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Visão Geral

Resumo

Âmbito e Conteúdo

Informação Administrativa

Descrição Detalhada

3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações

3.5.2 - Brasil Pré Colonial e Colonial

3.5.3 - Brasil Império

3.5.4 - Brasil Primeira República - República Velha

3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova

3.5.6 - Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República

3.5.7 - Brasil Nova República



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3.5 - Seção Coleção de Moedas | Centro de Memória e Informação Pessoal Yuri Victorino

By Yuri Victorino I da Silva

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Collection Overview

Title: 3.5 - Seção Coleção de MoedasAdicionar a Cesta.View associated digital content.

ID: CEMIP/RNC/CMO

Primary Creator: Yuri Victorino Inácio da Silva

Extent: 0.0

Forms of Material: Numismatica - Moedas

Languages: Portuguese

Abstract

Seção Coleção de Moedas - CMO contém moedas do Brasil e outras dos países dominadores do território brasileiro.

As peças estão inter-relacionadas por questões históricas, geopolíticas e econômicas ligadas ao terrritório que hoje constitui o Brasil.

Scope and Contents of the Materials

3.5 - CEMIP RNC CMO - Seção Coleção de Moedas. A Seção Coleção está dividida em sete Séries. Cada Série corresponde a um período sócio-histórico-cultural definido pela instituição.

3.5.1 - CEMIP RNC CMO BPI: Brasil Primário Indígena e Ocupações - Invasões sobre territórios indígenas - 1100/1664

3.5.2 - CEMIP RNC CMO BPCC: Brasil Pré Colonial e Colonial - 1664/1822

3.5.3 - CEMIP RNC CMO BI: Brasil Imperial - 1822/1889

3.5.4 - CEMIP RNC CMO BPR: Brasil Primeira República - 1889/1930

3.5.5 - CEMIP RNC CMO BENRN: Brasil Estado Novo e República Nova - 1930/1945 - 1945/1964

3.5.6 - CEMIP RNC CMO BRMANR: Brasil Regime Militar e Abertura e Nova República - 1964/1985 - 1985/1994

3.5.7 - CEMIP RNC CMO BNR: Brasil Nova República, 1994 - Atualidade

A coleção é provenientes de doações ou aquisição de acervos ou itens únicos. Segue cronologia histórica em:

Séries: divididas em: datação histórica, temáticas sócio/culturais.

Dossier: em personagens.

Item: metal, datação, valor e letra monetária, podendo haver outras informações.

A descrição das peças foi baseada em catálogos brasileiros e internacionais, universalmente reconhecidos.

Administrative Information

Repository: Centro de Memória e Informação Pessoal Yuri Victorino

Access Restrictions: Consulta local por agendamento


Box and Folder Listing


Browse by Series:

[Series BPI: 3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações, 1100 - 1664],
[Series BPCC: 3.5.2 - Brasil Pré Colonial e Colonial, 1656 - 1822],
[Series BI: 3.5.3 - Brasil Império, 1822 - 1899],
[Series B1R: 3.5.4 - Brasil Primeira República - República Velha, 1889 - 1930],
[Series BENRN: 3.5.5 - Brasil Estado Novo e República Nova, 1930 - 1945 / 1945 - 1964],
[Series BRMANR: 3.5.6 - Brasil Regime Militar, Abertura e Nova República, 1964 - 1985 / 1985 - 1994],
[Series BNR: 3.5.7 - Brasil Nova República, 1994 <],
[All]

Series BPI: 3.5.1 - Brasil Primário Indígena e Ocupações, 1100 - 1664Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1 - CEMIP RNC CMO BPI - A Série Brasil Primário Indígena e Ocupações compreende subséries - não necessariamente estão em ordem cronológica crescente -  que abrangem o período histórico-sócio-cultural que vai aproximadamente de 1100 a 1664.

Acreditamos que durante este período (Idade Média Plena, a Baixa Idade Média, a Renascença) é que iniciou de maneira mais intensa a incursão no território indígena brasileiro. Resultado se deu devido às migrações dos povos, busca de novas terras e comércios, fruto do desenvolvimento das tecnologias marítimas e de navegação, entre outros. O desenvolvimento de tecnologias proporcionou que maiores distâncias pudessem ser alcançadas.

O mundo era Eurocentrista e/ou Afro-Eurasista. Isso porque nesta época ainda não havia obviamente a interação sistemática com as Américas - embora houvesse em pequena escala - enquanto que a interação entre os continentes proporcionou o desenvolvimento tecnológico, interação social e cultura.

Durante a Baixa Idade Média, próximo do ano 1200, verifica-se na Europa um crescimento demográfico muito acentuado e um renascimento do comércio, à medida que inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e colheitas. É durante este período que se iniciam e consolidam as duas estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o senhorialismo – a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a um nobre – e o feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus senhores, recebendo como compensação uma propriedade senhorial e o direito a cobrar impostos em determinado território. As Cruzadas, anunciadas pela primeira vez em 1095, representam a tentativa da cristandade em recuperar dos muçulmanos o domínio sobre a Terra Santa, tendo chegado a estabelecer alguns estados cristãos no Médio Oriente. A vida cultural foi dominada pela escolástica, uma filosofia que procurou unir a fé à razão, e pela fundação das primeiras universidades. A obra de Tomás de Aquino, a pintura de Giotto, a poesia de Dante e Chaucer, as viagens de Marco Polo e a edificação das imponentes catedrais góticas estão entre as mais destacadas façanhas deste período.

Os dois últimos séculos da Baixa Idade Média ficaram marcados por várias guerras, adversidades e catástrofes. A população foi dizimada por sucessivas carestias e pestes; só a peste negra foi responsável pela morte de um terço da população europeia entre 1347 e 1350. O Grande Cisma do Ocidente no seio da Igreja teve consequências profundas na sociedade e foi um dos fatores que esteve na origem de inúmeras guerras entre estados. Assistiu-se também a diversas guerras civis e revoltas populares dentro dos próprios reinos. O progresso cultural e tecnológico transformou por completo a sociedade europeia, concluindo a Idade Média e dando início à Idade Moderna.

Não há duvida que no início da Idade Média a primeira tecnologia era o fabrico das embarcações. Cada vez mais fortes, resistentes e capazes de armazenar volumes sempre maiores. A bússola apareceu também nessa época, de origem chinesa. Entre outros, estes instrumentos possibilitaram a navegação nos mares desta região com maior segurança e facilidade. O que obviamente aumentou a interação entre todos os povos. A interação era extremamente interessante para alguns povos, por motivos economicos e sociais e como regra geral do comercio. A exportação encontra uma grande porta aberta. Ou seja, os povos viajavam de uma região para a outra, extraindo da natureza os bens, comprando e vendendo, assumindo responsabilidades e desenvolvendo o início do comércio internacional.

Esta interação sofria a influência de árabes, indianos, chineses, africanos, europeus, cristãos, budistas, hinduistas, muçulmanos, judeus. O grande líder destas interações não era a religião, a raça ou o poder. Eram os negócios.

Haviam leis, proteções e tratados. E as regras eram seguidas e respeitadas, pois eram sujeitas à pequenas organizações que fiscalizavam os acordos da época. Quem não cumprisse, poderia perder o direito a navegar e comercializar.

Dentre os produtos comercializados estavam a seda, as especiarias, metais como ouro, prata, cobre, madeira, animais, escravos e livros!

Com a chegada oficial dos portugueses ao Brasil em 1440, começa a extração do pau-Brasil na região litorânea, usando mão-de-obra indígena. Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira. Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam.

- Ciclo do pau-brasil (1440 a 1530)

Esta época foi marcada por conflitos entre portugueses, ingleses, franceses e holandeses à costa brasileira.

