16 ou 20 raios O sol sob o chapéu de Cabral, no anverso da moeda de 4000 réis, pode ser encontrado em duas versões conhecidas: com 16 ou com 20 raios. Com 16 raios, é a mais comum.

4000 réis com sol de 20 raios Ao lado, anverso da moeda de 4000 réis com estrela de 20 raios sob o chapéu de Cabral. Abaixo, detalhe das estrelas de 20 e de 16 raios. Detalhe do sol com 20 raios Detalhe do sol com 16 raios

Falsificações Afora a falsificação chinesa que é muito fácil de se reconhecer - até que se consertem o cunho -, pois um dos raios inferior do sol atinge o dístico "Pedr'Alvares Cabral", falsificações mais antigas existem em quantidades expressivas.

Uma forma de se reconhecer as moedas verdadeiras é dita como um "exercício pouco numismático".

Sem saber-se ao certo o motivo, talvez por se tratar de uma moeda muito grande, o disco ficou abaulado. Umas mais outras menos, mas todas ficaram. Se pegarmos o 4000 réis, com o Cabral para baixo (assim, a parte côncava ficará para cima), colocar em uma superfície de vidro, e girá-la como um pião, se girar é boa. O fato de não girar é devido ao disco não estar côncavo sendo portanto, uma falsificação. Nas moedas verdadeiras, por menor que seja o abaulamento, ela girará.

VII - SÉRIE DO 1º CENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA O Decreto nº 4.182 de 13 de novembro de 1920 autorizou, em seu artigo 2, a cunhagem de moedas de 500, 1000 e 2000 réis de prata. Art. 20 poderá o Governo aplicar à cunhagem de moedas de quinhentos, mil e dois mil réis, a prata que possuir e for adquirindo; este serviço será feito na Casa da Moeda. S 10 A despesa correspondente ao custo da prata será escriturada sob o título "Conversão de espécie" S 20 A moeda subsidiária que for cunhada, só será posta em circulação depois que tiver sido incinerada igual quantia em papel-moeda. O Decreto nº 4.555 de IO de agosto 1922, em seu artigo 146, no1, autorizou a cunhagem de moedas de 500 e 1000 réis para comemorar o Centenário da Independência do Brasil Devido à crise econômica que se abateu sobre o país, o decreto limitou a cunhagem à liga de cobre e alumínio, dada a impossibilidade de cunhar moedas de prata com este valor. O Decreto nº 15.620 de 19 de agosto de 1922 estabeleceu as características das moedas de 500 e 1000 réis, e o Decreto no 15.728 de 12 de outubro de 1922 autorizou a cunhagem de moedas de prata de 2000 réis com o título 900/1000. O Decreto nº 15.936 de 24 de janeiro de 1923 reduzia o título das moedas de 2000 réis para 5000/00. Por esse motivo existem moedas de 2000 réis com o título 900%0, cunhadas ate o final de 1922, e moedas de 2000 réis com o título 500 0/00, cunhadas a partir de 6 de janeiro de 1923. As moedas de 500 e 1000 réis, com o erro BBASIL, são provavelmente exemplares do primeiro cunho. Na época o gravador Augusto Giorgio Girardet trabalhava como professor de gravura na Casa da Moeda. Na grande agitação nas oficinas, a retifição do erro no molde de gesso foi esquecida e o modelo com o erro foi utilizado para fabricar os cunhos. O episódio foi decisivo para o afastamento imediato de Girardet da Casa da Moeda. Seus reiterados pedidos de reforma da seção de gravura, cujos melhoramentos ele julgava indispensáveis, contribuíram para o seu afastamento. A Casa da Moeda finalmente encontrou um pretexto para demiti-lo.

Series BENRN: 3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova, 1930 - 1945 / 1945 - 1964Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5 - CEMIP RNC CMO BENRN Série BENRN: Brasil Estado Novo e Republica Nova, 1930 - 1945 / 1945 - 1964

A Série Brasil Estado Novo e República Nova abarca sete Dossiers que abrangem o período histórico-sócio-cultural de 1930 a 1964. Corresponde aos Dossiers: Série Vicentinas, Série Brasileiros Ilustres, Série Brasileiros Ilustres 2ª, Série Brasileiros Ilustres Centenários, Série Vargas, Cruzeiro Velho BRZ, Cruzeiro Getúlio e 1ª Série Alumínio.

Dossier VIC: 3.5.5.1 - Vicentinas, 1932Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.1 - CEMIP RNC CMO BENRN VIC - Dossier Vicentinas, 1932 - 9ª Série Rep. Réis Era Vargas.

9ª Série Republica padrão Réis Era Vargas - Série Vicentinas -IV Centenário da Colonização

Decreto nº 21.358 de 4 de Maio de 1932

Autoriza a cunhagem divisionaria de Prata, Bronze-alumínio e Cupro-níquel, comemorativas do IV Centenério da Fundação do Município de S. Vicente, no Estado de S. Paulo, Início da Colonização do Brasil.

O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o art. 1º do decreto n º 19.398 de 11 de novembro de 1930 e (...)

DECRETA:

Art. 1º Fica o ministro da Fazenda autorizado a mandar cunhar na Casa da Moeda, moedas de prata, cobre-alumínio e níquel, cmemorativas do IV Centenário da Fundação de S. Vicente(...)

Art 2º As Moedas de prata que se cunharem pr força deste decreto terão o valor, peso, composição e módulo seguinte:

valor: 2$000, 8,0 gramas , composição: Prata 50%, Cobre 40%, Níquel 5% e Zinco 5%, Módulo em 26,0MM

Parágafo único: A tolerância para mais ou menos no peso e na composição da liga destas moedas será, respectivamente de 0,0005% a 1,0%

Art. 3º A Liga monetéria das moedas de cobre-alumínio de de cupro-níquel, seu valor, peso e módulo e bem asssim as tolerâncias são os mesmos das atuais moedas desta espécie.

Art. 4º Nos modelos das moedas serão aproveitados os motivos sugeridos pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, send que as características decada valor são as seguintes:

2$000 - Anverso - Efigie de D. João III. Reverso - Brasão Real.

1$000 - Anverso - Efigie de Martim Afonso de Souza. Reverso - Brasão de martim Afonso de Souza.

$500 - Anverso -Efigie dividido pelo meridianode Tordesilhas. Reverso - Cruz da Ordem de Cristo.

$200 - Anverso - Esfera armilhar. Reverso - Uma Caravela

$100 - Anverso - Efigie do cacique Tibiriçã. reverso - Panóplia Indígena.

Dossier BI: 3.5.5.2 - Brasileiros Ilustres, 1935Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.2 - CEMIP RNC CMO BENRN BI - Dossier Brasileiros Ilustres, 1935 - 1ª Série, 1ª  Emissão - Rep. Réis Era Vargas.

1ª Série, 1ª  Emissão - Republica padrão Réis Era Vargas - Série Brasileiros Ilustres.

Em 1935, a Casa da Moeda começou cunhar moedas com imagens de brasileiros ilustres e introduziu novos tipos de valores de 500, 1000 e 2000 réis. As autorias foram de Walter Rodriques Toledo (sigla WT), Calmon Barreto de Sá Carvalho (sigla CB) e Leopoldo Alves de Campo (sigla LC).

BRASILEIROS LUSTRES - 1ª SÉRIE, 1a EMISSÃO.

DECRETO 24257, DE 16 DE MAIO DE 1934

Alterou a tolerância da moeda de prata 2$000 e a composição das moedas de bronzealumínio de 1$000 e $500.

O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil usando das atribuições que lhe confere o art. 12 do Decreto no 19.398 de 11 de novembro de 1930, e atendendo ao que lhe representou o ministro da Fazenda sobre as técnicas de alterar a tolerância da atual moeda de 2$000 e a composição das de 1$000 e $500,

DECRETA:

Art. 1º As moedas de prata de 2$000 e as de bronzc-alumínio dc c $500, que doravante se cunharem, terão os característicos constantes do quadro seguinte :

Art 2º São mantidos, na amoedação dessas peças, até dia 31 dc dezcmbro próximo, os cunhos atuais.

Art 3º As três moedas supra referidas, que se cunharem dessa data em diante, trarão além das indicaÑes legais do costume, os seguintes motivos :

A de 2$000, ao anverso a efígie do Duque de Caxias e no reverso uma espada batalhante;

A de 1$000, no anverso, a efígie de Anchieta e no reverso um livro aberto;

A de $500, no anverso a efígie do Regente Feijó e no reverso uma coluna.

Art.4º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 16 de maio de 1934, 1130 da Independência e 460 da República.

O Decreto alterou a tolerância da moeda de prata 2$000 e a composição das moedas de bronze-alumínio de 1$000 e $500, e autorizou a cunhagem de moedas com os valores de 500, 1000 e 2000 mil réis com as efígies de Brasileiros ilustres. A moeda de 500 réis tem o busto de António Diogo Feijó (1784-1843), regente do Brasil de 1835 a 1837. A moeda de 1000 réis tem o busto de Padre José Anchieta (1534-1597), missionário. E a moeda de prata de 2000 réis tem o busto de Marechal Luiz Alves de Lima, duque de Caxias (1803-1880), comandante das tropas do Imperador do Brasil.

Em 1936 a Casa de Moeda iniciou a cunhagem da segunda emissão de brasileiros ilustres, mais completa que a primeira. A moeda de 500 réis 1935 teve tiragem baixa de apenas 14.000 exemplares. As moedas de 1000 réis de 1935 têm um módulo maior do que as moedas cunhadas a partir de 1936.

As moedas de 2000 réis de 1935 foram cunhadas em prata enquanto as moedas de 2000 réis, a partir de 1936, foram cunhadas em bronze-alumínio num tipo diferente. As autorias dos desenhos e cunhos são de três ex-alunos do gravador Girardet:

Walter Rodriques Toledo (sigla WT),

Calmon Barreto de Sá Carvalho (sigla CB) e

Leopoldo Alves de Campo (sigla LC).

Dossier BI2: 3.5.5.3 - Brasileiros Ilustres 2ª Ediçã, 1936 - 1937Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.3 - CEMIP RNC CMO BENRN BI2 - Dossier Brasileiros Ilustres 2ª, 1936 - 1937 - 1ª Série, 2ª  Emissão - Rep. Réis Era Vargas.

1ª Série, 2ª  Emissão - Republica padrão Réis Era Vargas - Série Brasileiros Ilustres.

BRASILEIROS ILUSTRES - 1ª SÉRIE, 2ª EMISSÃO. DECRETO Nº 565, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1935

Autoriza o ministério de Estado dos Negócios da Fazenda a mandar cunhar na Casa da Moeda a importância de cinquenta mil contos de réis (50.000:000$000) em moedas auxiliares e divisionárias e dá outras providências. O Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, tendo em vista a constante da Lei n o 128 de 6 do corrente, Decreta:

Art. 1 Fica o ministro de Estado dos Negócios da Fazenda autorizado a mandar cunhar na Casa da Moeda a importância de cinquenta mil contos de réis (50.000:000$000) em moedas auxiliares e divisionárias, sendo: vinte mil contos de réis em prata; vinte mil contos de réis (20.000:000$000) em bronze de alumínio, e dez mil contos de réis (10.000:000$000) em níquel, a fim de substituir uma soma correspondente de papel moeda em circulação.