Ciclo do açúcar (1530 até século XVII) - Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar. - A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis.

Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.

Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.

Entre 1581/1640 o territporio esteve sob domínio espanhol dos Reis Felipes. - A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.

Circularam várias moedas neste período, especialmente as espanholas, holandesas, francesas, inglesas e portuguesas.

Em 1583 os franceses atacam Santos e Rio de Janeiro. A partir de 1594 passam a investir contra o nordeste; em 1597, na Paraíba e no RGN, e, em 1612, iniciam com apoio da coroa francesa a fundação da França Equinocial, uma tentativa de estabelecer uma empresa colonial no maranhão.

Os ingleses atacaram Salvador em 1587 e saquearam Santos em 1591.

Início das Entradas e Bandeiras: Raposo Tavares entre 1598-1658, partiu de São Paulo em direção às regiões sul e centro-oeste do Brasil. Tinha como objetivo a captura de indígenas.

Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau.

Dossier RC: 3.5.1.1 - Os Reis Católicos Fernando II e Isabel, 1479 - 1516, 1479-1516Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.1 - CEMIP RNC CMO BPI RC - O Dossier Os Reis Católicos Isabel I de Aragão e Fernando II de Castela trata das moedas destes Reis no período relacionado.

Fernando II Rei de Castela (1474-1504) Isabel I de Aragão (1479-1516), de Sicilia (1468-1516) e Nápoles (1504-1516) foram os Reis Católicos que imergiram a Inquisição Espanhola.

O título de Reis Católicos é o nome pelo qual ficou conhecido o casal composto pela Rainha Dona Isabel de Castela e o Rei Dom Fernando II de Aragão. Concretizaram a união dinástica entre os dois reinos ibéricos, criando a Monarquia Católica, que em 1812 passaria a ser conhecida por Monarquia de Espanha.

O casamento de Dona Isabel I de Castela com Dom Fernando II de Aragão não antevia o sucesso do casal no governo de Espanha. Com efeito, apesar do contributo,da colaboração para a unificação da actual Espanha, a nobreza não era consensual no que dizia respeito à decisão sobre quem deveria ascender ao trono do país: houvera quem preferisse a Infanta Don Joana, prometida a Dom Afonso V de Portugal (que, por isso, também concorria ao trono). Porém, D. Joana era tida como filha ilegítima de D. Henrique IV de Castela, fruto de uma polémica relação da esposa do rei com um fidalgo.

Assim, Isabel I, meia-irmã do rei, faz-se proclamar rainha de Castela nas Cortes de Valladolid de 1473. Em 1479, Fernando II torna-se rei de Aragão e consuma-se a união dos dois reinos que, porém, ainda não era suficientemente forte, já que era cercado por Portugal, em plena expansão, a França dos Valois, a pequena Navarra e o reino de Granada.

Apesar de aspirações diferentes dos dois reinos — Aragão dedicava-se ao comércio graças aos seus portos dinâmicos, como Barcelona e as suas possessões em Itália, e Castela aspirava afirmar-se na Europa — souberam estes reinos, através de frutuosa diplomacia e propaganda, construir um sólido Estado que, com a sua determinação, soube financiar a odisseia marítima de Cristóvão Colombo, e preparar-se para a grande cruzada iniciada em 722: a expulsão dos muçulmanos do território ibérico.

Para este feito, recorrem a uma rígida fiscalidade que, em 1482 atinge 70% das receitas; recebem o apoio do Papa que lhes permite dispor das somas recolhidas dos fiéis e das ordens militares, e oferece recompensas e indulgências aos cruzados.

Após quatro anos de tréguas, a guerra entre Granada e Castela reacende-se em 1481, embora não passe de breve escaramuças, ofensivas e cercos. Sabe-se que em 1487 se travaram perto de Málaga duros combates, na consequência dos quais cairia a cidade nas mãos dos cristãos. Depois, ao fim de seis meses de cerco, cede Barza e, por fim, na viragem para o ano de 1492, dá-se a rendição de Granada. Cessava assim o domínio árabe na Península Ibérica, com promessas de preservação de direitos aos muçulmanos (que não viriam a ser cumpridas) e a Espanha podia agora concentrar-se na colonização das Américas.

Note-se que, desde que o Papa Alexandre VI atribuiu o tíulo de Reis Católicos a Fernando e Isabel, os Monarcas de Castela (e, desde então, de Espanha) são conhecidos pelo título de Sua Majestade Católica, pelo que, com propriedade, todos os Reis que se seguiram a D. Fernando e Dª.Isabel poderiam também ser conhecidos por este título.

Dossier DJII: 3.5.1.2 - D. João II de Portugal - O Príncipe Perfeito, 1481 - 1495Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.2 - CEMIP RNC CMO BPI DJII - Dossier D. João II de Portugal - O Príncipe Perfeito, 1481 - 1495 - Dossier que trata do período da Dinastia de D. João II.

João II foi rei da Segunda Dinastia e o decimo terceiro Rei de Portugal, era filho de Dom Afonso V, rei de Portugal e de Dona Isabel, rainha de Portugal, que nasceu em Lisboa a 05 de Maio de 1455 e morreu em Alvor a 25 de Outubro de 1495, e está sepultado na Batalha, no Mosteiro da Batalha, e casou com Dona Leonor com quem teve como descendentes legítimos: Afonso e teve como descendentes ilegítimos: Jorge.

Começou a governar em 1481 e terminou em 1495. Ainda muito jovem, foi incumbido pelo pai Dom Afonso V da regência do reino, enquanto este se ocupava das conquistas no Norte de África. Em 1471, Dom João II participou na expedição a Arzila, onde ganhou fama de valente. Quando Dom João II subiu ao trono, em 1481, queixava-se de que o seu pai apenas o deixara rei das estradas de Portugal. Queria ele dizer, de uma forma exagerada, que praticamente todo o país estava nas mãos da nobreza. A política de Dom João II foi muito diferente da de seu pai. Tudo fez para tornar mais forte e incontestada a sua autoridade de rei. À Casa de Bragança, acusada de traição na pessoa do duque Dom Fernando, que foi sentenciado à morte, foram-lhe confiscados todos os bens. Mas as acusações e mortes não pararam por aqui. Foram muitos os que não escaparam à pesada mão da «justiça joanina». Mas a grande prioridade do seu reinado foram as descobertas marítimas.

Aos descobrimentos efetuados sob a orientação de Dom João II, entre 1474 e 1495, é costume chamar «Descobrimentos joaninos». Foi uma  época muito diferente da anterior, porque as viagens passaram a obedecer a um plano preestabelecido e tinham um objetivo último – a Índia.

Em 1494, na sequência da viagem de Cristóvão Colombo, que recusara, D. João II negociou o Tratado de Tordesilhas com os reis católicos.

Morreu no ano seguinte sem herdeiros legítimos, tendo escolhido para sucessor o duque de Beja, seu primo direito e cunhado que viria a ascender ao trono como Manuel I de Portugal.

Dossier DMI: 3.5.1.3 - D. Manuel I de Portugal - o Aventuroso, 1491 - 1521Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.3 - CEMIP RNC CMO BPI DMI - Dossier D. Manuel I de Portugal - O Aventuroso, 1491 - 1521

Manuel I (Alcochete, 31 de maio de 1469 – Lisboa, 13 de dezembro de 1521), apelidado de "o Afortunado","O Venturoso" e "o Bem-Aventurado", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1495 até à sua morte. Era o filho mais novo do infante Fernando, Duque de Viseu filho do rei Duarte I, e sua esposa a infanta Beatriz de Portugal, neta do rei João I. Manuel ascendeu ao trono após a morte de seu primo o rei João II, que não tinha herdeiros legítimos e o nomeou como seu sucessor. Na realidade, foi o único a subir ao trono sem ser parente em primeiro grau ou descendente do antecessor. Para a sua coroação beneficiou da morte de todos os seis pretendentes que sobre ele teriam prioridade, inclusive do filho do Rei.

Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas, determinantes para a expansão do império português.

Foi o primeiro rei a assumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia. Em 1521, promulgou uma revisão da legislação conhecida como Ordenações Manuelinas, que divulgou com ajuda da recente imprensa.

No seu reinado, apesar da sua resistência inicial, cumprindo as cláusulas do seu casamento com Dona Maria de Aragão, viria a solicitar ao papa em 1515 a instalação da inquisição em Portugal, o que só viria a ser concedido no reinado seguinte, perante novo pedido de D. João III. Com a prosperidade resultante do comércio, em particular o de especiarias, realizou numerosas obras cujo estilo arquitetónico ficou conhecido como manuelino.

Dossier DJIII: 3.5.1.4 - D. João III de Portugal - O Piedoso, 1521 - 1557Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.4 - CEMIP RNC CMO BPI DJIII - Dossier D. João III de Portugal - O Piedoso, 1521 - 1557

João III (Lisboa, 6 de junho de 1502 – Lisboa, 11 de junho de 1557), apelidado de "o Piedoso" e "o Colonizador", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1521 até sua morte. Era o filho mais velho do rei Manuel I e sua segunda esposa a infanta Maria de Aragão e Castela, tendo ascendido ao trono apenas com dezanove anos de idade.

Herdou um império vastíssimo e disperso, nas ilhas atlânticas, costas ocidental e oriental de África, Índia, Malásia, Ilhas do Pacífico, China e Brasil. Continuou a política centralizadora do seu pai. Durante o seu reinado, foi obrigado a negociar as Molucas com Espanha, no tratado de Saragoça, adquiriu novas colónias na Ásia - Chalé, Diu, Bombaim, Baçaim e Macau e um grupo de portugueses chegou pela primeira vez ao Japão em 1543, estendendo a presença portuguesa de Lisboa até Nagasaki.

Para fazer face à pirataria, iniciou a colonização efetiva do Brasil, que dividiu em capitanias hereditárias, estabelecendo o governo central em 1548. Ao mesmo tempo, abandonou diversas cidades fortificadas em Marrocos, devido ao custos da sua defesa face aos ataques muçulmanos. Extremamente religioso, permitiu a introdução da inquisição em Portugalem 1536, obrigando à fuga muitos mercadores judeus e cristãos-novos, forçando o recurso a empréstimos estrangeiros. Inicialmente destacado entre as potências europeias economicas e diplomáticas, viu a rota do Cabo fraquejar, pois a rota do Levante recuperava, e em 1548 teve de mandar fechar a feitoria Portuguesa de Antuérpia. Viu morrer os dez filhos que gerou e a crise iniciada no seu reinado amplificou-se sob o governo do seu neto e sucessor, o rei Sebastião de Portugal.

Dossier DS: 3.5.1.5 - D. Sebastião de Portugal - O Desejado, 1557 - 1578Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.5 - CEMIP RNC CMO BPI DS - Dossier D. Sebastião de Portugal - O Desejado, 1557 - 1578

Sebastião (Lisboa, 20 de janeiro de 1554 – Alcácer-Quibir, 4 de agosto de 1578), apelidado de "o Desejado" e "o Adormecido", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1557 até sua morte. Era filho de João Manuel, Príncipe de Portugal, e Joana da Áustria. Ele ascendeu ao trono aos três anos após a morte de seu avô o rei João III, com uma regência sendo instaurada durante sua minoridade, liderada primeiro por sua avó a rainha Catarina da Áustria e depois por seu tio-avô o cardeal Henrique de Portugal.

Sebastião assumiu o governo aos catorze anos de idade em 1568, manifestando grande fervor religioso e militar. Solicitado a cessar as ameaças às costas portuguesas e motivado a reviver as glórias da chamada Reconquista, decidiu montar um esforço militar em Marrocos, planeando uma cruzada, após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono. A derrota na Batalha de Alcácer-Quibir em 1578 levou ao desaparecimento de Sebastião em combate e da nata da nobreza, iniciando a crise dinástica de 1580 que levou à perda da independência para a Espanha e ao nascimento do mito do Sebastianismo.

Dossier FII: 3.5.1.6 - Felipe II España - União Ibérica - Felipe I de Portugal, 1556 - 1598Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.6 - CEMIP RNC CMO BPI FII - Dossier D. Felipe II España - União Ibérica - Felipe I de Portugal, 1556 - 1598

Felipe II - Filho do Imperador do Sacro Império Romano-Germânico e rei das Espanhas Carlos V de Habsburgo e de D. Isabel de Portugal, governou um vasto território integrado por Aragão, Castela, Catalunha, ilhas Canárias, Maiorca, Navarra, Galiza e Valência, Rossilhão, Franco-Condado, Países Baixos, Sardenha, Córsega, Sicília, Milão, Nápoles, além de territórios ultramarinos na África (Orão, Túnis, e outros), na América e na Ásia (Filipinas). Na política externa, sua mais significativa vitória sucedeu contra os turcos otomanos: a Batalha de Lepanto, em 1571.

Nasceu no Palácio de Pimentel em Valladolid, sendo o primogênito dos seis filhos de seus pais e faleceu no El Escorial, onde jaz até os dias de hoje. Chamado ainda o Sábio e O Prudente. Foi batizado em 5 de junho, na Igreja do Convento de São Paulo, pelo arcebispo de Toledo, Dom Alfonso de Talavera. Rei consorte da Inglaterra de 1554 a 1558 como marido de Maria Tudor também foi, regente da Espanha desde 1543 se tornou rei do citado país em 1555. Felipe de Habsburgo também conde de Artois, conde da Borgonha, e conde de Charolais por 42 anos.

A partir de 1552 já se havia tornado rei como Felipe I de Nápoles, da Sicília, Sardenha, rei apenas titular de Jerusalém e duque de Milão. Em 1555 foi também rei dos Países Baixos; em 1556 conde de Holanda, conde da Zelândia, Conde de Ostrevant, Duque de Gueldres, e a partir de 1580 será também o rei de Portugal, Felipe I. Recebeu uma educação humanista, planejada por seu tutor, Juan de Zúñiga, no entanto Felipe nunca se tornaria um erudito nos padrões renascentistas. Além da sua língua nativa, o espanhol, possuía domínio sobre o português, língua da sua mãe e o latim.

Demonstrou interesse pela arquitetura e a música, além de gosto por atividades ao ar livre, como a caça. Desde os 12 anos foi preparado para os assuntos do governo e aos 16 anos ficou encarregado da regência dos reinos da Espanha, enquanto o pai administrava o Santo Império Romano-Germânico. Assumiu a coroa espanhola em 1556, depois da abdicação do pai em 1555, herdando um vasto império colonial, com uma difícil situação financeira e inimigos poderosos como a: Inglaterra, França e Países Baixos.

Dossier FIII: 3.5.1.7 - Felipe III España - União Ibérica - Felipe II de Portugal, 1598 - 1621Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.7 - CEMIP RNC CMO BPI FIII - Dossier Felipe III España - União Ibérica - Felipe II de Portugal, 1598 - 1621

Felipe III foi rei aos 20 anos, em 13 de setembro de 1598, e como Filipe II Rei de Nápoles, da Sicília, Rei titular de Jerusalém, Rei da Sardenha e Rei de Portugal. Foi ainda Duque de Milão, Conde de Artois, Conde da Borgonha, Conde de Charolais.

Segue um relato da morte do rei Filipe II, pai do rei Filipe III, na hora da morte: Filipe II, rei de Espanha, chamou seu filho (Filipe III) na hora da morte, e, depois de afastar a roupa, lhe mostrou o peito roído de vermes, dizendo: “Vê, príncipe, como se morre, e como se acabam as grandezas do mundo”. Depois exclamou: “Por que não fui eu, em vez de monarca, simples frade leigo de qualquer ordem?!” Mandou depois que lhe pusessem ao pescoço uma cruz de madeira; e, tendo disposto todas as coisas para sua morte, disse a seu herdeiro: “Quis, meu filho, que estivesses presente a este ato, para que visses como, no fim da vida, o mundo trata ainda os próprios reis. Sua morte é igual à dos mais pobres da terra. Aquele que melhor tiver vivido, esse é que achará junto de Deus mais alto favor.” E este mesmo filho, que foi depois Filipe III, ao morrer com apenas 43 anos de idade, disse: “Atendei, meus súbditos, a que no meu necrológio somente se fale do espetáculo que tendes presente. Dizei que na morte de nada serve o título de rei, a não ser para sentir-se maior tormento de o haver sido... Oxalá, em vez de ser rei, tivesse vivido em um deserto servindo a Deus!... Ir-me-ia agora apresentar com mais confiança entre seu tribunal, e não correria tamanho risco de me condenar!...” Relato retirado do livro "Preparação para morte", 13ª consideração, de Santo Afonso Maria de Ligório.

Nasceu no mesmo ano em que morreu seu irmão D. Fernando, sendo jurado herdeiro seu outro irmão, D. Diego. Último filho varão da quarta esposa do pai, ficou órfão de mãe aos dois anos. Quando em 1582 seu irmão Diego morreu, e foi jurado herdeiro, era enfermiço e débil. Com ele, têm início os chamados «Áustrias Menores»: Filipe III, Filipe IV e Carlos II), os quais não puderam manter o poderio internacional alcançado por seus predecessores Carlos Ve Felipe II, e começou a perda de territórios: as Províncias Unidas em 1621 (reconhecido oficialmente em 1648), Portugal e as suas colónias em 1640 (reconhecido em 1668), e em 1659 o Rossilhão e outras praças nos Países Baixos.

Dossier FIV: 3.5.1.8 - Felipe IV España - União Ibérica - Felipe III de Portugal, 1621 - 1665Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.8 - CEMIP RNC CMO BPI FIV - Dossier Felipe IV España - União Ibérica - Felipe III de Portugal, 1621 - 1665

Filipe IV (Valladolid, 8 de abril de 1605 – Madrid, 17 de setembro de 1665) foi o Rei da Espanha de 1621 até sua morte, e também Rei de Portugal e Algarves como Filipe III até o início da Guerra da Restauração em 1640. Filipe é lembrado por seu patrocínio das artes, principalmente do pintor Diego Velázquez, e por governar o Império Espanholdurante o período da Guerra dos Trinta Anos.

Nasceu em Valladolid e morreu em Madrid e teve os cognomes de o Gordo, El Grande, o Rei Planeta. Foi, como Filipe III, rei de Portugal, de Nápoles, da Sicília, rei titular de Jerusalém, rei da Sardenha. Príncipe das Astúrias, aclamado rei de Espanha em 31 de março de 1621 aos 16 anos. Rei dos Países Baixos, foi Duque de Milão, Conde da Borgonha e Conde de Charolais, Conde de Artois.

Reinou 44 anos. Envolvida em guerras, a Espanha teve momentos difíceis. No Brasil, em 1621, favoreceu a divisão em dois Estados: o Estado do Brasil, com as capitanias ao sul do Rio Grande do Norte atual, e o Estado do Maranhão, do cabo São Roque à Amazónia.

Entregue aos dez anos ao homem forte do reino, D. Gaspar Filipe de Guzmán, conde-duque de Olivares, cuja queda aconteceria em 17 de janeiro de 1643. Adepto de política centralizadora e de submissão das províncias espanholas ao governo de Madrid, com Olivares aumentou o descontentamento de Portugal. Depois, seu valido até 1661 foi Luís de Haro, sobrinho de Olivares.

Em 14 de julho de 1619 foi jurado príncipe de Portugal. No começo do reinado, chamou D. Gaspar de Guzmán, fez dele conde-duque de Olivares, seu Ministro e homem forte, em que depositava a maior confiança e a quem encomendou a administração. Os portugueses aceitaram de bom grado a demissão do marquês de Alenquer, vice-rei de Portugal, substituindo-o por uma junta de três membros, composta do Conde de Basto, D. Nuno Álvares Portugal e o bispo de Coimbra. Promulgou decretos sobre bens da Coroa, sobre a fiscalização financeira, que feriam os interesses do povo e provocaram indignação; arrancou tributos, a título de subsídios voluntários, ameaçou fechar outra vez os Portos do Reino aos holandeses, medidas que contribuíram para a ruína de Portugal, que esperara lucrar com a atividade do novo ministro.

A trégua com as Províncias Unidas estava concluída, e a luta recomeçava, não muito desvantajosa, na Europa, onde Spínola mantinha o prestígio das armas da Espanha.

As colónias portuguesas eram menos protegidas que as de Espanha. Em 1623, Ormuz caiu em poder dos persas auxiliados pelos ingleses; em 1624, os holandeses tomaram a Bahia; Macau e a Mina repeliram os holandeses, e a Bahia foi reconquistada em 1625 por uma forte esquadra que Olivares mandou aprestar. A França, porém, aliara-se aos protestantes da Alemanha, à Dinamarca e à Holanda, e um dos planos dos aliados era o enfraquecimento da Espanha pelos repetidos assaltos às suas colónias pelas esquadras holandesas. Olivares aumentou os impostos aos diversos reinos. Olivares de tal forma o oprimiu que o povo se revolucionou. Os governadores do reino, o Conde de Basto e D. Afonso Furtado de Mendonça protestaram contra os tributos e vexações. As ordens de Olivares tinham executores em Diogo, secretário do conselho de Portugal em Madrid, e no seu parente, Miguel de Vasconcelos, nomeado escrivão de fazenda e secretário de Estado de Portugal, quando a Duquesa de Mântua, parenta do rei, foi nomeada em 1631 vice-rainha de Portugal.

A política europeia estava marcada pela influência dos cardeais Mazarino e Richelieu, que procuraram quebrar a hegemonia de Espanha na Europa. Neste período se reacendeu a guerra da Espanha com as Províncias Unidas. Apesar de todas as medidas de Filipe IV, o poderio da Holanda tornava-se cada vez maior, como o demonstra a criação da Companhia das Índias Ocidentais em 1621. Não é de estranhar, portanto, o interesse dos holandeses pelo Brasil, que levou à conquista da Bahia em 1624 e de Pernambuco em 1630. Um pouco mais tarde, os Ingleses apoderaram-se também da ilha da Jamaica.

Vasconcelos tornou-se impopular aos portugueses. Os impostos eram cada vez maiores. Olivares tivera a ideia de obrigar os portadores de títulos de divida publica a um empréstimo forçado, mandando que os tesoureiros das alfândegas retivessem um trimestre de juros aos portadores, a quem os pagavam. Com esta simplicidade entendia também Vasconcelos que se deviam cobrar os tributos. Em Évora ocorreram tumultos. O movimento propagou-se no Alentejo, Algarve, Porto e em alguns pontos do Minho.