Art. 2 A cunhagem da importância referida no artigo anterior terá início a partir de de janeiro próximo, devendo as respectivas peças conter o valor, peso, diâmetro, título e composição constante do quadro seguinte: Valor Peso Diâmetro Título e Metal em réis em gramas em mm Composição:

Prata 2$000 600%0 – 2$000 900% cu Bronze-alumínio 1$000 Al  $500Zn $400 $300 750% cu Cupro-níquel $200 $100

Art. 3 A orla das moedas de prata e bronze de alumínio será serrilhado e a das de níquel, lisa.

Art. 4 Na cunhagem das moedas determinadas por este Decreto será empregada a prata existente nas tesourarias da União, em barras ou moedas dos antigos cunhos, bem a que for adquirida, seja em barras, seja em moedas nacionais ou estrangeiras.

Art. 5 As cédulas trocadas pelas moedas, cujo fabrico e emissão se autoriza por este Decreto, serão recolhidas a Caixa de Amortização e incineradas.

Art. 7 Nas faces das moedas que se cunharem a partir de I de janeiro próximo, em com deste decreto, serão estampadas as seguintes composições.

$100 - No anverso, a efigie do Almirante Marquês de Tamandaré, de frente, com a inserição Taman-daré, horizontalmente traçada e dividida em duas partes pela figura. Em baixo desta inscrição, à esquerda, a sigla do desenhista e gravador Calmon Barreto. No ao centro, uma ancora enlaçada por uma corrente presa ao arganéu. No campo, à esquerda o valor 100 e, à direita, a palavra Réis, ambos em posição vertical. Em curva, no alto, a palavra Brasil entre um arabesco e a data 1936; embaixo, à esquerda, entre os braços da ancora e o planeta, o monograma do desenhista e gravador Walter Toledo.

$200 No anverso, o busto do de Mauá, de frente, dividindo em duas partes a inserição horizontal Ma-uá. Sob o ditongo uá, o monograma do prof. Leopoldo Campos autor do desenho e da gravura da peça. Circunda a composição um listel denticulado. No reverso, entre pontos, uma locomotiva sobre trilhos, encimada pela inscrição, em circulo, sobreposta à data 1936 - No exergo, o valor 200 sobreposto à abreviatura Rs.; sob o para choque da máquina à direita, a mesma sigla do anverso.

$300 - No anverso, a efigie de Carlos Gomes, separando a palavra Carlos à esquerda, da palavra Gomes à direita, ambas escritas horizontalmente. Sob a palavra Gomes, o monograma do prof. Leopoldo Campos, autor do desenho e da gravura da peça. No reverso, uma lyra coroada pela inscrição em círculo Brasil sobreposta à data 1936. No campo, à esquerda, o valor 300 e à direita a palavra Réis escritos em sentido curvilíneo-vertical. No exergo, a mesma sigla do anverso. - No anverso, a efígie de Oswaldo Cruz dividindo a palavra Oswaldo gravada em duas linhas sobrepostas à esquerda da palavra Cruz, situada à direita. Debaixo desta, o monograma do desenhista e gravador Calmon Barreto. No reverso, entre dois filetes, uma lâmpada acesa, encimada pela inscrição circular Brasil, sobreposta à data 1936. No exergo, entre dois pontos e em duas linhas sobrepostas, o valor 400 Réis, seguido pela sigla do desenhista e gravador Walter Toledo.

$500 - No anverso a efígie do regente do Império, Diogo Antônio Feijó, tendo a cabeça circundada pela inscrição Regente Feijó. Na gola da vestimenta, à direita junto ao planeta, as iniciais do desenhista e gravador Calmon Barreto. No reverso, uma coluna coríntia, encimada pela inscrição circular Brasil entre dois filetes. À esquerda do campo, o valor 500, e á direita a palavra Réis, em posição horizontal. No exergo, a data da cunhagem 1936 e o monograma do desenhista e gravador Walter Toledo.

1$000 - No anverso, em campo quadriculado, a cabeça do padre José Anchieta, de perfil à esquerda, onde se ostenta a inscrição vertical Anchieta. Embaixo, à esquerda junto à gola do hábito, as iniciais do desenhista e gravador Calmon Barreto. No reverso, ao um livro aberto encimado pela indicação do valor em círculo 1.000 réis, entre dois tiletes; sob o valor, a data 1936. Na parte inferior do campo a palavra Brasil, seguida pelo monograma do desenhista e gravador Walter Toledo.

2$000 - No anverso, o busto do duque de Caxias de perfil e cobertura armada, à direita onde sobressai a inscrição vertical trissílaba Ca-xi-as. Na parte inferior do campo, à direita, o monograma do prof. Leopoldo Campos, e à esquerda uma coroa ducal. No reverso, ao centro, um punho de espada, encimado pela inscrição circular Brasil entre dois filetes. Indicam o valor: um 2 incluso nos copos da arma, um ponto saliente no punho e três zeros entrelaçados, em segmento. Acima dos zeros, a data 1936 e embaixo a abreviatura Rs. . No exergo, o monograma do desenhista e gravador Walter Toledo.

5$000 - No anverso, o busto de Santos Dumont, de perfil à esquerda, ladeado pelas inscrições verticais Santos à esquerda, e Dumont à direita. No exergo, sob o mento da figura, o monograma do desenhista e gravador Calmon Barreto. No reverso, uma asa aberta ao voo, da direita para a esquerda, tendo acima a inserição Brasil e embaixo o valor sobreposto à palavra Réis entre dois pontos. Sob a ponta da asa, à esquerda, a data 1936 e no exergo a sigla do desenhista e gravador Walter Toledo.