Dossier OHMN: 3.5.1.10 - Ocupação Holandesa e Maurício de Nassau, 1624 - 1790Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.10 - CEMIP RNC CMO BPI OHMN - Dossier Ocupação Holandesa e Maurício de Nassau, 1624 - 1790

João Maurício de Nassau-Siegen - cognominado "o Brasileiro", foi conde e (após 1674)

Filho do conde João VII de Nassau, casado em segundas núpcias com Margarida de Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg, filha do duque de Schleswig-Holstein e de uma princesa da dinastia de Brunswick, João Maurício foi o décimo-terceiro filho, mas o primeiro do segundo casamento.

A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais - Aceitou o convite da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC) para administrar os domínios por ela conquistados na região Nordeste do Brasil (1636), percebendo uma ajuda de custo de 6.000 florins (equipamento) e salário mensal de 1.500 florins (que C. R. Boxer classifica como principesco), o soldo de Coronel do Exército, além de uma participação de 2% sobre os lucros. Corriam ainda por conta da WIC suas despesas de mesa e criadagem (trouxe dezoito criados), os salários do predicante Francisco Plante, de seu médico Guilherme van Milaenen, e de seu secretário Tolner.

Nassau prestou juramento perante os XIX em 4 de agosto de 1636 comprometendo-se pelo prazo de cinco anos a ser o Governador, Almirante e Capitão-General dos domínios conquistados e por conquistar pela Companhia das Índias Ocidentais no Brasil.

Dossier OFLXIII: 3.5.1.11 - Ocupação Francesa Luis XIII - O Justo, 1601 - 1643Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.11 - CEMIP RNC CMO BPI OFLXIII - Dossier Ocupação Francesa Luis XIII - O Justo, 1601 - 1643

Luís XIII (Fontainebleau, 27 de setembro de 1601 – Paris, 14 de maio de 1643), também chamado de Luís, o Justo, foi o Rei da França e Navarra de 1610 até sua morte. Era filho do rei Henrique III & IV e de Maria de Médici.

Luís ascendeu ao trono alguns meses antes de seu aniversário de dezenove anos, com sua mãe atuando como regente durante a minoridade. O mau gerenciamento do reino aliado às intrigas políticas de Maria e seus favoritos italianos, levaram o jovem rei a tomar o poder em 1617, exilando-a e aos seus seguidores.

Taciturno e desconfiado, Luís muito dependia do Cardeal de Richelieu, seu principal ministro, para governar seus reinos. O rei e o cardeal são lembrados por estabelecerem a Academia Francesa e por colocarem um fim em uma revolta na vila francesa. Seu reinado também foi marcado por conflitos contra os Huguenotes e a Espanha.

Dossier OFLXIV: 3.5.1.12 - Ocupação Francesa Luis XIV - O Rei Sol, 1643 - 1715Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.12 - CEMIP RNC CMO BPI OFLXIV - Dossier Ocupação Francesa Luis XIV - O Rei Sol, 1643 - 1715

Luís XIV (Saint-Germain-en-Laye, 5 de setembro de 1638 – Versalhes, 1 de setembro de 1715), apelidado de "o Grande" e "Rei Sol", foi o Rei da França e Navarra de 1643 até à sua morte. Seu reinado de 72 anos é um dos mais longos na história europeia. Foi um dos líderes da crescente centralização de poder na era do absolutismo europeu.

Era filho do rei Luís XIII e de sua esposa Ana da Áustria. Seu pai morreu em 1643, quando Luís tinha apenas cinco anos de idade, tendo sua mãe se instaurando regente em seu nome. Seu reinado pessoal começou em 1661, após a morte do seu principal ministro, o cardeal italiano Jules Mazarin. Luís apoiava o conceito do direito divino dos reis, continuando a política de seus predecessores de criar um governo centralizado a partir da capital. Procurou eliminar os últimos vestígios de feudalismo que ainda existiam em algumas partes da França e pacificar a aristocracia, oferecendo a muitos membros da nobreza a oportunidade de morar no seu luxuoso Palácio de Versalhes. Por esses meios, Luís se tornou um dos monarcas franceses mais poderosos da história e consolidou o sistema da monarquia absoluta que perdurou na França até à Revolução Francesa.

Seu reinado viu a França chegar à liderança das potências europeias, e lutar em três guerras diferentes: a Guerra Franco-Holandesa, a Guerra dos Nove Anos e a Guerra da Sucessão Espanhola. Ocorreram ainda os conflitos menores da Guerra de Devolução e Guerra das Reuniões. Luís acabou morrendo alguns dias antes de completar 77 anos, sendo sucedido por seu bisneto de cinco anos de idade Luís XV. Todos os outros herdeiros tinham morrido antes dele: seu filho Luís, Grande Delfim de França, o filho mais velho deste Luís, Duque da Borgonha, e o irmão mais novo de Luís XV, Luís, Duque da Bretanha.

Dossier MRE: 3.5.1.13 - Moedas Relevantes Estrangeiras - Fernando VI Sicilia 1789; Gibraltar inglesa 1802 e Barcelona Francesa Napoleão 1810, 1789 - 1810Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.13 - CEMIP RNC CMO BPI MRE - Dossier Moedas Relevantes Estrangeiras -  Fernando VI Sicilia 1789; Gibraltar inglesa 1802 e Barcelona Francesa Napoleão 1810

Reinado de Fernando VI Sicilia em 1789 - Fernando I (Nápoles, 12 de janeiro de 1751 – Nápoles, 4 de janeiro de 1825), apelidado de "Rei Narigudo", foi o Rei das Duas Sicílias desde sua unificação em 1816 até sua morte. Anteriormente ele foi Rei da Sicília como Fernando III de 1759 até 1816 e Rei de Nápoles como Fernando IV em três períodos diferentes, de 1759 até ser deposto em janeiro de 1799 pela República Partenopeia, de junho de 1799 até ser deposto novamente em 1806 por Napoleão Bonaparte, e por fim entre 1815 e 1816.

Gibraltar Inglesa - O Tratado de Amiens ou Paz de Amiens foi o acordo que pos fim a guerra entre o Reino Unido da Gran Bretanha e Irlanda e a Primera República Francesa (NAPOLEÃO) e seus aliados (Espanha e a República Batava), firmado em Amiens (França) em 25 de março de 1802.

Barcelona Espanha Francesa de Napoleão - A Guerra Peninsular (1807–1814) foi um conflito militar entre o Primeiro Império Francês e os seus aliados do Império Espanhol, contra a aliança do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e do Reino de Portugal e Algarves pelo domínio da Península Ibérica durante as Guerras Napoleónicas. O conflito teve início quando os exércitos franceses e espanhóis invadiram e ocuparam Portugal em 1807, tendo voltado em 1808 após a França se ter voltado contra a Espanha, sua aliada até então. A guerra prolongou-se até à derrota de Napoleão pela Sexta Coligação em 1814, sendo vista como uma das primeiras guerras de libertação nacional e significativa na emergência da guerrilha em grande escala.

A guerra peninsular coincide com o que os historiadores hispanófilos denominam "Guerra de Independência Espanhola", a qual teve início com o levantamento de dois de maio de 1808 e terminou em 17 de abril de 1814. A ocupação francesa destruiu o governo da Espanha, que se fragmentou em diversas juntas provinciais que se disputavam entre si. Em 1810, o reconstruído governo de nacional, as Cortes de Cádis, fortificou-se em Cádis, embora não tenha conseguido reorganizar o exército devido ao cerco de mais de 70.000 soldados franceses. Eventualmente, as forças britânicas e portuguesas asseguraram o controlo de Portugal, usando o país como ponto de partida de campanhas contra o exército francês e para o abastecimento das tropas espanholas. Ao mesmo tempo, o exército e as guerrilhas espanholas empatavam um número considerável de tropas napoleónicas. As forças aliadas, tanto regulares como irregulares, impediram os marechais franceses de subjugar as províncias espanholas rebeldes ao restringir o domíno territorial francês, fazendo com que a guerra se prolongasse por vários anos de empate.

Dossier DDI: 3.5.1.15 - D. Duarte I , 1433 - 1438Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.15 - CEMIP RNC CMO BPI DDI - Dossier D. Duarte I de Portugal - O Filósofo, 1433 - 1438

Duarte I (Viseu, 31 de outubro de 1391 – Tomar, 9 de setembro de 1438), apelidado de "o Eloquente" e "o Rei-Filósofo", foi o Rei de Portugal e Algarve de 1433 até à sua morte em 1438. Era o filho mais velho do rei João I e sua esposa a rainha Filipa de Lencastre.

Num curto reinado de cinco anos deu continuidade à política exploração marítima e de conquistas em África. O seu irmão Henrique estabeleceu-se em Sagres, de onde dirigiu as primeiras navegações, e, em 1434, Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador. Numa campanha mal sucedida a Tânger, o seu irmão D. Fernando foi capturado e morreu em cativeiro. D. Duarte interessou-se pela cultura e escreveu várias obras, como o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda Sela. Preparava uma revisão da legislação portuguesa quando morreu, vitimado pela peste.

Subject/Index Terms:
D. Duarte I de Portugal
País - Portugal
REIS DE PORTUGAL
Dossier DCI: 3.5.1.16 - Carlos I de Espanha, 1516 - 1558Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.16 - CEMIP RNC CMO BPI DCI - Dossier D. Carlos I de Espanha, 1516 - 1558

Carlos V & I (Gante, 24 de fevereiro de 1500 – Cuacos de Yuste, 21 de setembro de 1558) foi o Imperador Romano-Germânico como Carlos V a partir de 1519 e Rei da Espanha como Carlos I de 1516 até sua abdicação em favor de seu irmão mais novo Fernando I no império e seu filho Filipe II na Espanha.

Carlos era o herdeiro de três das principais dinastias europeias: a Casa de Habsburgo da Monarquia de Habsburgo, a Casa de Valois-Borgonha dos Países Baixos Borgonheses e a Casa de Trastâmara das coroas de Aragão e Castela. Ele governou vastos domínios na Europa central, oriental e do sul, além das colônias espanholas nas Américas. Como o primeiro monarca a governar Castela, Leão e Aragão simultaneamente, ele se tornou o primeiro Rei da Espanha. Carlos tornou-se imperador em 1519. A partir de então seu império cobria mais de quatro milhões de quilômetros quadrados pela Europa, Oriente e Américas. Grande parte de seu reinado foi dedicado às guerras italianas contra a França, sendo militarmente bem sucedidas apesar dos enormes gastos, levando a criação do primeiro exército profissional europeu: o Terço. Suas forças recapturaram Milão e o Franco-Condado dos franceses depois de uma decisiva vitória na Batalha de Pavia em 1525, forçando o rei Francisco I de França a formar uma aliança franco-otomana. Solimão, grande rival de Carlos, conquistou a parte central da Hungria em 1526 após derrotar os cristãos na Batalha de Mohács. Entretanto, o avanço otomano parou depois de não conseguirem capturar Viena em 1529.

Além de suas realizações militares, Carlos é mais conhecido por seu papel contra a Reforma Protestante. Vários príncipes germânicos abandonaram a Igreja Católica e formaram a Liga de Esmalcalda para poderem desafiar a autoridade de Carlos com força militar. Não desejando que guerras religiosas chegassem em seus domínios, ele forçou a convocação do Concílio de Trento que iniciou a Contrarreforma. A Companhia de Jesus foi estabelecida por Inácio de Loyola durante seu reinado para combater o protestantismo de forma pacífica e intelectual. No Novo Mundo a Espanha conquistou os astecas do México e os incas do Peru, estendendo seu controle por grande parte da América Central e do Sul. Carlos proveu Fernão de Magalhães com cinco navios, cuja viagem acabou se tornando a primeira circunavegação da Terra e criou as fundações para colonização das Filipinas.

Apesar de sempre em guerra, Carlos preferia a paz. "Não cobiça territórios", escreveu Marcantonio Contarini em 1536, "mas o mais ganancioso de paz e tranquilidade". Carlos abdicou em 1556 de todos os seus títulos. A Monaquia de Habsburgo passou para seu irmão Fernando enquanto o Império Espanhol ficou com seu filho Filipe. Os dois impérios permaneceriam aliados até o século XVIII. Carlos tinha apenas 54 anos na época de sua abdicação, porém estava fisicamente exausto depois de governar energicamente por 34 anos e procurava paz de um monastério, onde morreu dois anos depois.

Subject/Index Terms:
Carlos I de Espanha
Juana e Carlos I de Espanha
País - Espanha
Reis da Espanha
Creators:
Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier JI: 3.5.1.17 - Jaime I de Aragão da Espanha, 1213 - 1257Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.17 - CEMIP RNC CMO BPI JI - Dossier Jaime I de Aragão da Espanha, 1213 - 1257

Jaime era filho de Pedro II de Aragão, o Católico, e Maria de Montpellier. Esta, por sua vez, era filha de Guilherme VIII de Montpellier, senhor de Montpellier, e Eudóxia Comnena, uma sobrinha-neta do imperador bizantino Manuel II Comneno. A relação dos seus pais fora sempre atribulada, tendo, o Católico, tentado, e fracassado, dissolver o matrimónio para se casar novamente. Os problemas do casamento geraram a seguinte lenda, negada pelo próprio Jaime na sua biografiaLivro dos Feitos (Llibre dels feyts em catalão antigo), a primeira das quatro grandes crónicas reais catalãs:

Pedro II tinha várias amantes e, como não consumava o matrimónio com Maria, não havia um herdeiro para o trono. Para solucionar este problema, a nobreza e o clero de Aragão urdiram um plano que consistia em oferecer uma nova amante ao rei, que era nem mais nem menos que a sua própria esposa. Levaram-na uma noite aos aposentos do monarca para passar a noite, ocultada pela obscuridade. Pedro descobriu o engano pela manhã e saiu furioso do paláciopara nunca mais voltar, mas, como resultado dessa noite, nasceu o herdeiro. Maria de Montpellier tinha, também, acendido doze velas com os nomes dos apóstolos, com a promessa de que a que se apagasse por último daria o nome a seu filho. Essa acabou por ser a de São Tiago, também chamado Jaime.

Quando o seu pai Pedro II de Aragão morreu na batalha de Muret em 1213, Jaime ficou em poder de Simão de Monforte, o líder da cruzada albigense e general inimigo das forças aragonesas. Só depois de um ano de reclamações, e por mandato do papa Inocêncio III, o jovem príncipe foi devolvido aos seus súbditos. Durante a sua minoridade, esteve sob a tutela dos Templários no castelo de Monzón, e o regente de Aragão foi o conde Sancho Raimundes, filho de Raimundo Berengário IV de Barcelona e tio-avô de Jaime.

Aos seis anos, foi jurado rei nas Cortes de Lérida de 1214. Em Setembro de 1218 foram celebradas pela primeira vez em Lérida as Cortes gerais de aragoneses e catalães, nas quais foi declarada a sua maioridade. Com a morte da sua mãe em 1219, herdou o senhorio de Montpellier. Em 1241, por testamento do seu primo Nuno Sanches, herdaria os condados de Rossilhão e Cerdanha e o viscondado de Fenouillèdes na França.