Dossier BIC: 3.5.5.4 - Brasileiros Ilustres Centenários, 1939Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.4 - CEMIP RNC CMO BENRN BIC - Dossier Brasileiros Ilustres Centenários, 1939 - 2ª Série Rep. Réis Era Vargas.

2ª Série Republica padrão Réis Era Vargas - Série Brasileiros Ilustres Centenários.

BRASILEIROS ILUSTRES - 2a SÉRIE (CENTENÁRIOS)

O Decreto-Lei Nº 1538 de 24 de agosto de 1939 autorizou a cunhagem de réis, de uma segunda série com Brasileiros ilustres.

Agora, a moeda de $500 réis mostra o autor e poeta Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908).

A nova moeda de 1000 réis tem a imagem do filósofo e poeta Tobias Barreto de Menezes (1839-1889) e

a moeda de 2000 réis mostra ex-presidente Marechal Floriano Peixoto (1842-1895).

O Decreto-Lei NO 3249 de 8 de maio de 1941 e N O 4020 de 15 de janeiro de 1942 autorizaram uma segunda e terceira cunhagem da mesma série até uma importância de 20:000$000 réis para cada valor. Todas as moedas foram cunhadas a data 1939.

A Série de Brasileiros Ilustres foi cunhada a primeira vez no ano de 1935. Essa "primeira" série ficou conhecida como a "série do primeiro ano" ou primeira série (primeira emissão). Prosseguiu no período de 1936 a 1938 (primeira série - segunda emissão) dando continuidade ao mesmo documento que ordenou a primeira cunhagem de 1935, e foi repetida em 1939 (segunda série, dos centenários). Alguns autores não fazem distinção entre as duas primeiras séries, unindo-as e denominando a última como "segunda série". Porém, para fins didáticos, preferimos adotar o sistema de dividir a série em três períodos distintos, denominando-as primeira série (dividida em primeira e segunda emissões), e segunda série, dedicada aos centenários. Entendemos que, para o leitor, a divisão em 3 emissões (as duas de 1935 e a sucessiva dos centenários) é mais simples e conveniente para o entendimento das diferenças de dimensões, peso e pureza.

Dossier VAR: 3.5.5.5 - Vargas, 1940 - 1942Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.5 - CEMIP RNC CMO BENRN VAR - Dossier Vargas, 1940 - 1942 - Rep. Réis Era Vargas - Vargas.

Republica padrão Réis Era Vargas - Série Vargas.

SÉRIE VARGAS - $400, $300, $200 E $100 RÉIS

DECRETO LEI Nº 849, DE 9 DE NOVEMBRO DE 1938

Autoriza o Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda a mandar cunhar na Casa da Moeda a importância de dez mil contos de réis (10.000:000$000) em moedas divisionárias de "cupro-níquel".

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da faculdade que lhe confere 0 art. 180 da Constituição Federal,

DECRETA:

Art. 1º Fica o Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda autorizado a mandar cunhar na Casa da Moeda a importância de dez mil contos de réis (10.000:000$000) em moedas divisionárias de cupro-níquel, dos valores de $400, $300, $200 e $100.

Art. 2º A cunhagem da importância mencionada no artigo anterior terá início imediatamente, devendo as respectivas peças conter o valor, peso, diâmetro, título e composição constantes do quadro seguinte: Todas as moedas em Cupro-níquel nos valores de $400,$300, $200 e $100, nos pesos de 5,5, 4,5, 3,5 e 2,5gr. Diâmetros de 23, 21, 19, e 17 mm tendo a composição de 750% Cu e 250% Ni.

Art. 5º Nas faces de todas as moedas cunhadas na conformidade deste decreto-lei serão estampadas composições comemorativas do primeiro aniversário da Constituição de 10 de novembro de 1937, observadas as instruções que, para esse fim, forem expedidas pelo Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda. Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1938, 117º da Independência e 500 da República. GETÚLIO VARGAS  - A. de Souza Costa. Essas moedas deveriam ser cunhadas para comemorar o primeiro aniversário da constituição de 1º de novembro de 1937. O Decreto-Lei No. 2305 de 13 de junho de 1940 e No. 4020 de 15 de janeiro de 1942 autorizaram uma segunda e terceira cunhagem de 10.000:000$000. As moedas têm a efígie do Presidente Dr. Getúlio Dornelles Vargas, Presidente do Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. O Decreto-Lei Nº 4299 de 15 de 1942 alterou a composição das moedas para 88% de cobre e 12% de níquel, fazendo que as moedas adquirissem uma coloração rosa. Estas Moedas são os últimos exemplares do padrão réis; em outubro de 1942 entrou em vigor o novo padrão monetário, o "cruzeiro".

A autoria dos cunhos é dos gravadores Walfrides Bruno Trinidade (reverso 400 réis 1940), Leopoldo Alves de Campo (anverso de todas as moedas), Orlando Moutinho Maia (reverso 100 e 400 réis 1938 e reverso 100 réis 1940), Benedito de Araújo Ribeiro (reverso de 300 réis de 1938 e 1940) e Basílio Francisco Nunes (reverso de 200 réis 1940).

Dossier CVBRZ: 3.5.5.6 - Cruzeiro Velho BRZ, 1942 - 1945Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.6 - CEMIP RNC CMO BENRN CVBRZ - Dossier Cruzeiro Velho.

Republica 1ª Edição do Cruzeiro Era Vargas - Cruzeiro Velho BRZ.

Fim do padrão RÉIS - Início do padrão CRUZEIRO

O Cruzeiro (CR$) também conhecido como Cruzeiro Antigo foi a primeira moeda a utilizar os centavos no Brasil. Foi emitida em substituição ao padrão Réis, em vigor durante o período colonial, Monarquia e também durante o início da República. Vigorou durante 0 período compreendido entre 1/11/1942 e 12/02/1967, quando por conta da alta da inflação dos anos 50 e 60, houve a necessidade de modificar o padrão da moeda a fim de possibilitar uma contabilidade mais adequada das somas que estavam cada vez mais vultosas por conta do descontrole monetário. Assim, foi criada a moeda transitória Cruzeiro Novo, que tinha o valor de 1.000 cruzeiros antigos e colocadas a circular até que as novas cédulas, lançadas em 1970 e emitidas pela Casa da Moeda do Brasil, entrassem em circulação.

O Cruzeiro (Cr$) foi a moeda do Brasil de 1942 a 1967; de 1970 a 1986 e, também, de 1990 a 1993. Sua adoção se deu pela primeira vez em 1942, durante o Estado Novo, na primeira mudança do padrão monetário no país, com o propósito de uniformizar o dinheiro em circulação. Um cruzeiro (1,00 CR$) equivalia a 1$000 (hum mil réis). Em seguida, o Cruzeiro passou por uma reforma monetária durante o governo Castelo Branco, sendo temporariamente substituído pelo Cruzeiro Novo. A moeda voltou a ser substituída pela equipe do presidente José Sarney, com o plano Cruzado; o Cruzeiro voltou a vigorar no governo Collor e foi definitivamente substituído pelo Cruzeiro Real em 1993.

Origem do nome A primeira sugestão do nome Cruzeiro para a moeda no Brasil, foi feita pelo economista Carlos Inglês de Sousa em novembro de 1926, no seu livro Restauração da Moeda no Brasil, onde retomava sua preconização para a melhoria da moeda, já exposta em 1924 no seu outro livro A Anarquia Monetária e suas Consequências, onde propunha substituir a unidade réis (ou mil-réis) por outra denominada Cruzeiro. Trata-se da primeira referência direta e documentada ao nome da moeda em substituição ao Réis (mil-réis) então em circulação. Várias alterações nos padrões monetários, devidas principalmente à crescente inflação gerada pela equivocada gestão das finanças do país, terminaram por gerar um sistema que, num prazo de pouco mais de 50 anos mudou a denominação da moeda por oito vezes: CRUZEIRO - 01/11/1942 a 12/12/1967 CRUZEIRO NOVO - 13/12/1967 a 14/05/1970 CRUZEIRO - 15/05/1970 a 27/02/1986 CRUZADO - 28/02/1986 a 15/01/1989 CRUZADO NOVO - 16/01/1989 a 15/03/1990 CRUZEIRO - 16/03/1990 a 31/07/1993 CRUZEIRO REAL - 01/08/1993 a 30/06/1994 REAL - 01/07/1994 - em circulação Apesar da semelhança entre os vários tipos, na verdade existe uma diferença que, apesar de não ser notada à primeira vista, distingue as moedas não só na composição metálica como também no seu peso. Essa diferença, apesar de negligenciada na maioria dos catálogos, existe e deve ser usada como parâmetro na formação do acervo numismático.

Primeira edição do Cruzeiro (Cr$) - De 1/11/1942 a 12/02/1967. Foi introduzido pela primeira vez em 10 de novembro de 1942. Sua denominação se baseava na constelação do Cruzeiro do sul, escolhido símbolo da Pátria. Essa primeira edição da moeda recebeu o código ISSO 4217 BRZ

Dossier CGI1SAL: 3.5.5.7 - Cruzeiro Getúlio Ilustres e 1ª Série Alumínio, 1945 - 1964Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.5.7 - CEMIP RNC CMO BENRN CGI1SAL - Dossier 7: Cruzeiro Getúlio Ilustres e 1ª Série Alumínio, Cruzeiro Getúlio Ilustres e 1ª Série Alumínio 1958 a 1961.

República Nova: Cruzeiro Getúlio Ilustres e 1ª Série Alumínio

- Cruzeiro Getúlio Ilustres - 10 centavos JOSÉ BONIFÁCIO, 20 Centavos RUI BARBOSA, 50 Centavos PRESIDENTE DUTRA, 1 Cruzeiro MAPA e 2 Cruzeiros MAPA

- 1ª Série Alumínio 1958 a 1961 - 10,20,50 centavos e 1 e 2 Cruzeiros em Alumínio

O Decreto-lei nº. 4.791, de 05/10/1942 (DOU de 06/10/1942), instituiu o CRUZEIRO como unidade monetária brasileira, com equivalência a um mil réis.

A Lei nº. 4.511, de 01/12/1964 (DOU de 02/12/1964), extinguiu a fração do cruzeiro denominada centavo.

Series BRMANR: 3.5.6 - Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República, 1964 - 1985 / 1985 - 1994Adicionar a Cesta.

3.5.6 - CEMIP RNC CMO BRMANR Série BRMANR: Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República, 1964 - 1985 / 1985 - 1994

A Série Brasil Regime Militar e Abertura abarca subséries que abrangem o período histórico-sócio-cultural de 1964 a 1985 e de 1985 a 1994. Abrange nove Dossiers: 2ª Série Alumínio, Cruzeiro Novo NCr$, FAO, SCIP (Soja; Cana; Café; Integração; Igreja; Plano Piloto), Brasão Armas Nacionais, AXÉ, BPGR (Boiadeiro; Pescador; Garimpeiro; Rendeira) - Cruzado Novo, BSBPTAT (Bandeira; Salineiro; Seringueiro; Baiana; Peixe; Boi; Tartaruga; Acará; Tiradentes) e LGOPTA[/b] (Lobo Guará, Onça Pintada, Tamanduá e Araras)

O Cruzeiro Novo (NCr$) - De 13/02/1967 a 14/05/1970. Circulou transitoriamente no Brasil no período entre 13 de fevereiro de 1967 e 14 de maio de 1970. Trata-se de um padrão criado em virtude da perda de valor do Cruzeiro, moeda em vigor desde 1942 e que sofreu enorme depreciação por conta do aumento da inflação decorrente da instabilidade política e descontrole das contas públicas. Em virtude disso, foi preparada uma reforma monetária, na qual a nova moeda recebeu o nome de Cruzeiro Novo, para se evitar que houvesse confusão de valores entre as cédulas que seriam preparadas para o novo padrão, e aquelas do padrão então existente.