Durante os quinze primeiros anos do seu reinado, Jaime esteve envolvido em diversos conflitos contra a nobreza aragonesa, que chegou inclusivamente a aprisioná-lo em 1224. Em 1227, enfrentou uma nova rebelião nobiliárquica, encabeçada pelo infante Fernando, seu tio. Esta terminou graças à intervenção papal, através do arcebispo de Tortosa, com a assinatura da concórdia de Alcalá em Março de 1227. Este tratado marcou o triunfo da monarquia sobre os nobres revoltosos, dando-lhe a estabilidade necessária para iniciar as campanhas contra os muçulmanos e o próprio apaziguamento das reclamações da nobreza.

Subject/Index Terms:
Reis da Espanha
País - Espanha
Jaime I de Aragão da Espanha
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Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier DSII: 3.5.1.19 - D. Sancho II de Portugal - o Piedoso, 1223 - 1247Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.19 - CEMIP RNC CMO BPI DSII - Dossier D. Sancho II de Portugal - o Piedoso, 1223 - 1247

Quarto rei de Portugal. Nasceu em Coimbra, filho de D. Afonso II e de D. Urraca.

Retomou as negociações já iniciadas com o seu pai para uma reconciliação do poder estatal com o poder eclesiástico. O rei morrera excomungado e o reino estava interdito. Finalmente estabeleceu-se uma concórdia com 10 artigos.

A partir de 1226 iniciou a campanha do Alentejo, conquistando Elvas, Jerumenha, Serpa, Aljustrel, Mértola, Aiamonte a provalvelmente Cacela a Tavira. Como guerreiro foi digno continuador de D. Afonso Henriques, mas foi mau administrador.

Foram frequentes durante o seu reinado as lutas entre os ricos-homens e os homens da Igreja, tendo o bispo do Porto feito queixas do rei ao papa. O papa em bula enviada aos barões, concelhos das cidades e vitas a outros lugares, aconselha a chefia do reino a alguém activo a prudente.

Foi nomeado o príncipe D. Afonso, futuro D. Afonso III. A Igreja dispôs assim da nação portuguesa. Houve ainda, no início de 1246 guerra civil entre os partidários do rei a do príncipe D. Afonso.

Retirou-se para Toledo.

Subject/Index Terms:
País - Portugal
D. Sancho II de Portugal - o Piedoso - 1223 - 1247
REIS DE PORTUGAL
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Yuri Victorino Inácio da Silva
Dossier DAIII: 3.5.1.20 - D. Afonso III de Portugal - O Bolonhês, 1248 - 1279Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.20 - CEMIP RNC CMO BPI DAIII - Dossier D. Afonso III de Portugal - O Bolonhês, 1248 - 1279

Afonso III (Coimbra, 5 de maio de 1210 -  Alcobaça, 16 de fevereiro de 1279), apelidado de "o Bolonhês" por seu casamento com Matilde II, Condessa de Bolonha, foi o Rei de Portugal de 1248 até sua morte em 1279, e também o primeiro monarca português a utilizar o título de Rei de Algarve. Além disso foi Conde de Bolonha de 1238 até 1253 em direito de sua esposa. Era o segundo filho do rei Afonso II e sua esposa Urraca de Castela tendo ascendido ao trono depois de depôr seu irmão mais velho Sancho II.

Dossier DAV: 3.5.1.21 - D. Afonso V de Portugal - O Africano, 1438 - 1481Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.21 - CEMIP RNC CMO BPI DAV - Dossier D. Afonso V de Portugal - O Africano, 1438 - 1481

Décimo terceiro rei de Portugal. Filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão.

O seu reinado compreendeu três grandes períodos. O primeiro vai da elevação ao trono (1438) à batalha de Alfarrobeira. D. Duarte confiara por testamento a regência à rainha viúva; mulher e castelhana, era impopular no reino, sendo apoiada por D. Afonso, duque de Barcelos e pela nobreza nortenha. D. Pedro, duque de Coimbra, apoiado por seus irmãos e pelas cidades, é eleito regente em Cortes (1439) e mantido no governo quando D. Afonso V atinge a maioridade (1446). Só em 1448 se turvam as relações entre ambos, devido às intrigas do conde de Barcelos; D. Pedro retira-se para Coimbra e é morto em Alfarrobeira (1449).

A segunda fase caracteriza-se pelos feitos militares de D. Afonso V no norte de África, que lhe valem o epíteto de Africano: rei-cavaleiro conquista Alcácer Ceguer (1458), ataca Tanger (1460, 1462, 1464), toma Arzila (1471) e Larache, juntando ao título de «rei de Portugal e dos Algarves» o de «aquém e além-mar em África».

O último período é dominado pela política peninsular: vago o trono de Castela pela morte de Henrique IV, Afonso V defende os direitos de sua sobrinha D. Joana, a Beltraneja, com quem celebra esponsais, contra os reis católicos. A batalha de Toro é-lhe desfavorável; decide passar a França para obter, nos termos do acordo de 8 de setembro de 1475, o apoio de Luís XI, que lho recusa, devido à guerra com o duque de Borgonha. Afonso V falha na mediação que tenta entre ambos; de regresso, pensa ir a Jerusalém e abdica, mas reconsidera. E quando Luís XI assina um tratado de amizade com Fernando e Isabel, Afonso V reconhece-Ihes a realeza castelhana pelo tratado de Alcáçovas (1479).

Durante o reinado de Afonso V abranda a descoberta de África (vai-se do Rio do Ouro ao Cabo de Santa Catarina) e o poderio da nobreza põe em perigo a estabilidade do Estado. Afrouxaram as relações com Borgonha e estabeleceram-se contactos com a Bretanha. Floresceram na sua corte Mateus de Pisano, Fernão Lopes, Azurara, Nuno Gonçalves, cardeal Alpedrinha, Vasco Fernandes de Lucena. Na regência de D. Pedro coligiram-se as Ordenações Afonsinas.

Dossier FI: 3.5.1.22 - Felipe I  de España - 1504 - 1506 , 1504 - 1506Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.22 - CEMIP RNC CMO BPI FI - Dossier Felipe I de España - 1504 - 1506

Filho de Maximiliano I de Habsburgo, Imperador Romano-Germânico, e de Maria, Duquesa da Borgonha, nasceu durante o reinado de seu avô Frederico III. Era o herdeiro do Sacro Império Romano Germânico (que de fato, nunca chegou a herdar) e, por parte de sua mãe, herdeiro da maior parte do ducado da Borgonha e dos Países Baixos como Filipe IV.

Em 1482, após a morte de sua mãe, ele conseguiu o ducado de Borgonha sob a tutela de seu pai. Um período de turbulência se seguiu que testemunhou hostilidades esporádicas entre, principalmente, as grandes cidades de Flandres (especialmente Gante e Bruges) e os partidários de Maximiliano.

Durante este interregno, Filipe ficou preso em eventos e até foi brevemente sequestrado em Bruges, como parte da campanha flamenga para apoiar as suas reivindicações de maior autonomia, que arrancara de Maria em um acordo conhecido como o grande privilégio de 1477. Até o início da década de 1490, nem o apoio da França para a cidade de Franco, em Flandres, nem apoio imperial do avô de Filipe, o imperador Frederico III comprovou-se decisivo. Os dois lados chegaram a um acordo no Tratado de Senlis, em 1493, quando o imperador Frederico morreu e o pai de Filipe tornou-se o novo imperador. Estas lutas internas suavizadas pelo poder que os dois lados concordaram em fazer no décimo quinto aniversário de Filipe no ano seguinte.