Segunda edição do Cruzeiro (Cr$) - De 15/05/1970 a 27/02/1986. Em conclusão à reforma monetária iniciada em 1967, com a criação do padrão transitório Cruzeiro Novo, a partir do dia 15 de maio de 1970, foram colocadas novas moedas em circulação. A partir daí, houve a supressão da palavra novo e do N constante no símbolo da moeda então circulante, que voltou a se denominar apenas Cruzeiro. Essa moeda recebeu o código ISO 4217 BRB e circulou até a criação do Cruzado (Cz$) em 28 de fevereiro de 1986.

O cruzado (Cz$) - De 28/02/1986 a 15/01/1989. Criada no Brasil pelo Plano Cruzado, em 28 de Fevereiro de 1986, como parte de um pacote de medidas para tentar conter a inflação. O nome foi inspirado em uma antiga moeda que circulou em Portugal nos tempos em que o Brasil ainda era uma Colônia. A partir de meados da década de 1970, um intenso e progressivo processo inflacionário atingiu o seu cume no início dos anos 1980. Esse desajuste acabou prevalecendo durante a curta existência do Cruzado, contribuindo para que esse período ficasse conhecido no Brasil como a Década Perdida. O Cruzado foi representado pelo símbolo Cz$ e possuía código ISO 4217 BRC, onde 1 cruzado equivalia a 1.000 cruzeiros (novos). Foi marcante pela volta dos centavos como subdivisão da moeda visto que haviam sido abolidos em 1984, devido a desvalorização do Cruzeiro.

O Cruzado Novo (NCz$) - De 16/01/1989 a 15/03/1990. Moeda que circulou de 16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990. Foi consequência da reforma monetária promovida pelo Plano Verão, instituído pelo ministro Maílson da Nóbrega, em 1989. O Cruzado Novo correspondia a 1.000 Cz$ (mil cruzados); ou seja, em 16 de janeiro de 1989 houve um corte de 3 (três) zeros na moeda. O código ISO 4217 para esta moeda era BRN.

Terceira edição do Cruzeiro (Cr$) - De 16/03/1990 a 31/07/1993. De 16 de março de 1990 a 31 de julho de 1993, durante o governo de Fernando Collor, o Cruzeiro volta como unidade monetária nacional, mantendo, contudo, a equivalência com o padrão anterior, o cruzado novo, quando, após um período de transição com o cruzeiro real, foi adotado o padrão em uso até hoje: o Real (R$). Essa moeda recebeu o código ISO 4217 BRE.

O Cruzeiro Real (CR$) - De 31/07/1990 a 30/06/1994. O Cruzeiro Real (CR$) foi o padrão monetário no Brasil entre 1 de agosto de 1993 a 30 de junho de 1994. A Medida Provisória ne 336, de 28.07.1993, convertida na Lei 8.697, de 27.08.1993, instituiu o CRUZEIRO REAL, a partir de 01.08.1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução no 2.010, de 28.07.1993, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema monetário. O código ISO 4217 desta moeda era BRR. Em 1994, todo o numerário das cédulas e moedas desse padrão, bem como as cédulas remanescentes dos padrões anteriores foram recolhidas na troca pelas novas cédulas do padrão Real, perdendo o seu valor a partir de agosto deste mesmo ano.

Dossier 2SAL: 3.5.6.1 - 2ª Série Alumínio, 1964 - 1967Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.1 - CEMIP RNC CMO BRMANR 2SAL - Dossier Cruzeiro Regime Militar. 2ª Série Alumínio 1958 a 1961.

A Série foi emitida pelo BANCO CENTRAL. São 3 peças. Duas em alumínio e uma em Cupro-alumínio.

Dossier NCr$: 3.5.6.2 - Cruzeiro Novo NCr$ Regime Militar Padrão Transitório, 1967 - 1970Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.2 - CEMIP RNC CMO BRMANR NCr$ - Dossier Cruzeiro Novo NCr$ Regime Militar - Padrão Transitório Cruzeiro Novo NCr$ - 1967 - 1970

O Cruzeiro Novo (NCr$) - De 13/02/1967 a 14/05/1970.

Circulou transitoriamente no Brasil no período entre 13 de fevereiro de 1967 e 14 de maio de 1970. Trata-se de um padrão criado em virtude da perda de valor do Cruzeiro, moeda em vigor desde 1942 e que sofreu enorme depreciação por conta do aumento da inflação decorrente da instabilidade política e descontrole das contas públicas. Em virtude disso, foi preparada uma reforma monetária, na qual a nova moeda recebeu o nome de Cruzeiro Novo, para se evitar que houvesse confusão de valores entre as cédulas que seriam preparadas para o novo padrão, e aquelas do padrão então existente.

Dossier FAO: 3.5.6.3 - FAO , 1970 - 1979Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.3 - CEMIP RNC CMO BRMANR FAO - Dossier 2º Cruzeiro BRB, 1970 - 1979 - Regime Militar FAO

FAO faz parte da Segunda edição do Cruzeiro (Cr$) - De 15/05/1970 a 27/02/1986.

Em conclusão à reforma monetária iniciada em 1967, com a criação do padrão transitório Cruzeiro Novo, a partir do dia 15 de maio de 1970, foram colocadas novas moedas em circulação. A partir daí, houve a supressão da palavra novo e do N constante no símbolo da moeda então circulante, que voltou a se denominar apenas Cruzeiro. Essa moeda recebeu o código ISO 4217 BRB e circulou até a criação do Cruzado (Cz$) em 28 de fevereiro de 1986.

Dossier SCIP: 3.5.5.4 - SCIP (Soja; Cana; Café; Integração; Igreja; Plano Piloto)., 1979 - 1986Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.4 - CEMIP RNC CMO BRMANR SCIP - Dossier Cruzeiro, 1979 - 1986 Republica Abertura. SCIP (Soja; Cana; Café; Integração; Igreja; Plano Piloto).

2ª Família do Cruzeiro Inox.

Neste Dossier encontram-se as moedas de 1 centavo Soja, 1 Cruzeiro Cana, 5 Cuzeiros Café, 10 Cruzeiros Inegração, 20 Cruzeiros Igreja e 50 Cruzeiros Plano Piloto.

Dossier BAN: 3.5.6.5 - Brasão Armas Nacionais, 1986 - 1987Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.5 - CEMIP RNC CMO BRMANR BAN - Dossier Cruzeiro, 1986 - 1987 - Nova República. Cruzeiro - Brasão Armas Nacionais

A Lei 7.214, de 15/8/1984 extingue a fração do Cruzeiro denominada centavo (Cr70-81 a Cr70-88)

Os Valores ficaram 100, 200 e 500 Cruzeiros

Período de vigência: 03/10/1985 a 30/06/1987

Dossier AXÉ: 3.5.5.6 - Centenário da Abolição AXÉ, 1988Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.6 - CEMIP RNC CMO BRMANR AXÉ - Dossier Cruzados, 1988 - Nova República. Centenário da Abolição AXÉ

Aço Inox Período de Vigência: 3/10/1988 a 31/7/1993 

100,00 A: Homem negro e inscrições "CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO", "1888 1988" e "AXÉ"

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

100,00 A: Mulher negra e inscrições "CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO", "1888 1988" e "AXÉ"

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

100,00 A: Criança negra e inscrições "CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO", "1888 1988" e "AXÉ"

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

Dossier BPGR: 3.5.5.7 - BPGR (Boiadeiro; Pescador; Garimpeiro; Rendeira) - O Cruzado Novo (NCz$), 1989 - 1990Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.7 - CEMIP RNC CMO BRMANR BPGR - Dossier Cruzado Novo NCz$, 1989 - 1990 - Nova República. BPGR (Boiadeiro; Pescador; Garimpeiro; Rendeira).

O Cruzado Novo (NCz$) - De 16/01/1989 a 15/03/1990.

Moeda que circulou de 16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990. Foi consequência da reforma monetária promovida pelo Plano Verão, instituído pelo ministro Maílson da Nóbrega, em 1989. O Cruzado Novo correspondia a 1.000 Cz$ (mil cruzados); ou seja, em 16 de janeiro de 1989 houve um corte de 3 (três) zeros na moeda. O código ISO 4217 para esta moeda era BRN.

As moedas em aço inox -

0,01

A: Figura do boiadeiro e data

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

0,05

A: Figura do jangadeiro e data

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

0,10

A: Figura do garimpeiro e data

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

0,50

A: Figura da rendeira e data

R: Valor, dístico Brasil e estrelas

1,00

A: Efígie da República e inscrição "1889 CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1989"

R: Valor, Bandeira e o Cruzeiro do Sul Moeda comemorativa do Centenário da Proclamação da República do Brasil (circulação comum)

200,00

A: Efígie da República e inscrição

"1889 CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1989" R: Valor, Bandeira e o Cruzeiro do Sul

Prata 1989

Moeda comemorativa do Centenário da Proclamação

da República do Brasil (fundo espelhado e relevo fosqueado proof)

Dossier BSBPTAT: 3.5.6.8 - BSBPTAT (Bandeira; Salineiro; Seringueiro; Baiana; Peixe; Boi; Tartaruga; Acará; Tiradentes) - Figuras Regionais e Fauna Aquática - 3º Cruzeiro (Cr$), 1990 - 1993Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.8 - CEMIP RNC CMO BRMANR BSBPTAT - Dossier 3º Cruzeiro BRE, 1990 - 1993 - Nova República Figuras Regionais e Fauna Aquática. BSBPTAT (Bandeira; Salineiro; Seringueiro; Baiana; Peixe; Boi; Tartaruga; Acará; Tiradentes)

O 3º Cruzeiro (Cr$) Terceira edição do Cruzeiro - De 16/03/1990 a 31/07/1993.

De 16 de março de 1990 a 31 de julho de 1993, durante o governo de Fernando Collor, o Cruzeiro volta como unidade monetária nacional, mantendo, contudo, a equivalência com o padrão anterior, o cruzado novo, quando, após um período de transição com o cruzeiro real, foi adotado o padrão em uso até hoje: o Real (R$). Essa moeda recebeu o código ISO 4217 BRE.