Ao se casar com a infanta Joana de Castela, filha dos Reis Católicos (Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela), tornou-se o primeiro membro da casa de Habsburgo a ser rei de Castela. Pela morte de Isabel (1504), Joana herda o trono de Castela, tornando-se Joana I de Castela. Todavia, devido à sua instabilidade mental, a regência foi entregue ao marido, Filipe,[1] que assim se tornou, pouco tempo antes de sua morte, o primeiro monarca Habsburgo da Espanha.

Filipe morreu repentinamente em Burgos, aparentemente de febre tifóide, em 25 de setembro de 1506, apesar de um envenenamento (assassinato) ser amplamente falado na época, e é o que sua mulher acreditava ser. Sua esposa supostamente se recusou a permitir que o seu corpo fosse enterrado por um tempo. Filipe está sepultado na Capela Real de Granada, ao lado de sua esposa, e seus sogros Isabel I e Fernando II. Ele nunca chegaria a se tornar Imperador Romano-Germânico, pois morreu antes do pai. Porém seu filho, o Carlos V acabaria por reunir os legados dos Habsburgo, da Borgonha, de Castela e de Aragão.

Dossier DAF: 3.5.1.23 - D. Afonso I de Portugal , 1128 – 1185Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.23 - CEMIP RNC CMO BPI DAF - Dossier D. Afonso I de Portugal - O Fundador, 1128 - 1185

Afonso I (25 de julho de 1109 – 6 de dezembro de 1185), também chamado de Afonso Henriques, e apelidado de "o Fundador ou Conquistador", foi o primeiro Rei de Portugal . Anteriormente servindo como Conde de Portucale de 1112 até sua independência do Reino da Galiza. Era filho de Henrique, Conde de Portucale e sua esposa Teresa de Leão, que, a morte do conde Henrique, "ascende rapidamente ao governo do condado, o que confirma o carácter hereditário que o mesmo possuía".

Após a morte de seu pai em 1112, Afonso tomou uma posição política oposta à da mãe, que se aliara ao nobre galego Fernão Peres de Trava. Pretendendo assegurar o domínio do condado armou-se cavaleiro e após vencer a sua mãe na batalha de São Mamede, em 1128, assumiu o governo.[2] Concentrou então os esforços em obter o reconhecimento como reino. Em 1139, depois da vitória na batalha de Ourique contra um contingente mouro, D. Afonso Henriques proclamou-se Rei de Portugal com o apoio das suas tropas. Ao contrário do que dizem sobre o Tratado de Zamora só tornou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão. A independência portuguesa foi reconhecida, em 1179, pelo papa Alexandre III, através da bula Manifestis Probatum e ganhou o título de rex (rei).

Com o apoio de cruzados do norte da Europa conquistou Lisboa em 1147. Com a pacificação interna, prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para sul, desde Leiria ao Alentejo, mais que duplicando o território que herdara. Os muçulmanos chamaram-lhe Ibn-Arrik ("filho de Henrique", tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali ("o Português").

Dossier DAFII: 3.5.1.24 - D. Afonso II - O Gordo , 1211 – 1223Adicionar a Cesta.View associated digital content.

3.5.1.24 - CEMIP RNC CMO BPI DAFII - Dossier D. Afonso II - O Gordo, 1211 - 1223

Afonso II (Coimbra, 23 de abril de 1185 – Coimbra, 25 de abril de 1223), apelidado de Afonso, o Gordo, foi o Rei de Portugal de 1211 até sua morte. Era filho do rei Sancho I e sua esposa Dulce de Aragão.

D. Afonso II começou a reinar em 1212, após a morte de seu pai e, apesar de ser um homem debilitado fisicamente devido a uma doença variante da lepra, ele reinou de uma forma bastante inovadora para a época, centralizando em si os destinos do país.

Quando o seu pai morreu, deixou em testamento às suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha alguns castelos no centro do país (Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer) e também as respetivas vilas, termos, acaidarias e rendimentos, designado-as rainhas dessas terras.

Assim, as infantas procuraram o reconhecimento da independência das suas terras, reunindo também tropas que se aliaram às suas causas.

Por isso, Afonso II teve de enfrentar uma forte oposição da nobreza e principalmente das suas irmãs conseguindo, no entanto, o reconhecimento da sua soberania por parte da Santa Sé, que concedeu no entanto poderes às infantas sobre as terras que eram suas por direito mas que pertenciam ao reino de Portugal, ficando assim o assunto resolvido.

Logo em 1211, no primeiro ano do seu reinado, D. Afonso II convoca as primeiras cortes portuguesas, as famosas Cortes de Coimbra.

Aí foram promulgadas as primeiras leis portuguesas visando principalmente temas como a propriedade privada, o direito cívil e a cunhagem da moeda.

Outra decisão resultante destas cortes foi o envio de embaixadores portugueses a diversos países europeus com o objetivo de estabelecer tratados comerciais.

Visto que as leis promulgadas centralizavam o poder no Rei, sendo que foi D. Afonso II quem nunca permitiu que existisse em Portugal um verdadeiro regime feudal, estas enfraqueciam muito a nobreza e o Clero.

Foi também nas Cortes de Coimbra que surgiu a primeira lei de desamortização. Esta lei decretava a proibição dos mosteiros e ordens religiosas de adquirirem bens fundiários, impedindo assim o clero, que nesta altura possuía já muito poder no país, de centralizar excessivo poder nas suas mãos.

Assim, com a existência de Portugal já firmemente estabelecida, Afonso II procurava minar o poder do clero, aplicando parte das receitas das igrejas em função de causas de utilidade nacional.

Esta atitude levou a um conflito diplomático entre a Santa Sé e Portugal, acabando D. Afonso II por ser excomungado pelo Papa Honório III.

D. Afonso II prometeu retificar os seus erros contra a Igreja, mas durante a sua vida nunca se preocupou muito com isso, acabando por morrer ainda excomungado.

O reinado de D. Afonso II ficou marcado por um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista de seu pai e do seu avô. D. Afonso II não se preocupou em contestar as fronteiras de Portugal com a Galiza e Leão, nem procurou expandir o país para o sul.

Ainda assim, durante o seu reinado, mas não por sua iniciativa, Alcácer do Sal foi tomada aos Mouros em 1217, numa iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa. D. Afonso II preferiu antes consolidar a estrutura económica e social do país.

Mesmo assim, apesar de não ter tido preocupações militares com a expansão do território, D. Afonso II enviou tropas portuguesas para combaterem bravamente ao lado dos aragoneses, castelhanos e franceses, na célebre batalha de Navas de Tolosa, na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.

Em 1220, D. Afonso II avançou com as Inquirições, que tinham como objetivo fazer um registo dos bens da coroa, principalmente nas zonas onde a usurpação dos bens régios era mais fácil e frequente.

Ainda em 1220, D. Afonso II lançou também as Confirmações, que tinham como objetivo ratificar todas as concessões e doações dos sucessores do rei, sendo que também aí foram enfraquecidos os poderes não reais.

Uma das principais inovações do reinado de D. Afonso II, foi a elaboração do primeiro registo oficial dos documentos régios, permitindo assim uma melhor organização dos serviços de chancelaria.

Em 1223, quando tinha 57 anos, morreu em Santarém D. Afonso II, deixando um país sem as suas fronteiras ainda definidas, mas ficando o país muito mais organizado e com bases para se poder expandir de forma consistente, como viria a acontecer.

Quando morreu, D. Afonso II ainda não tinha resolvido o seu diferendo com o Papa e permanecia excomungado. No entanto, logo após o início do reinado do seu filho D. Sancho II, o conflito com a Igreja foi resolvido, e D. Afonso II pôde finalmente descansar “em paz” no Mosteiro de Alcobaça.


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