1,00

A: Bandeira, Cruzeiro do Sul e data

R: Valor e dístico BRASIL

5,00 A: Figura do salineiro e data

R: Valor e dístico BRASIL

10,00 A: Figura do seringueiro e data

R: Valor e dístico BRASIL

50,00 A: Figura da baiana e data

R: Valor e dístico BRASIL

500,00

A: Espaço oceânico, rosa-dos-ventos, nau Stª Maria e inscrições ENCONTRO DE DOIS MUNDOS e 1492-1992

R: Valor, Armas Nacionais e emblemas dos demais países emissores

2.000,00

Prata 1992 Comemorativa dos 500 Anos do Descobrimento da América "Encontro de Dois Mundos"

A: Morros do Pão de Açúcar e da Urca, no Rio de Janeiro e data

R: Orquídea, beija-flor e valor

100,00 A: Figura do peixe-boi

R: Valor, data e dístico BRASIL

500,00 A: Figura da tartaruga-marinha

R: Valor, data e dístico BRASIL

5.000,00 A: Efígie de Tiradentes e as legendas LIBERDADE, CIDADANIA e TIRADENTES

R: Valor, dístico BRASIL e corda sem laço

1.000,00 A: Figura de dois peixes acará

R: Valor, data e dístico BRASIL

Dossier LGOPTA: 3.5.5.9 - LGOPTA (Lobo Guará, Onça Pintada, Tamanduá e Araras) - Cruzeiro Real (CR$), 1990-1994Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.6.9 - CEMIP RNC CMO BRMANR LGOPTA - Dossier Cruzeiro Real, 1993 - 1994 - LGOPTA (Lobo Guará, Onça Pintada, Tamanduá e Araras).

O Cruzeiro Real (CR$) - De 31/07/1990 a 30/06/1994.

O Cruzeiro Real (CR$) foi o padrão monetário no Brasil entre 1 de agosto de 1993 a 30 de junho de 1994. A Medida Provisória ne 336, de 28.07.1993, convertida na Lei 8.697, de 27.08.1993, instituiu o CRUZEIRO REAL, a partir de 01.08.1993, em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Resolução no 2.010, de 28.07.1993, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança na unidade do sistema monetário. O código ISO 4217 desta moeda era BRR.

Em 1994, todo o numerário das cédulas e moedas desse padrão, bem como as cédulas remanescentes dos padrões anteriores foram recolhidas na troca pelas novas cédulas do padrão Real, perdendo o seu valor a partir de agosto deste mesmo ano.

5,00

A: Figura de duas araras

R: Valor, data e dístico Brasil 20/9/1993

10,00

A: Figura de um tamanduá

R: Valor, data e dístico BRASIL 20/9/1993

50,00

A: Figura de uma onça-pintada

R: Valor, data e dístico BRASIL 10/12/1993

100,00

A: Figura de um lobo-guará

R: Valor, data e dístico BRASIL

Series BNR: 3.5.7 - Brasil Nova República, 1994 <Adicionar a Cesta.View associated digital content.
3.5.7 - CEMIP RNC CMO BNR - A Série Brasil Nova República REAL apresenta três Dossiers: A Priemira Família, A Segunda Família e as Comeorativas,que abrangem o período histórico-sócio-cultural de 1994 até a atualidade, mais precisamente o período da existência do REAL.
Subject/Index Terms:
Plano Real
Moeda -- Real Brasileiro
Dossier R1FR: 3.5.7.1 - REAL 1ª Familia, 1994 - 1997Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.7.1 - CEMIP RNC CMO BNR R1FR - Brasil Nova República - REAL 1ª Familia

A primeira Familia do REAL foi emitida de 1994 a 1997 é toda em aço inoxidável e a segunda é composta de tipos diferenciados de metal e acabamento para facilitar a identificação.

A primeira família é composta de um anverso-padrão, contendo o valor entre ramos de louro estilizados e o ano da cunhagem. O reverso possui a Efígie da República ao lado de ramo de louros. Abaixo da alegoria há o dístico "BRASIL", presente em todas as moedas desde o século XVII.

Após a adoção do real, na tentativa de se facilitar o troco, foi colocada em circulação no dia 30 de setembro de 1994 a moeda de 25 centavos, então inédita no Brasil, uma vez que nos padrões anteriores a moeda intermediária entre os valores de 10 e 50 centavos tinha o valor de 20 centavos.

Uma das curiosidades desta moeda e que a destaca das demais é o fato dela ter um campo heptagonal inscrito na circunferência da moeda, além do anverso o valor sobre uma alegoria em ondas e reverso com a efígie representativa da República, ladeada pela inscrição "BRASIL".

Na parte inferior, há o ano de cunhagem.

Todas as moedas continuam em circulação, exceto as de um real de aço inoxidável, que foram retiradas em 23 de dezembro de 2003 devido a alto índice de falsificações.

Dossier R2FR: 3.5.7.1 - REAL 2ª Familia - 1998 <Adicionar a Cesta.

3.5.7.2 - CEMIP RNC CMO BNR R2FR - Brasil Nova República - REAL 2ª Familia - 1998

A 2ª família do Real foi lançada em 1998 teve o desenho escolhido pela população em concurso realizado pelo Banco Central e foi concebida pela Casa da Moeda do Brasil. Todas as moedas estão em circulação.

O anverso segue um padrão comum a todas as moedas, composto do valor e alegoria estilizada em alusão à Bandeira Nacional. Abaixo, em baixo relevo, é indicado o ano da cunhagem.

Dossier RC: 3.5.7.3 - REAL Comemorativas, 1994 <Adicionar a Cesta.

3.5.7.3 - CEMIP RNC CMO BNR RC - Brasil Nova República - REAL Comemorativas

O real possui várias emissões de moedas comemorativas. Elas se dividem em dois tipos, de circulação comum e especiais em estojo, voltada para colecionadores.


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[Series BENRN: 3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova, 1930 - 1945 / 1945 - 1964],
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[Series BNR: 3.5.7 - Brasil Nova República, 1994 <],
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